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terça-feira, 21 de maio de 2013

A esperança mora numa janela.




Para a estrada lança um olhar,
Quando recria sua longa espera,
Da janela assiste o dia a passar,
A contar as horas nesta quimera.

Quase nada nela identifica vida,
Além do olhar úmido de esperança,
A chama que não lhe faz vencida,
Ao acender no peito a confiança.

Ela vive pela teimosia de sonhar,
Debruça nesta janela sua tristeza,
Instigada pela arte de perseverar,
Que não se entrega a fraqueza.

Confusas imagens vêm na memoria,
Que no seu desespero busca abraçar,
Alimenta-se desta infinita espera.
De ver na estrada, a filha regressar.

E na hora alegre da Ave Maria,
O canto vem afagar seu coração,
No ultimo olhar na estrada vazia,
A janela se fecha para sua solidão.

Com a mão entrelaçada no Rosário,
Apoiada nas cinquenta ave-marias,
Como uma sacerdotisa no breviário,
Busca forças para esperar outro dia.

Então adormece esta mãe da janela,
Com seus olhos rubros de melancolia,
Aos pés da Santa queima uma vela,
Para a fé que renasce em cada dia.

Toninho
20/05/2013 
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 Apenas uma inspiração,que bem sabemos
ser uma realidade na vida de muitas mães.
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30 comentários:

  1. Linda inspiração, bem fundamentada e tantas vezes realidade. Muito lindo teu poema, Toninho! abração,tudo de bom,chica

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  2. É verdade Toninho, uma mãe está sempre a espera um filho. Muito linda sua inspiração, cheia de sensibilidade. Agradeço a vc o imenso carinho nos meus blogs, grande bju.

    => Gritos da alma
    => Meus contos
    => Só quadras

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  3. Muito lindo o poema... as maes que a esperar...rezam por seus filhos...
    Beijos Toninho...

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  4. Olá querido amigo!
    Lindo poema!
    Verdade... a dor que aperta o coração de uma mãe é com certeza uma das maiores dores do mundo. Mães zelosas sentem sempre com indescritível intensidade.
    Beijos,
    Lis

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  5. Lindo poema, bem ritmado e soando feito canção.
    A Ave Maria vem dar um toque de melancolia para estes versos tão reais, que faz adentrar ao sentimento desta mãe.
    Um abraço meu amigo poeta, até breve.

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  6. Que lindo poema!
    A esperança não pode morrer nunca.Pobre mãe!
    Embalada pela linda música de Fernando Brant e Lô Borges. Fascinante!
    Abraço, amigo Toninho.

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  7. Olá Toninho,

    Lindo demais!
    Somente a esperança e a fé para dar suporte a estas mães sofridas.

    Abração.

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  8. Que lindo!!! Palavras encantadoras!!
    estou seguindo-o! =*

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  9. Belo poema. Admiro quem tem o dom de poetizar.
    E quantas mães, principalmente de filhos desaparecidos, não estão a passar por isto.

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  10. Olá meu querido, não fosse o PC. E a companhia quase entre aspas do meu marido, a minha vida se encaixaria nestes versos lindos...pois saiba que os meus dias também se passam dentro de quatro paredes, que só saio para ir ao médico, e há farmácia... e pouco mais, todos temos opção de escolha! E de uma pessoa cheia de vida e alegria, que sempre corria como o vento... me tornei neste ser mais do que errante...até da janela me afasto.
    Beijinhos de luz e muita inspiração na sua alma.

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  11. Olá Toninho
    Lindo e triste. Imagino a agonia de uma mãe, a esperar por uma filha que partiu e não dá notícias.
    Abração

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  12. Olá toninho amigo,

    Seu poema é muito mais
    que uma oração, colos de Marias,
    onde a fé nunca esmoreça
    pelos tempos, pelos dias...

    A prece que não se definha,
    pelo contrário,
    fortalece na passagem
    tela essa que se abre,
    em eterna em viagem...

    Pelos dias que correm a solta
    pelas aflições que se sente,
    filhos de mães, inda discente,
    aprimorando seus dotes,
    para um futuro docente,

    mas as mães, pobres mães
    que não vê seus filhos crescerem
    os guarda no coração eternamente
    e sem cansaço ora por eles...

    O meu encanto com a poesia
    é de tal forma algo que não se
    descreve,
    das letras que são de todos,
    quantos versos não brota do mais
    profundo....
    letra essas apaixonante, divagantes
    pelo mundo
    versos tirados da alma, corações
    almejantes de calma em prece
    a cada segundo...

    Encantada...

