Ai que saudade da menina nesta hora,
Perdido nas lembranças daquele lugar.
Lá repousam as saudades que agora,
Brotam no peito neste triste lembrar.
Daquele menino do mato a sonhar.
Ai que saudade de alecrim perfumada,
Daqueles cabelos negros encaracolados,
Quando ela passava alegre pela estrada,
Sob a vigília de meus olhos enamorados.
Ai que saudade eu tenho da casinha,
Com sua fumaça anunciando a hora.
Do fogão a lenha da simples cozinha,
Posso sentir o cheiro bom de outrora.
Ai que saudade de ouvir os pássaros,
Sinfonia matinal nas minhas manhãs,
Momentos do coração em desamparo,
Fecho os olhos e versos caem do divã.
Toninho.
25/10/2012
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