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domingo, 26 de setembro de 2010

Noite Silenciosa

 










Noite infinda fala de melancolia
No silencio, que toda sua vida pára
Nas ilusões de sonhos e fantasias
Num sussurro um canto de esperança.


Momento que tudo é esquecido
Deixa o mundo lá fora paralisado
Não há sons, apenas do coração ferido
Em desafinado tom apaixonado


Lança-se neste mergulho interior
Vive sua realidade que apavora
Eterna longa busca pelo aprazador
Amor que tanto a alma implora


Logo se abraça na amiga poesia
Divina redentora da amargura
Beija-lhe a face de sublime alforria
Cobre de luzes sua noite escura.


Momento raro de intima felicidade
De amar libertamente sem amarras
Sem pensar na fraqueza humana
Das incertezas, medos do passado.


Vem neste instante de felicidade
Camufla-se nas suas quimeras
Abraça-lhe, embala sua sensibilidade
Com caricias que a inspiração acelera.


E sonha como pássaro em liberdade
Esquece os espinhos da ignorância
Encravados por orgulhos e maldade
De quem lhe nega sua importância


Não há armas. Nas mãos apenas flores
Com palavras loucas em versos aquecidos
De rimas que não amenizam suas dores.
É assim que pode viver seu grande amor




Foto Noite de Luar em Itabira-MG
Ah,saudade!
Toninhobira
17/09/2010