Recebo agora
este teu desprezo,
como prova
real de teus medos.
Partirei só
com teu menosprezo
ao amor.
Perdemos nos enredos.
Sinto-me de
frente a uma mesa,
um vinho
tinto agora já azedo,
no chão mancha
da vela acesa,
como o amor
derreteu tão cedo.
Na estrada
não cabe a tristeza,
em meu peito
só dor estancada,
morte de um amor
pela frieza,
espalho minha
dor pela estrada.
Afasto este cálice
que embriaga.
deixo o meu
adeus neste outono,
piso
folhas secas nesta azinhaga,
na
mala levo só dor e abandono.
Toninho
23/11/2018
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Um bom domingo
de feliz semana
que desejo.

