segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Quando a chuva cair.


Quando esta chuva cair no meu quintal,
vibrarei debruçado na minha varanda,
desprovido dos medos de raios e trovões.
Vou estar na janela como numa vitrine,
Cheia das coisas que eu nunca comprei.

Quero ver a agua caindo sobre a terra,
chuva que fecunda a sementes da vida,
ouvirei um cantar do sabiá laranjeira,
beijarei cada gota a escorrer na janela.

Sei das três velas em chama no castiçal,
testemunhas do meu medo da escuridão,
são as derradeiras esperanças de chuva.
Velas que nunca cessam de me alumiar,
Ouvirei o vento como uma anunciação.

Deixarei sob a goteira uma lata velha,
Ouvirei o som de uma lembrança boa.
Mas se os raios não vierem assombrar,
andarei feliz descalço na enxurrada,
desatracarei meus barquinhos de papel.

Minha mãe na varanda mão no queixo,
voz suave para o menino não se molhar,
mas o menino só quer brincar na chuva,
sabe do chá amargo que vai ter de tomar.

Mas quando a chuva cair...
Eu sei, aquele menino em mim renascerá.

Toninho.
25/10/2014

Uma bela semana de paz a todos.

Assisto com tristeza um show de imbecilidade nas redes sociais, dirigidas ao povo do norte e nordeste coisa que pensava, já não existir neste país depois de tantos exemplos belos de solidariedades nas enchentes e outras calamidades publicas. Uma pena que por causa de uma derrota num pleito político esta coisa odiosa venha à tona.

Lamentável gente!
                           
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mas tu sabias




Já não dói saber, que tu partiste,
pesa esta lembrança do que existe,
neste instante que ando tão triste,
mas tu sabias de quanto me feriste.

Vago pelas ruas desertas da cidade,
nada encontro além de mariposas,
mortas na noite sem luminosidade,
mas tu sabias das noites pavorosas.

Medo em te saber pela noite vazia,
se oculta na neblina da madrugada,
na rua translucida procura tardia,
mas tu sabias da longa caminhada.

Agora que as luzes se apagam na rua,
dos bares os acordes do último violão,
escorriam nos becos sob a luz da lua,
mas tu sabias como doía meu coração.

Toninho
20/10/2014
 
Apenas uma inspiração na expressão: "Mas tu sabias", que fora usada numa blogagem coletiva, http://77palavras.blogspot.com.br/2014/10/desafio-radio-sim-n-18.html, onde os participantes tem de usar a expressão a repetindo por 3 vezez ou mais e eu li na pagina da Majoli aqui: majoli-rabiscosdaalma.

Obs. Tenho muita vontade de participar deste exercicio, mas ainda não consegui me programar, mas ainda vou.  A Chica sempre participa com toda sua criatividade.

domingo, 19 de outubro de 2014

Coisas da memória




Pousava suas mãos
pequenas e delicadas como de um anjo.
Por um instante senti no ar um cheiro,
numa mistura de incenso e alfazema,
confuso senti cheiro de alecrim do campo,
como quem varre a casa de chão batido, são
lembranças de minha avó em forma de cheiro.

Impossível esquecer aquele instante de euforia
a desfilar por um jardim florido de um vale.
Coisas da saudade estas mãos, o cheiro de mato.

Quisera não fosse sonho toda aquela emoção,
e hoje quando sinto uma tristeza calada, são
estas lembranças, que me acalentam o coração,
que aceleram uma fé enraizada nas lembranças
e sinto uma leveza na alma, aconchego do Pai.

Toninho.
18/10/2014

Que a paz seja possível.
Meu terno abraço. 

Aqui também tem coisas de Toninho: toninhobira.blogspot.com.br/

domingo, 12 de outubro de 2014

Blogagem coletiva_Coisas de criança




Semana colorida da Anne_Coisas de criança.
Pessoal vamos trabalhar com a Anne e colorir a semana com estas coisas de criança. Dê uma passadinha lá na Menina voadora e veja o que outros amigos inspiraram: menina-voadora

“Há um menino,
 Há um moleque,
 Morando sempre no meu coração
 Toda vez que o adulto balança,
 Ele vem pra me dar a mão...”
Quantas vezes nesta vida sentimos esta desesperança, e o sorriso de uma criança é a chama da reação.
Eu ainda sou uma criança e levo este sorriso maroto, para todos os cantos de minha cidade, pois é assim que sou feliz. 

 Coisas de criança

Coisas que não saem da lembrança,
brincar de esconde esconde na rua,
ficar na chuva sem medo de doença
são coisas de criança de alma pura.
Foi tempo de felicidade verdadeira,
andar de pernas de pau sem cair,
saber que a queda pode ser certeira
mas era a felicidade naquele ir e vir
Quem não viveu deve estar curioso,
como pode uma criança ser tão feliz
gente grande não sabe que é gostoso
se sentir dono do seu próprio nariz.
Que saudades dos medos da infância
com Mula sem cabeça e lobisomem,
jamais os vi más sabia da existência.
coisas de criança para ser o homem.  
 






 
Quando passo pelas praças da cidade,
Vem no vento ouço uma bela canção
Que fala de criança feliz de verdade,
Coisa de gente que se infla de emoção.


Toninho
11/12/2014
Feliz semana a todos com meu terno abraço de paz e luz.
Um feliz dia das crianças para os meninos blogueiros e todos os que mantém viva a criança no coração. 
Bom domingo!

Agora vá lá no outro que tem coisa nova sobre o sol: http://toninhobira.blogspot.com.br/
Grato.