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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Festa e solidão.















Imagem do Google


Festa e solidão



Lá no fundo ainda se podia ouvir a voz.
Era como uma musica silente para dormir.
Um choro fazia estranho dueto com a canção,
E o meu coração sentia mais vazio, que alegria.
Como pode nesta noite funda tanta melancolia?

A mim pareciam perdas de sonhos de menino,
Pois havia um frio, que invadia a alma era dor.
Vem com as lembranças tardias de uma cidade fria,
Onde vários se perderam pelo caminho das pedras.

Vidas que se apagaram em meio à maldade,
Maldade que tanto humilha e desgraça os lares.
Vidas que perderam o brilho, que se apagaram.
Agora o choro silencia e a canção é mais audível.

Há um lamento triste de uma perda profunda,
Que na minha alma deixa uma marca inaceitável,
A marca da paixão do amor de mãe em desespero
Marcas do ultimo beijo não dado no vazio da boca.

Sem adeus, sem o beijo, se cala na geleira da noite.
Os passos vacilam perdidos na busca inexistente,
Do colo da mãe que agora ficou mais distante
Na fusão da musica com a sirene, do corpo que cai.


Toninho.
01/09/2011.

É muito doloroso para uma mãe, reconhecer o corpo do filho, metralhado pela violência crescente entre os usuários de drogas.