terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O que é de Cesar.











Não existe ação mais repugnante, que apropriar-se de uma criatividade, ainda que esta esteja sem as proteções legais e ou cabíveis. Nem mesmo Cristo segundo as Sagradas Escrituras quis para si os impostos que seriam de César e assim não atraiu para si maior fúria do tirano, como queriam. Mas seguiu pregando a justiça, sem se preocupar como a justiça dos seguidores de César.

Já Nelson Mandela em seus discursos conscientes fez observar ao mundo, que ninguém nascia odiando outra pessoa pela cor da sua pele. Assim podemos entender que certos sentimentos são ensinados e ou repassados gerando pessoas preconceituosas, racistas e intolerantes e de mau caráter.

Assim no mundo das artes, com certa tristeza e indignação, assistimos um festival de usurpações das criações alheias em todas as suas variações, como muito acontecia com as pinturas e invenções, gerando verdadeiras batalhas de patentes. Constantemente temos informação sobre este tipo de crime nas composições musicais.

Então não me causa estranheza esta coisa repugnante no meio literário, onde elas acontecem e proliferam como filhotes de ratos e corruptos na política. Não podemos aceitar como cultural, como muito se afirma, pois assim maculamos esta palavra em sua definição técnica de um processo evolutivo.  

Pois bem, têm sido constantes as reclamações de que textos de amigos são arrancados de suas paginas e postados em outros espaços sem os devidos créditos, sejam na integra ou com maquiagem mal feita.

O plagio é crime é o que podemos ver estampado em varias paginas.  Mas se não há quem o denuncie e quem o puna, ele prolifera. Não sejamos omissos e nem sejamos vitimas desta bandidagem literária.

Solidariedade aos amigos que já tiveram seus trabalhos apropriados indevidamente.
Um alerta a nunca omitir a propriedade e a denuncia.

Toninho.
27/01/2012

Em tempo de S.O.P.A e P.I.P.A e etc. vale refletir.

Triste Moral1:
Penso que os textos que criamos passam a não ter dono é do mundo, mas os créditos são precisos. E o uso não deve ser comercial.

Triste Moral 2:
Se copiam um texto é porque ele bom e agradou e quando alguém o necessita nos afaga o ego e o coração,mas não cabe a falta de credito.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Amigo ausente saudade presente




Ainda somos seres vulneráveis às perdas pela morte. Nesta máxima nosso amigo Caca, do blog uai mundo? que muitos dos meus amigos seguem, apos a morte do pai, resolveu dar uma parada e mudar
de ares e lugares e assim retornou à nossa cidade, para deixar que a dor acalme e assim retornar com suas belas cronicas e com seu ótimo humor. Como muitos amigos sabendo da nossa amizade, me perguntam sempre por ele, venho com esta homenagem, apresentar um momento positivo e de alegria em 2011, que foi um lançamento de seu ultimo livro na cidade de Belo Horizonte reunindo amigos e familiares daqui e do Recanto das Letras.
O Cacá vai voltar e com ele toda sua energia e mania de angariar amigos nesta blogosfera.
Em tempo ele agradeceu a preocupação dos amigos com um abraço a todos vocês.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Menina da Anne.











Conheci a menina lá pelo sul,
que numa bela manhã renasceu,
nas paginas coloridas do livro azul,
que a Anne Lieri tão bem concebeu.

Menina azul de bochecha macia,
Que a todos causava um encanto,
Mas na escola era toda simpatia,
Sua fala suave soava como canto.

Nunca mais esqueci esta menina,
Que das paginas do livro emergiu.
E coloriu tudo de azul Turmalina,
Com uma bandeira linda azul anil.

Assim a onda azul ela implantou.
Com seu balde encantado na mão, 
As cidades do sul ela atravessou,
Com suas cores e muita emoção.

Eu a vi numa praia da nossa Bahia
Com seu baldezinho mágico na mão
Em volta dela os peixinhos em folia
Faziam algazarra num arrastão.

Toninho
25/01/2012

Para minha primeira inspiração infantil, agradeço a querida  Anne pela inspiração no seu texto a Menina de azul.
Não deixem de visitar Anne: http://menina-voadora.blogspot.com/2012/01/menina-de-azul.html

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Solidão e festa


As chuvas que devastaram Minas, deixando para trás cenas de filmes de guerras estúpidas e odiosas, que por longo tempo ficarão nas memórias de muitos e outros jamais se esquecerão das consequências. Águas que ceifaram vidas, que levaram casas, veículos, pontes e arvores. Estranha e furiosa força da natureza que parece cobrar ações efetivas contra as terríveis agressões impostas pelo progresso desenfreado.

