quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Menino que passa pela rua.

Menino que passa pela rua.





















Todo o dia vejo o menino com seus passos apressados.

Nas costas uma velha mochila, que parece pesada.
Deve ser daqueles que parece carregar um fardo.
Insinua-se pelo seu jeito curvo na aparência meio curvada.
E passa sempre com um ar de viver em paraíso
Nada de tristeza a lhe cingir o rosto, apenas um olhar distante
Destes que parece buscar na imensidão as explicações.
Aos olhares debruçados das janelas ele deixa um leve sorriso
Como zombaria dos que lhe negam as coisas, que ele assiste.
Apenas mais um menino que passa pela minha rua
Com todos seus desejos, vida de mistérios e talvez sonhos
Talvez assim pensa que alivia sua dor crua da vida nua.
Amanha pode numa esquina medonha desta cidade
Encontrar o fim de todas suas angustias e decepções de uma vida onde
Apenas sonhava ser feliz como todas as crianças que via.
Eu penso nestes meninos que descem os morros ganham as ruas das
Cidades grandes, que se violentam e violam todos os direitos de qualquer
Cidadão, na busca pelo pão, que é jogado fora em sacos de lixo, que
Não se reciclam como a sua vida que é descartada como lixo qualquer.
Assim passa o menino como passarinho caído de um ninho.







Foto origem Clipart 



Toninhobira
30/09/2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Amigo Assim...

Flor da Vida & Toninhobira

Amigo Assim...


Você é!

Muito especial...
Entre todos os amigos,
É um dos que ama sem igual...

Ah! Você é!
Dos amigos que eu tive,
Um dos mais atencioso
Envia flores, perfuma meu dia...


Sim, você foi!

O meu melhor achado,
Feliz eu sou por ter te encontrado,
És um girassol a enfeitar meu jardim...
E é esse encanto de menino,
Portador de paz e alma pueril,
É que te faz ser assim,
Tão importante pra mim...
Você é!
A real felicidade
Que através da amizade
Leva o bem sem maldade...
Custo a crer!
E nem sei se chego a merecer
Tanto carinho e ternura
Que você traz ao meu viver...
Ah! Anjo poeta!
De coração eu digo
Que pra mim
Você é luz, é abrigo
Eu amo você...


Amiga Poetisa
Ah, Flor!

Assim sendo um amado amigo
Você é!
Uma delicada flor
Que surgiu em meu jardim
Não me lembro de ter plantado...
O certo é que naquele dia,
Um beija-flor apareceu
Bailava aflito, em triste cantar...
Como anjo de trombetas alarmante
Anunciava uma nova flor.


Era assim miúda...
Uma flor encolhida e desbotada...
Sofria, sucumbia
Da vida que lhe fugia...
Em cântico de oração
A Deus clamei.
Com carinho e amor reguei...
Meu pedido o Pai concedeu...
No Céu azul anil, Ele escreveu.
Depois daquela mensagem
Em cada manha,
Sentia sua pureza e dulçura
Cada vez mais viçosa...
Do jardim, a mais linda e prosa.
Admirava sua formosura
E lhe dava minha ternura
Como Pequeno Príncipe e a rosa
De cada pétala cuidei...
Assim renasceu a flor menina
Que hoje alegra meu jardim...
Num encanto cativante
Neste mundo da poesia
Renasceu e refloresceu,
Com alma leve e coração pueril
Perfumando os caminhos meus.
Hoje, a florzinha encolhida e desbotada...
É colorida, tem pétalas aveludadas...
Se transformou... Desabroxou...
Em uma bela e radiante,
Flor da Vida!


Toninhobira

Imagens originadas do Google

domingo, 26 de setembro de 2010

Noite Silenciosa

 










Noite infinda fala de melancolia
No silencio, que toda sua vida pára
Nas ilusões de sonhos e fantasias
Num sussurro um canto de esperança.


Momento que tudo é esquecido
Deixa o mundo lá fora paralisado
Não há sons, apenas do coração ferido
Em desafinado tom apaixonado


Lança-se neste mergulho interior
Vive sua realidade que apavora
Eterna longa busca pelo aprazador
Amor que tanto a alma implora


Logo se abraça na amiga poesia
Divina redentora da amargura
Beija-lhe a face de sublime alforria
Cobre de luzes sua noite escura.


Momento raro de intima felicidade
De amar libertamente sem amarras
Sem pensar na fraqueza humana
Das incertezas, medos do passado.


Vem neste instante de felicidade
Camufla-se nas suas quimeras
Abraça-lhe, embala sua sensibilidade
Com caricias que a inspiração acelera.


