
O Projeto escrevendo às quintas nesta semana sob coordenação da Campirela, pede que falemos das ausências em qualquer estrutura de texto. Conheça e participe lendo os amigos.
Café matinal.
Sem pensar, coloquei água para ferver. Peguei a cafeteira velha dela, aquela de alumínio amassado. Quando o pó de café caiu na água quente, o cheiro subiu.
E aí ela voltou, pude sentir seu cheiro, seu arrastar de sandálias. Não em corpo. Em jeito. Senti a mão dela tocando meu ombro, enquanto eu, criança, esperava o pão de queijo sair do forno. Ouvi o “tá com fome, Fiotim? ” Era assim que ela me chamava por ser o neto mais novo.
O vapor embaçou meus óculos. Quando limpei, vi minha mão sozinha segurando a xícara. Mas na mesa havia duas. Tomei o café devagar. Quente, forte, com pouco açúcar. Do jeito que ela dizia que “para sentir o sabor do bom café”.
Por tempo fiquei ali naquele transe da presença da minha avó. Antes de ir, lavei a xícara dela também.
Lá
fora, o pé de manjericão que ela plantou ainda vivia. Passei a mão e trouxe o
cheiro comigo. A casa continuou vazia. Mas eu saí cheio da sua ausência
sentida.
Toninho
19/05/2026
Grato pela leitura.

Que lindo e tão doce ,Toninho
ResponderExcluirAdorei a cena escolhida, cozinha empoeirada, chaleira velha, café perfumando as saudades e lembranças..
.Há ausências que se mostram sem que as percebamos... Lindo demais! abração, tudo de bom , Fiotim!!!
chica
Buenas noches, has hecho un buen relato recordando esos momentos donde ese aroma de café se eleva en potencia de los recuerdos que él nos trae. Y esa casa donde hay tantos y tantos sentimientos en todos los lugares y rincones. Muchas gracias por sumarte y traernos bellos recuerdos.
ResponderExcluirUn abrazo.
Amigo Toninho, boa noite dde paz!
ResponderExcluirJamais me esqueço da sala da minha avó, das compoteiras cheias de doces e o preferido dela, de carambola... de estrelinhas.
Boa recordação de ausência da sua avó.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Qué hermosas palabras, el recuerdo vivo en la casa, en el café y la planta de albahaca, recordar con amor es lo que importa, me ha gustado mucho tu texto, un abrazo.
ResponderExcluirPATRICIA F.
Es precioso ese recuerdo asociado a los aromas... cuánto echamos de menos a la gente que nos acaricia la vida. Bss
ResponderExcluirMi abuela me quería mucho y yo fui el último nieto que la vio con vida. Ella era ciega. Mi madre me mandó a preguntarle si necesitaba algo y su semblante era de paz y tranquilidad y me dijo que no. Yo creo que en esos momentos ya sabía que se iba a morir como así sucedió. Cuando entraba la mañana escuche a mi madre llorar y nunca mas vi a mi abuela. Su recuerdo fue el amor que sentía por mi...
ResponderExcluirUn saludo
Sublime texto poético, transbordando saudade carinhosa.
ResponderExcluirAs palavras e emoções fluíram, docemente , conseguindo emocionar-me.
Boas recordações que jamais te abandonarão.
Um post 5****
O fundo musical é belíssimo.
Beijinho e ótimo dia com paz e saúde, Toninho😘.
Não há como não se emocionar ao desfile dessas memórias tão intensas e ternas a nos remeter para uma casa igual, uma cozinha igual, um aroma igual numa igual saudade...
ResponderExcluirUma lembrança assim nos traz um dia enfeitado de amor.
Grata, meu amigo, por tudo isso!
Abração!
Qué maravillosas sensaciones me has recordado con tu participación. Los olores, las flores y las rosquillas de mi abuela envuelven mi mente cada vez que entró en casa de mi madre y su ausencia es palpable y dolorosa.
ResponderExcluirMe gustó mucho.
Un abrazo
Nossa...querido amigo Toninho, essa bateu forte no coração, emoção transbordou!
ResponderExcluirQue lindo, quanta sensibilidade, meu amigo!
Aplausos duplos!! Quanta coisa pensei da minha família que já se foram...
Pensando nisso, é bom pensarmos o quanto deixamos de aproveitá-los!
Belíssimo, quanta inspiração!
Uma feliz semana, quero ler mais...
Beijo, amigo.
Muy bonito. Es que las abuelas...
ResponderExcluirSalud,
Que participação linda e emocionante! Viajei nas lembranças das tardes de domingo no sítio dos meus avós paternos, o café quentinho, o queijo feito na hora e a ternura em cada gesto, em cada palavra e em cada suspiro!
ResponderExcluirBeijos!
La abuela no está físicamente, pero toda la casa continúa habitando la.
ResponderExcluirBello y evocador
Abrazo
Uma deliciosa crônica, Toninho _como sabes !
ResponderExcluirEsse é o meu amigo poeta. me emocionou essa lembrança da casa da vó , no café matinal.
Belíssima participação dessa quintafeira ! e estou já com saudade de ti na minha casa também .
Um abraço forte
Una manera preciosa de traer de vuelta a una abuela... que inconfundible son los aromas y los momentos que nos dejan.
ResponderExcluirMuy buen relato! Un abrazo
Hola Toninho,
ResponderExcluirMe ha gustado mucho tu relato. Siento en él una delicadeza y una dulzura en los recuerdos vividos en una casa abandonada. Quizás una visita pendiente después de dos años.
Un saludo
Olá Toninho,
Gostei muito da sua história. Senti uma delicadeza e doçura nas lembranças de viver numa casa abandonada. Talvez uma visita esteja nos planos, daqui a dois anos.
Atenciosamente,
Cómo me gustaría que mis nietos escribieran algo así de mí cuando yo me fuera.
ResponderExcluirBesos enormes.
Este relato breve es excelente. Tiene una atmósfera íntima y una capacidad notable para transmitir presencia a través de la ausencia. La forma en que usas los sentidos (especialmente el olfato y el tacto) para revivir a la abuela es muy efectiva y emotiva. Se siente auténtico, tierno y dolorosamente real.
ResponderExcluirMuchas gracias por transmitir tanta evocación y belleza.
Abrazos!