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terça-feira, 2 de julho de 2013

Menino que eu vi II


Vi o menino junto a uma sepultura,
Ao lado da senhora de terço na mão.
E via nos seus olhos imensa candura,
Que contrastava com aquela situação.

Os ossos colocados naquele úmido chão
Pareciam peças de um quebra-cabeça,
Naquela dolorosa e triste exumação,
É a pintura gótica na minha cabeça.

Na sua inocência ele jamais saberia,
Que os ossos contavam a sua historia,
Naquela caixa branca sua mãe jazia.
Sem saber lhe fazer uma dedicatória.

A senhora nervosa um canto entoava,
Como a ninar sua irmã que ali dormia.
Em sintonia este menino balbuciava,
No mais triste coral que ouvi um dia.

Quando o sino anunciava o meio dia
Seguiram em silencio pelo cemitério,
Eu do meu ponto que a tudo assistia
Sofri sem saber a razão do mistério.

Toninho
15/06/2013

Tem inspiração que deixam meus olhos translúcidos, como algumas manhãs de Minas Gerais no inverno.
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Tive dias agitados, mas visitarei todos voces, que carinhosamente me acompanham com suas leituras.