E sonha como pássaro em liberdade
Esquece os espinhos da ignorância
Encravados por orgulhos e maldade
De quem lhe nega sua importância


Não há armas. Nas mãos apenas flores
Com palavras loucas em versos aquecidos
De rimas que não amenizam suas dores.
É assim que pode viver seu grande amor




Foto Noite de Luar em Itabira-MG
Ah,saudade!
Toninhobira
17/09/2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mineiro é assim













Como todo mineiro tenho um trem nos olhos

Na minha fala mansa um apito na imensidão.
Como mineiro chorei as montanhas devastadas
Sonhei novas renascendo no vermelho chão


Aprendi a ouvir e contar piadas e prosas
Olhar para as moças e nunca dizer nada
A suspirar de medo nas estradas sinuosas
Quando a velha jardineira descia desembestada


Aprendi a cortar fumo na noite estrelada
Sentado num banco na porta de minha casa
De cócoras, agachado com uma lamina afiada


Como mineiro entendi bem cedo o que é solidão
Do alto de uma serra a olhar minha cidade
Vendo o trem carregar a terra na imensa composição.


Toninhobira
31/01/10

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Assim ela chegou



















 Assim vi voce chegar
Tão sonhada esperada
Trazendo no ar seu delicioso perfume
Com maravilhosos cantos de passarinhos.
Vestida na elegância de mais linda folhagem


Extasiado, vi da janela sua triunfal passagem
As pessoas admiradas se enamoravam
Embevecidas contagiadas da fragrância matinal
Namoram, abraçam-se beijam como Beija-flor
Até o Sol radiante, a sua amada Lua foi buscar.


Momentos mágicos que meus olhos de passarela
Alegraram-se movidos de sublime emoção
Lembrar-me-ei desta majestosa Primavera
Na alegria que explodia dentro do meu coração.


Viajei com ela pelos campos de flores da infância
De mãos dadas enlaçava Ipês de flores amarela
Olhos umedecidos emocionados da exuberância
Das plantas que um dia ornaram nossa capela.




Toninhobira
23/09/2010





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

No seio da Palma

No seio de uma Palma o seu nome.













No seio de uma Palma cravei o nome dela
Protegido pelos espinhos ali permanecerá.
O tempo senhor de todas nossas mazelas
Virá acender o nome que brilhará

Quando a saudade aperta corre até o jardim
Ali tatuada na Palma o amor na minha mão.
Tocarei cada letra carinhosamente sem fim
Na suave brisa que refrigera minha emoção.

Nunca mais esquecerei sublime instante
Que meu coração dorido ali padecia
Querendo vencer o mar que crescia distante
Nas águas perdido reflexo olhar da agonia

Seu nome era o que acolhia naquela agonia
Com palavras belas falar de amor pra ela
Hoje a Palma inspira dias de real fantasia
Não me ouve, mas vê minha’lma a cada dia

Implora do toque de suas mãos macias
Guias misteriosas caminho sensuais de prazer
Sonha na sublime viagem pelo corpo
Envenenado pela fúria espalhada do amor.



Inspirado na adolescência quando não resistia à tentação de escrever nomes das namoradas nas plantas Palmas, usando um espinho.

E disse o poeta: “E cinco espinhos são na minha mão” (Estrambote melancólico)






Toninhobira
08/09/2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Primavera para José

Primavera para José
















 

Para José o perfume da Primavera
Ainda anda um pouco assim distante.
Lá naquele chão ressecado de folhas secas
Ponto de ignição em tórrido chão.


A presença da fúria indomável pelo Brasil
Com suas enormes línguas vermelhas
Que a tudo devora com sofreguidão
Que mãos odiosas fizeram esta maldição?

Dói o coração de nosso Bom José
Ver-te amiga serra aquecida avermelhada
Grita, morre no calor de línguas devastadoras.
Sem forças para fugir da ação predadora

Até mesmo aquelas nossas chuvas furiosas
Que tantas vezes devastaram, desabrigaram,
Não vieram em socorro desta agonia
Aos olhos de José que lacrimejaram.

Angustia e dor José sente um alento
Que sua Primavera parece estar perto
Vem de um canto melodioso pelas manhas
No cantar sonoro do Sabiá Laranjeira.










Baseado em recado enviado pelo Jose das Mercês, itabirano assim como eu, amigo lá  do Recanto das Letras. Sobre incêndio que devastou grande parte de uma serra em Itabira, onde fica montada a casa do poeta Carlos Drummond de Andrade, local onde na infância muitas vezes escalávamos na busca de frutos silvestres.