Minas ficou para trás e as águas manchadas de sangue e barro e toda espécie de lixo que burramente são deixados nas margens dos rios, agora encontram o Rio São Francisco, para seguirem seu destino de encontro ao mar onde quedam cansadas e gloriosas da longa jornada. Pois bem, estas águas agora passando pelo estado da Bahia, causam novas devastações com o transbordamento do Velho Chico, recriando pequenos rios ao longo da sua passagem. Eu já vivi esta cena, assistindo a fúria deste rio inundando plantações e estradas e levando barcos, pessoas e pontes.

Assim nesta desenfreada descida para o mar, eis que na região de Malhadas o rio passou vociferando forte e deixando suas margens alagadas, desabrigando famílias, alimentando campos de plantações e ao mesmo tempo criando espécie de praia numa rodovia marginal onde varias pessoas aproveitaram para fazer do local uma praia temporária com direito a bebidas e petiscos numa verdadeira festa.

A tristeza dos desabrigados, a alegria dos agricultores misturada com a alegria liberada dos banhistas no remete à máxima de que a festa e a solidão estão sempre de mãos dadas no mesmo salão, como disse Gonzaguinha em uma de suas canções. Exageradamente entende-se que o sangue derramado em Minas, se mistura ao da Bahia, para lavar, refrescar e purificar os corpos sequiosos por um banho de farta água aos sofredores da seca nordestina.

Assim é na vida amigo, muitas vezes sua tristeza é a festa de outros tantos, por mais incompreensível que possa parecer. Funciona como lei da vida e ou da sobrevivência. Então façamos de cada adversidade uma maneira de recriar a alegria e manter a serenidade sempre.  

Toninho.
24/1/2012

Meu pai me dizia que durante o velório, que era realizado na própria casa do finado, podia se ver dois tipos específicos, um sentimental que fica chorando a perda e outro o vil espertalhão, que fica a remexer as gavetas e baús na procura de joias e bens do finado. Aqui também se percebe  a festa e a solidão de mãos dadas num mesmo salão.

Foto1 do Jornal Estado de Minas
Foto 2 do Jornal A Tarde on line da Bahia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

HAIKAI V



Águas cristalinas.
Espelho na natureza_
Menina olha.



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Lindo amiga, grato.Elisa do :http://avesdobrasilemhaikai.blogspot.com/

MAR COR DE JADE
NA MENINA DOS OLHOS
RELUZ, CINTILA!
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Pelos cantos dos olhos
Tal natureza admiro
Minha alma aprecia...
Obrigado Ange: http://ange-eternaslembrancas.blogspot.com/#INICIO%202
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quando o vento canta.












Quando miro seus olhos de alegria,
sinto toda minha felicidade.
Instante mágico de harmonia
que se define na cumplicidade.

Se lhe toco, as mãos se encantam.
No fogo que arde e estremeço,
sinto na pele macia a suavidade,
quando lhe envolvo com apreço

Seu corpo uma taça de veneno.
Cada minuto de êxtase pleno,
que faz lembrar o doce encanto.

E quando sopra o vento ameno,
nos corpos orvalhados do sereno,
sentir a beleza dele neste canto.

Toninho
20/01/2012.

Caso queria ouvir uma musica aperte o play do tocador.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Haikai IV





Voa liberdade
Aquarela pelo ar_
Vem borboletas.






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Sensibilidade da Calu: http://fractaisdecalu.blogspot.com/ grato Calu.

Asas coloridas
tingem o ar
feito de poesia.
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Elisa T.Campos expert em Haikai: http://pintandohaikai.blogspot.com/

Fiz origamis
de borboletas mil
Feliz Ano Novo

sábado, 14 de janeiro de 2012

Se teus beijos fossem água.











Se teus beijos fossem agua

Se teus beijos fossem água beberia desta fonte,
como um beduíno sedento esvazia um Oasis.
Nesta sofreguidão sentiria escorrer pelo peito
Água Fresca a purificar toda a minha saudade,
onde tu és a minha maravilhosa vontade.

