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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nos Porões da inocencia

Nos porões da inocência.

Ou de como perde a voz e continua gritando.













A vontade de gritar no meio do meu canto
É da tua surdez de não me ouvir enquanto
Lagrimas que secas, não inundam meu pranto.
Na angustiante procura de uma vida de acalanto
Livro-te dos mimos, eu quero mais é teu encanto


A vontade que me invade vem desta distancia
Da fria falta de atenção de quem me rodeia
Não vês que não posso fugir desta cadeia
Que me impõe regras e limitações noite e dia
Numa vida sem graça que me empurra na apatia


Nem de ti figura intocável por Deus desenhada
Perdida em tua correria de vida desvairada
Não entendes minha angustia nesta dor abafada
Danças comigo de pés atados a musica sonhada


Não vê meus caminhos limitados da vazia vida
Um pássaro sem asas, a vontade de voar perdida
Para longe desta selva com seu canto despedida
Reviver num vôo a liberdade aqui tão prometida.




Apenas uma inspiração tirada da garganta dos quem não podem expressar suas angustias e decepções, bem como seus medos e desejos.



Toninhobira
06/09/2010

10 comentários:

  1. Parabéns...És um poeta nato.
    Escreves com a alma o que o coração dita...
    Amei conhecer esse espaço ...Te sigo com carinho e aqui estarei sempre;;;
    Abraços carinhoso

    Preciosa Maria

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  2. Desejo de Flor
    Vander Lee


    As flores vão nascer de amores
    Vãos, viver
    E ninguém vai poder mais amputar sua raiz
    O galho que crescer
    Os ventos vão reger
    E quem sabe dançar a sinfonia os homens gris

    Há margaridas bêbadas sobre os balcões
    Damas-da-noite no calor de explosões

    As flores vão nascer
    Do querer, sem querer
    Lá no sertão, no Paquistão, no coração mais infeliz
    E por que não dizer
    No vaso, no prazer
    Lá no quintal, no Pantanal, no Rio e em Paris

    Delírios sob a lava dos vulcões
    Amorosas no entulho das construções

    Porque nada impede
    Uma flor de nascer
    De um desejo sincero

    Porque nada impede
    Uma flor de querer
    O que eu quero...


    Bjs meu poeta!

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  3. Em apenas uma inspiração...

    Rasga o grito, de um jeito aflito,
    onde a liberdade é a ânsia maior das asas,
    que por hora depenadas não podem voar...
    Asas enregecidas pelo tempo sofridas, que
    definham em agonia sonhando o sonho derradeiro
    de um dia, poder abrir e banhar-se ao Sol...
    Regras e limitações, são correntes e cadeados
    que uma sociedade doente pela egoísmo a nós
    impõe... E não percebem... Que tudo nesse mundo
    poderia ser belo se sonhassem e amassem com a
    liberdade dos poetas... Sim, liberdade, porque
    mesmo trancafiados, os poetas se libertam, e
    mesmo sem asas, voam e mergulham, pelo imenso
    céus e mar do amar... E amando seguem guiados
    pelos ditames do coração...
    Ah poeta! Sublime a tua inspiração!!!
    Carinhos... Bjsss

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  4. Alma nua. Grave. Um simples temor inicial aparecido
    Nada grupal.
    Guardado um sentimento terrível, inimigo assaz
    Único, solitário, triste, inerte, aflito
    Sem ter índole admirável.
    Trás ilação antecipada
    Induz atos
    Arrefecedores.

    Um acróstico da angústia, com o meu abraço terno. Paz e bem.

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  5. Oi Toninho, agradeço a sua visita e o lindo comentário.Toninho, estou rodeada de tantos poetas, aceite essas palavras simples de alguem que desejava ser poeta também para te dizer coisas lindas como os outros falam.A sua poesia está mais uma vez muito linda, me emociona até. abraços Celina

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  6. Poeta, que canto triste e doloroso...
    É um amor, nascido de uma paixão tão distante que não dá para não entender, que o poeta quer alçar vôo em busca de sua liberdade.
    Deveras muito lindo e ornamentado com a beleza do teu coração.
    Coração sofredor, que chora que se anula, pelo fato de estar presa, nas amarras da distância de outro mundo.
    Parabéns poeta, pois que deste cântico triste, soturno e impregnado de saudades, tu construiu um altar de oferenda a tua amada!
    Eis que tua alma se liberta, e em teus sonhos, vai de encontro a esse amor!
    Vai poeta sublime! Voa na tua vimana, na tua carruagem divina!
    Lindo! Esplendoroso.
    Um abraço meu amigo, pela beleza, ode ao teu grande amor.
    Abraços fraternais.

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  7. Pia triste o passarinho
    porque não pode voar
    alguém lhe roubou o ninho
    onde construía o lar
    e na beira do caminho
    seu corpo deixou ficar.

    Beijinhos de luz e muita paz

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