Toninhobira
01/09/2010







sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ainda mais Vovó

A sublime alegria de ser Vovó.













Como diria o escritor:


- Estes seres feitos de açúcar.


Ser vovó é uma condição, que todas as mulheres desejam.
Porque ser avó é estar vivenciando a seqüência natural da vida.
E assim as avós são todo carinho no mundo dos pequeninos, o que faz da infância um paraíso todo particular junto destas figuras maravilhosas.
Ah, como era bom na casa da vovó, uma expressão sempre atual que estamos sempre a proferir ou ouvir.

Assim a casa da vovó é um paraíso regado apenas de amor, com a contestada mania, que estas carregam na permissão de liberar os pequenos nas suas maiores travessuras.
Coisas que a gente grande besta muitas vezes reprova como não tivéssemos sido uma um dia.
Ser Vovó é sentir o coração apertado quando não tem como não repreender uma falha e notar que o pequenino ficou triste, emburrado num canto com os olhos carregadinhos de lágrimas.


Vovó é isto uma paz infinita na nossa melhor fase de vida.

Uma maneira simples, compartilhando hoje a alegria sublime de nossa amiga Flor da Vida na sua alegria de novamente ter nos braços um netinho nesta manhã.


Com o meu carinhoso e terno abraço a Flor da Vida.
Com um beijo no coração.
Viva toda esta alegria que é toda sua.



Toninhobira
17/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

APENAS UMA MULHER?

Apenas Mulher?









 


Sou mulher e danço entre a razão e coração
Mulher bailarina de suave caminhar
Pisos vitrificados, pedras no imundo chão
Equilibro, driblo adversidades para lhe amar

Sou mulher sim, na nossa vida malabarista
Vigio, controlo seus impulsos suas angustias
Ternura, graça são minhas armas de artista.
E na noite exausta findo o dia nas suas fantasias


É apenas uma mulher.
Pensará saciado, extasiado jogado em sua lama
Eu uma mulher num canto desencanto qualquer.

Renasço ainda mais mulher antes do dia chegar
E me lanço na vida de fera na sua sanha
Renovo forças para noite te reencontrar.


E você ainda dirá é apenas uma mulher...





Um exercicio de posicionamento, louca inspiração.
 Toninhobira.

07/03/2010







quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Arte do Desprezo

A arte do desprezo













Recebo seu desprezo
Como prova de seus medos
Vivo meu degredo
Bebendo nesta taça o sabor vinagre

Desta bandeja de prata colocada sobre a mesa
O vinho tinto agora tão azedo
Mancha este chão sem vela acesa
Na história desse amor em segredo

Recebo seus medos vestido na dureza
Da capa da angustia que a mim deste
Esmagam  os anos que amei seus desejos
Loucos desvairados carregados de paixão

Não posso afastar o cálice que me embriaga
Da bebida que amarga em minha boca
Apenas sua silhueta atrás da cortina
Das retinas que viram desaparecer na noite louca



Toninhobira
14/09/2010.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

No fim da tarde

No fim da tarde.
















Namorando o por do sol suplica o amor
Da fonte da vida do caule, sumindo
Rouba a fonte o que lhe fazia flor
Naquela tarde as forças se esvaindo


Eternamente apaixonada flor secando
Braços furados pendidos para o chão
Como pêndulos contam horas escorrendo
Para a vida que morria de solidão

No seu coração não cabiam suas raízes,
Arrancadas apodrecidas em desencanto,
Oh, Bona Dea venha conceda-lhe sursis


Das lagrimas que jorram em chafariz
Nesta tarde sofrida de seu quebranto
Alivia sua alma de mulher infeliz.














Inspirado no texto de Zeca Baleiro:
"Eu queria ser uma rosa Branca
mais do que me adianta ser uma rosa Branca
que ao ser branca deixa de ser rosa, portanto permaneço em mim,transbordante, habitante do planeta AMOR
firme na idéia Caule só pra ver aonde broto Flor"






Toninhobira


29/08/2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Enquanto ela dorme

Ao amor que dorme.












Enquanto ela cansada adormece,
Meus olhos vigiam admiram seu corpo
Zelando seu sono na suavidade que enternece
Toco de leve seus cabelos em desalinho
Na cabeça inunda a vontade de amar
A linda desejada mulher in natura perfumada

Mulher que não sente o abrasar do meu corpo
Dorme em seu sono leva toda minha fome
Na fervura que meu sangue derrama
Nesta angustiante noite de poucas estrelas
Carregada de voluptuosos loucos desejos
Que na minh’alma tanto alucina.

