Mora
no peito lembranças perdidas.
já
tão remexidas nesta tarde vazia,
medo da noite de horas desiludidas,
sou
ave de asas partidas, há agonia.
Há um imenso vazio
no meu peito.
Nasce sem
motivo quiçá o existia,
entender a ausência
só no conceito,
complexa esta incontida sinestesia.
Queria a falta suave e não sentida,
que chega como
a rajada de vento,
arrasta as más lembranças
da vida,
como o isolamento deste sentimento.
A lagrimas
caem neste desencanto,
deságuam pela
minha face sombria,
uma cachoeira
feita de meu pranto.
Lá fora chove, adormeço em poesia.
Toninho
16/06/2018
Um bom domingo
de nova semana.
Paz e alegria.


