Convite aceito para mais uma participação no projeto Poetizando e encantando da nossa querida amiga Lourdes. Conheça e participe todo fim de semana basta seguir o recomendado aqui: filosofandonavidaproflourdes.

Lá no alto da serra o casebre
na cor branca,
de longe posso ver o
azul das suas janelas.
Da chaminé a fumaça traz
uma lembrança,
as delícias da vó nas
enegrecidas panelas.
Na frente um terreiro
varrido com o Alecrim,
ali o meu avô secava
café, milho do quintal.
Na lateral um jardim
plantado com jasmim.
Água fria em tubos de
bambu bem natural.
Lembro do mourão, lá há
um nome gravado,
de uma bela menina com uma
trança negra.
A porteira sabia do meu
amor nele revelado,
quando se fechava era na
suavidade meiga.
Vejo a cerca com flores
de cipó de São João,
O mourão hoje já geme ao
fechar a porteira
Mas agora o nome se
apagou pela corrosão.
Menino cresceu o amor
se desfez na poeira.
Toninho
10/11/2018