Ah, se você pudesse num despertar magistral
Receber-me em seus abraços e no regaço
Entregar-se toda às caricias minhas
Mas você adormece e minha vida padece.


Oh, mulher dos meus sonhos venha saciar minha
Loucura e assim vivermos este amor nesta noite.


Toninhobira.
10/09/2010.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Minas,mineiros e mineiridade

Mineiros tem por todas parte e vez em quando surge um para me levar à emoção.
Compartilho com voces este texto de um mineiro, que dedicou a mim e a todos os mineiros espalhados lá no Recanto das Letras e extendo aos daqui.

Minas, Mineiros e Mineiridade

Autor: Petrônio Ferreira o Exilado Político(Recanto das Letras













Contemplo suas montanhas
Com zelosa admiração e respeito,
Beijo us vales de riquezas
Como os beijaram as enxadas e bateias
Dos desbravadores de terras e almas.
Amo este seu solo fecundo
Como ama um filho, o colo da mãe.


Mãe-Minas rica, bela e amorosa
Que acolhe aos seus e aos outros
Com o mesmo zeloso e indistinto amor...
Minas da religiosidade e do heroísmo
Esculpida no dorso das serras,
Talhada nas encostas dos montes,
Vales e ao longo dos rios.


Sua história de glórias e dádivas
Escrita a picaretas, em sangue suor e lágrimas
É mostra indelével da bravura de seu povo.
Minas das vilas ricas de ouro e diamantes...
Se fizeram a alegria de reis e nobres
Jamais compraram a consciência de seu povo.


Minas, sinônimo de liberdade!


Ser mineiro é, antes de tudo, ser livre
É ter um porte altivo de herói,
De inconfidente, conjurado, lutador.
É fazer da vida constante contemplação e aprendizado.


Minas,
Destaque nacional no compromisso democrático,
Da doação irrestrita em prol do bem comum.


Ser mineiro é ter olhos atentos de olhar profundo,
Fala macia, pausada e respeitosa.
Gestos firmes, seguros, sinceros e discretos
É pensar com rapidez e falar com retidão.
Amar a liberdade e por ela dar a vida
_ Dez vidas, se as tivesse!


Ter mineiridade é ter uma mineira idade,


Nada geométrico, plano, cronológico.
É saber unir a tradição e progresso
Pretérito, presente e futuro num único tempo.
É ser amigo fiel e companheiro de confiança.
Ter olhos no futuro, pés no presente e consciência do passado.
Ver um treco de glória num passado heróico...

Ouvir ecoando por casarios coloniais
Um único grito: _LIBERDADE!!!

Nem todo o sal do mundo
Bastaria para abortar esta idéia fecunda.

Ser mineiro é não curvar-se, exceto a Deus.
Ser mineiro é ser livre!




Uma homenagem a Toninhobira / Welinton e todos os mineiros do Recanto das Letras. Petrônio Ferreira o Exilado Político(Recanto das Letras)


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eu quero

Eu quero.


Eu quero viver a vida, de quem sempre acredita que é possível ser feliz
Eu quero viver a vida de quem sempre acredita que é possível
Eu quero viver a vida de quem sempre acredita que é
Eu quero viver a vida de quem sempre acredita que
Eu quero viver a vida de quem sempre acredita
Eu quero viver a vida de quem sempre
Eu quero viver a vida de quem
Eu quero viver a vida de
Eu quero viver a vida
Eu quero viver a
Eu quero viver
Eu quero
Eu.

Toninhobira
Publicado 24/01/2010
No Recanto das Letras

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nos Porões da inocencia

Nos porões da inocência.

Ou de como perde a voz e continua gritando.













A vontade de gritar no meio do meu canto
É da tua surdez de não me ouvir enquanto
Lagrimas que secas, não inundam meu pranto.
Na angustiante procura de uma vida de acalanto
Livro-te dos mimos, eu quero mais é teu encanto


A vontade que me invade vem desta distancia
Da fria falta de atenção de quem me rodeia
Não vês que não posso fugir desta cadeia
Que me impõe regras e limitações noite e dia
Numa vida sem graça que me empurra na apatia


Nem de ti figura intocável por Deus desenhada
Perdida em tua correria de vida desvairada
Não entendes minha angustia nesta dor abafada
Danças comigo de pés atados a musica sonhada


Não vê meus caminhos limitados da vazia vida
Um pássaro sem asas, a vontade de voar perdida
Para longe desta selva com seu canto despedida
Reviver num vôo a liberdade aqui tão prometida.