    Abraços

    Livinha

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  13. Comovente poesia e como é verdade!Uma mãe nunca sossega enquanto seus filhos não chegarem em casa.Adorei a canção,minha preferida!E por sinal está no meu post de hoje no Asas dos versos.bjs,

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  14. Ah! a espera incansável de mãe que o coração não se aquieta enquanto o filho/a não vem.
    bjs

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  15. Mineirinho, todas as mães se identificariam com esses versos. A espera as acompanha por toda a vida, independente da idade dos filhos. Não os tenho, mas recordo a angústia de minha mãe, quando demorávamos. Não cabia em uma janela. Muito belo seu poema. Bjs.

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  16. Quando permitimos que ela se abra, abraço Lisette.

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  17. Preciso confessar que... Chorei.

    Poeta, tu tens uma luz que brilha de forma inexplicável!
    Deus te cuida hoje e sempre.

    Beijos com carinho.

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  18. Boa noite amigo Toninho
    Vim te trazer o meu abraço pelo dia de hoje. E como é gostoso dar um abraço em alguém que a gente admira. Feliz dia do abraço!
    Gracita

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  19. Toni,

    Mãe é mesmo assim como descrevestes, me vi quase inteiramente em teus versos. Lindo meu querido! Gr. Bj.! e obrigada sempre!

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  20. Toninho

    Fiquei feliz em o encontrar, depois da longa ausência, sua e minha!

    E essa mãe que espera à janela o regresso da filha
    e á noite se recolhe e acende a vela e reza o rosário,
    bendita seja e possa suportar essa solidão que não passa mais...mas resta a Esperança!...

    Um abraço e grata fico por se debruçar por aqueles
    que em isolamento vivem e esperam...

    Maria Luísa

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  21. Olá Toninho!
    Grata pela sua visita e participação no meu blog.Já o sigo há bastante tempo mas... o tempo não dá para visitar todos. Gosto muito do poema inspirado nessa janela. Alguém (uma mãe ) esperando ansiosa...
    Parabéns!
    Um abraço.
    M. Emília

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  22. Oi Toninho!Hoje só vim retribuir sua visita e compartilhar esta beleza de poesia!bjs,

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  23. Oi, Toninho!!
    Me enchi de nostalgia ouvindo a música que postou! Saudades das Minas Gerais...
    Acho que as mães só dormem sono tranquilo, quando tem os filhos debaixo de suas asas. Contrariadas são obrigadas a ver os filhos voarem. Seu poema remete a realidade da solidão materna!!
    Beijus,

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  24. oH!MINAS GERAIS !!!!!!
    SABIAS QUE NESTES DIAS ESTAREI AI PRA FAZER UMA VISITINHA QUE AINDA NÃO CONHEÇO ESSAS TERRAS,PRECISO SENTIR ESSE CHEIRO !
    MEU AMIGO !!!!!!!!!!!!
    ME CONTA O SEGREDO DA INSPIRAÇÃO DESSE POETIZAR COM TAMANHA ESSÊNCIA...
    BJS DA ESPOLETINHA !!!!!!!!!!!!!!

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  25. Olá,Toninho
    Que belo poema!
    Faz-me lembrar os dias em que estou longe da minha filha e netas:a nostalgia é tão avassaladora que perdemos o apetite,só olhamos para o relógio,contamos os dias, sempre na esperança de nos tornarmos a ver.
    Tanta inspiração,meu querido amigo!
    Bom fim de semana
    Um abraço da
    Beatriz

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  26. Olá meu querido amigo, só hoje me dei conta que as suas atualizações não estão aparecendo na minha lista de blogs, removi o link e coloquei novamente e agora acho que está ok, peço desculpas pela ausência, lembro que vc esteve ausente cuidando de sua mãe, espero que esteja tudo bem! Falando em mãe essa poesia retrata bem como nós mães estamos sempre rogando a nossa sra para que proteja os nossos filhos!muito linda! Um abraço carinhoso!

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  27. Gostei muito deste seu post.
    Um gosto estar aqui.
    Bj.
    Irene Alves

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  28. Acredito que da maioria das mães, pois depois de colocarem filhos no mundo, o sossego some do vocabulário.
    Beijinhos, amigo!

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  29. Eu que o diga meu amigo, nesta janela tenho tido lugar cativo, e como estendem os dias, tornam-se longos e vazios, beijos Luconi

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  30. Esta é uma linda oração. Toda mãe espera pelos filhos que se ausentam por alguma circunstância.
    Toninho identifiquei-me muito . Fico sempre aflita enquanto a minha filha não chega.

    Lindos dias para você.
    um grande abraço.

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Meu abraço de paz e luz.