Eu li uma crônica ou coisa parecida de alguém (acho que foi Ana Paula) falando sobre morro, ladeiras e as dificuldades, que estes nos apresentam, assim nasceu este poema.
Eu
nasci lá onde morro é ladeira,
descia
e o subia serelepe e ligeiro.
Pensava
que não havia fronteira,
mas
o tempo me fez ser matreiro.
Ciente
que o morro não envelhece,
encurtei
os passos com sabedoria,
cada
dia mais lento sem estresse,
vou
lento na subida dia após dia.
Ah,
morro de rir das lembranças,
das
moças de saltos nas ladeiras,
requebrando
estranho nas ancas,
no
desnível de pedras traiçoeiras.
Hoje
tem o morro só na memória,
as
pedras se vestiram de asfalto,
que
cobriu da vila nossa história.
Mas
o cruzeiro está lá bem alto.
Toninho
20/02/2023
Grato pela visita e feliz Março com renovadas esperanças.

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