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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Perdoa-me.














Perdoa-me


Perdoa-me por te querer tanto assim
Que mesmo em face das dificuldades
este querer vem como sofrer sem fim.
de tortura sem piedade e maldades

Perdoa-me em te dar todo carinho
Nesta avalanche de cuidados tantos
mesmo quando o sono vem de mansinho
naquelas noites fundas de nossos encantos

Perdoa-me por te querer todas as alegrias
que mesmo quando triste, eu sorrio.
Perdoa-me por te levar nas minhas fantasias
A deslizar nos versos como a folha no rio

Ah, se possível não seja assim tão ingrata
Ao me ouvir nestes cantos doridos,
quando sob sua janela em serenata
derramo meu amar em versos partidos.

Então, perdoa esta minha mania
Quando em seu caminho espalho flores
Que perfumam a poesia que alivia
Quando estou sozinho com minhas dores.


Em busca de inspiração, vêm às vezes estas emoções.

E aí me surpreendi ouvindo Mil Perdões de Chico Buarque e acabou assim.


Para ver o vídeo dê “pause” na musica do blog.

 




Toninho.
05/04/2011 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Lua amiga










 imagem Google.






Lua amiga.

Lua que vejo assim toda bela,
linda emoção que me assedia e emociona
como fiel companheira a enxugar meus prantos
Assim lhe vejo amiga de minha janela
Quando minha voz entoa tristes cantos.

 Lua minha cheia de beleza infinita no sertão
Evoco e convoco sua nobre companhia
Neste ponto de partida da minha inspiração
E cubra com raios de luzes minha pobre poesia

Então Lua venha com sua linda roupagem,
Para uma bela dança nesta sonata
Sobre este espelho d’água desta paisagem
Na mansidão deste mar cor de prata

E se, ainda assim não ouvires meus clamores
Oh Lua amiga, siga sua trajetória neste infinito
Embeleze as noites e inspire estes escritores
Que nesta noite escrevem versos eruditos.

E com certeza mais bonitos.

Toninho
01/04/2011


Veja a linda homenagem que recebi do amigo Cacá no link abaixo.


http://uaimundo.blogspot.com/

sábado, 2 de abril de 2011

Perfume dos desejos







 

 imagem Google.









Perfume dos desejos.


Quisera sentir teu cheiro
No ar, nas coisas que tocas
Da suavidade do teu corpo inteiro
Sorver a taça do beijo que adoça.

Quisera não ter a saudade de açoite
Ainda que inspire, maltrata
Nestes devaneios dentro da noite
Teu corpo banhado em Floratta.

Quisera reviver estes momentos
Que de encantos nos fez felizes
E não estas horas de desalentos

Perdido no meio desta vontade
Em lembranças em forma de raízes
Sob folhas secas, dor e saudade.

Seria o Outono?

Toninho
01/04/2011 

quinta-feira, 31 de março de 2011

No calor que causa dor.











Imagem Google





No calor que causa dor.

O corpo treme na terçã.
Na boca apenas a sequidão
A dor abraça o corpo
Suor goteja pelos dedos

 
Respirar, o ar que foge
O corpo sente o abrasar
Nesta febre que lhe aplaca.
Mosquitinho dos infernos
Que não deixa viver.

Tylenol amigo da noite.
Pela boca como salvador
Na dureza deste acoite
Escrevo sobre sua dor

Falar deste mensageiro da agonia.
Para mulher da madrugada
O que mais queria era poesia
Triste cala na febre desanimada

Na noite de serenata a voz emudece
No corpo que acaricio na dor
Apena aprecio no que padece
Mas não canto sua canção de amor.

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imagem Google


Observação:
Na poesia carrego o meu medo de uma epidemia, num país onde uma maioria vive em guetos sem a mínima condição sanitária, os olhos frios destes que nada fazem, ou nada querem. Talvez o pior seja melhor.

Como se perdeu o controle e atenção, as pessoas que já foram contaminadas reincidem na infecção criando novos números da Dengue. Neste momento que a Dengue se assanha pelo país nomeada por Dengue 3 e 4, ficamos a mercê destas picadas que causam calor/terror e podem matar.


Deixo o meu grito, nunca tive mas sei de suas façanahas.
A responsabilidade é de todos.
 

Toninho
24/03/2011.