Ah, se teus beijos fossem água, que sacia,
que alivia minha angustia no meio do dia,
na garganta que seca não profere palavras,
mas apenas balbuciar teu nome na euforia.

Penso nos teus beijos, te vejo neste mar.
Nas ondas que se elevam sopro de brisa,
restos de lembranças do teu frescor de amar,
assim amanheço nesta maresia de saudades.

Se teus beijos fossem esta água cristalina,
banharia neles, gravaria nas minhas retinas,
nossos belos momentos de encanto e ternura.
E nesta eloquência afogaria minha loucura.

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Toninho.
14/01/2012.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Haikais de Ninhos



Ninhos exóticos
Engenheiros da mata_
Guaxos constroem.











Casebre de barro
Faz o pedreiro da mata_
João de Barro.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sem razão.

















É ela, a mulher de alma nua,
leva no fardo profunda tristeza
seu olhar perde-se num tempo.
Falta censura circula pela rua,
sob os olhares de reprovação.

É mais uma mente que vacila
que leva da vida apenas ilusão,
que um dia sorte a lhe faça visita,
que acabe com toda frustração.

No seu mundo há desencanto,
na voz apenas um lamento,
que lhe acompanha num pranto,
numa nudez do discernimento.

Ela fica neste vai e não vai.
Sem um teto apenas agradece.
Sobre o viaduto a noite cai,
sob o jornal sonha e adormece.


Toninho.
09/01/2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Assim como um rio.















Assim como o rio que nasce numa pequena lamina d’água, sem forças, sem perigo, que você pode até pegar com as mãos, este mesmo rio mais tarde nos assombra os olhos, quando adquire dimensões de um mar. Então ele segue sua trajetória serra abaixo, circula pelos vales alimenta suas margens, cria cachoeiras lindas, mas segue a destruir plantações e casa ribeirinhas. Mas que logo depois se deixa morrer lentamente nos braços de um mar.


Assim é a nossa vida nascemos frágeis, inocente, puros e belos e no processo evolutivo vai se adquirindo força e beleza, cria-se a maldade, enraíza a inteligência, mas vem o tempo com suas garras afiadas no ataque diário, onde muitos se tornam em seres fracos e expostos às todas as maldades do mundo, ou se tornam em um carrasco para a sociedade e natureza. Mas há os que se equilibram e se tornam imprescindíveis à sociedade e ao meio ambiente, como diria Berthold Brecht. Penso que estes merecem de nós, todas as homenagens e respeito.


É preciso ser rio, mas o que alimenta e irriga por onde passa, que deixa suas marcas, não só de destruição, mas de vida em abundancia, símbolo de harmonia e unidade em perfeita sintonia com a sociedade e a natureza, para que lá frente possa belamente descansar na imensidão azul deste maravilhoso mar, ou que sabe repousar sua cabeça num travesseiro de palhas secas olhando para o infinito azul deste Céu e se deixar levar pelo toque suave das mãos do Criador.


Toninho.
05/01/2012.

Pensando nas terríveis chuvas que assolam minhas Minas e nos heróis no meio desta calamidade, bem como na nojenta inoperância do Estado em prevenir e preservar vidas, cidades e historia.







terça-feira, 3 de janeiro de 2012

No meio do jardim.











Imagem propria.









No meu jardim.
Quando é de manhã planto flores
Rego, cuido, faço corte, faço amor
No meu jardim cresce a linda flor
 E meus dias são de mais amores

A flor que da cor a minha saudade
Que em canto livra-me da maldade
Baila ao sabor do toque do beija-flor
Entrega-se plácida ao amor cuitelinho

Flores belas que me dão vida
Flores vivas no toque do carinho
Libera de suas entranhas a doçura
Que na minh'alma cala em ternura.

Em meio a este transe de verde e cheiro
Que meus dias se revestem de beleza
Onde os pássaros entre cantos e gorjeios
Fazem da manhã a festa da natureza.




Toninhobira
Uma reedição.
Uma inspiração na musica "Se meu jardim der flor" (Tadeu Franco) 


Voltar é sempre bom,quando do outro lado olhos
me guardam e eu me sinto tão feliz.
Obrigado a todos que me fazem gostar de estar aqui.
Então vamos para mais uma jornada.