Apenas uma inspiração tirada da garganta dos quem não podem expressar suas angustias e decepções, bem como seus medos e desejos.



Toninhobira
06/09/2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Poder da Criação

Poder da Criação.



Na saudade que sinto
Que me faz assim sonhador
Sonhando em cada momento
Renascendo em cada manhã
Vivendo a eterna magia do poder da criação
Nascem letras crescem palavras
E palavras geram emoções

Coisa mais linda não há nesta vida
Que esta fonte inesgotável da nossa mente
Criar e recriar as emoções
Lançar-se e embrenhar pelos caminhos obscuros
Chorar no choro dos justos e inocentes
Nos ombros perfumados poéticos da criação

E se o poeta finge suas dores
Não pode por certo fugir de suas emoções
Acorda-se encantado e anoitece desesperado
Nas mãos de sua fantasia, sonha uma a vida em poesia.




Toninhibira

04/09/2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O brilho de nossas cidades

De um amigo do Recanto das Letras uma homenagem bem mineira a cidade ao filho de
Itabira. Que é uma saudade infinita,ainda que com o coração extraido em cada
vagão de uma locomotiva. Compartilho com voces.
Sugiro ler ouvindo a musica ao lado: Povo da Montanha do saudoso Sirlan.


O BRILHO DE NOSSAS CIDADES


Minas sempre foi famosa
Por sua próspera mineração,
Por sua gente hospitaleira e calorosa,
E cada trem danado de bão.

Uai sô! Minas onde nasceu Guimarães Rosa,
Minas onde nasceu Carlos Drummond,
Minas onde floresceu montanhas majestosas,
Minas de Alberto Santos Dumont.

Minas em sua íntima lapidação
Sempre produziu uma jóia rara,
Jóias brilhantes de alta cotação,
JK, o melhor presidente, marido de dona Sarah.

Minas produziu a coroa do Rei Pelé,
Minas lapidou os ideais de Tiradentes,
Minas gerou a bondade de Chico Xavier,
Minas! Terra dos Inconfidentes!

Em Minas muita coisa brilha,
Em Minas tem muitas cidades,
Uma delas é Itabira,
Terra em que os tempos de outrora, deixa saudades.



Ita - Pedra
Bira - Brilha


Sem regra
O brilho foi saindo nas carretilhas...

Itabira,
Pedra que brilha!
Toninho Bira,
Poeta que brilha!


Digo-lhe com orgulho,
Amigo e poeta Toninho Bira,
Que devido ao tosco entulho
De gananciosas mineradoras em Conceição e Itabira,

Drummond, eu, voce e o Petrônio Ferreira,
Temos uma coisa em comum,
Antes do brilho de nossas cidades ficar ofuscado pela torpe poeira,
Nós, nos retiramos para sempre, tristonhos, para não ouvir tanto BUM!

Saimos de nossas moribundas terras
Para ter de novo alegria


Em outro lugar, eu feliz aqui numa cidade onde tem belas serras,
Tem o Pico do Itambé que me transcende e inspira a minha poesia.

Você aí, livre à beira-mar,
Feliz na Bahia de todos os Santos,
Onde o seu belo e sensível poetar,
Traz doces lembranças do brilho de seu antigo recanto.


O Petrônio foi outro poeta de valor,
Que não sucumbiu às propinas desonrosas. Disse sim
Aos seus ideais de idôneo amor
E também partiu em retirada. Hoje está feliz na cidade de Betim.

Há! E o Carlos Drummond de Andrade?
Este gênio, ícone da nossa poesia, com grande dor no coração,
Partiu de sua cidade
Ao ver derrubada a Serra da Conceição.

Foi para o Rio de Janeiro
Para se tornar o mais querido e famoso poeta
Do alegre povo brasileiro.
Temos sim em comum, o brilho de nossas cidades que ficou sob pedra.


*******************************************************


Com total carinho ao Toninho Bira,
O amigo e poeta que brilha.
Ao amigo, e (ex) conterrâneo Petrônio Ferreira,
O poeta de alma lisonjeira.
Ao incomparável e genial Carlos Drummond de Andrade,
O poeta de toda a comunidade.

Agradeço a indicação
Do amigo de antiga geração,
O bondoso Claudio Poeta,
Que mostrou-me a seta
Da escrivaninha de Toninho Bira,
O poeta que brilha.


Com voces, a poesia reluz,


À todos voces, o meu fraterno abraço de luz.

****************************************************

Welinton
Publicado no Recanto das Letras em 02/09/2010
Código do texto: T2473893