Menino que vi.
Nasce o dia vem o menino apressado
Nas costas a mochila tão pesada
Menino carrega fardo do passado
Na sua aparência já curvada
Finge que a vida lhe vai bem
A contrastar com seu olhar triste
Ignora os olhares e segue para o trem
Na janela viaja nas coisas que não existe
Ele não leva a esperança da vida
Perdida em mistérios e segredos
Nas costas apenas a carga fingida.
Desce menino, sobe homem suicida
Na correria desesperada seus medos
Deixa a vida nua, bala perdida.
Toninho
21/03/2011.
