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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Enamorando a Lua Cheia.



Meus olhos que a tudo assistem encantados,
levam-me para uma viagem pela transição
da noite para o dia com as lembranças sutis,
de um tempo feliz de uma vida interiorana
quando via sumir a Lua numa serra negra,
e o Sol surgir por entre arvores gigantescas.

As mariposas já se recolheram às arvores,
outras já se suicidaram junto às lâmpadas.
De minha janela vejo vir um Sol bocejante,
para substituir a esta Lua cheia seresteira,
já exausta da sua permanecia inspiradora,
dos notívagos poetas das madrugadas frias.

Ultimas luzes sistematicamente se apagam,
sobre as ruas já em movimentos acelerados.
Lanço o meu olhar por entre arranha-céus,
ainda vejo a Lua desaparecer num infinito.
Lá no horizonte azul como uma bola de fogo
o Sol dourado desponta enamorado pela Lua.

Toninho.
15/06/2017

Minha participação na BC_botando a cabeça para funcionar que a Chica promove todos os dia 5. 15 e 25. venha participar na leitura da imagem 

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Um bom feriadão para você.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Voa coração.















Eu teimo em seguir meu coração,
que nada sabe destas artimanhas,
que pela vida entre o sim e o não
do beija-flor às flores nas manhãs.

Vai coração cantarolar a canção,
que fala dos amores já esquecidos,
no poema inspirado na desilusão,
com versos melancólicos esvaídos.

Vai coração pelos jardins floridos,
espalhe sobre folhas secas sua dor,
como anjinho do coração de Cristo
arranca espinhos, implanta a flor.

Ah, coração que não se sintoniza,
com meus lamentos nesta agonia,
saber que, o que esboça a pitonisa,
voa nas entrelinhas desta poesia.

Toninho
20/05/2017

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Tem sempre coisas novas lá Mometos e Inspirações

sábado, 3 de junho de 2017

Maldita seca sem fim.



Quando você solta sua voz em critica ferrenha e discriminatória sobre a transposição, talvez não conheça ou ignore o que é a seca, que avança sobre os sertões, com um rastro de mortes já descrito por Graciliano Ramos em Vidas Secas em 1938. Há uma degradação moral dos sertanejos e nordestinos sempre ocultos pelos meios de comunicação, preocupados mais em enaltecer a beleza da orla para o turismo.

Dar as costas para a vida dos sertanejos queimados e estragados pela fome, pela falta de água com certeza não vai ajudar em nada tão pouco a minimização da fome que se espalha pelos sertões do país, que ainda convive com o polígono da seca como fonte de recebimento de recursos que sabemos são desviados e perdem seus objetivos. O Brasil não é só litoral é muito mais do que qualquer zona sul, já dizia um cantor.

As imagens da seca são filmes de terror, ferem os olhos, inundam o chão estorricado com lagrimas. O sertanejo persevera na teimosa fé pelas chuvas, que cada vez mais se escasseia. A chuva parece se esconder deste povo teimoso, que se delira por um carro Pipa com a sagrada água milagrosa.  Mas ele muitas vezes se desvia para uma fazenda de um politico ou apadrinhado. Nem mesmo São José com as chuvas de Março tem privilegiado a região e fechando o verão sem uma gota no chão.

Pense num chão estriado como feridas abertas, ansioso pela miraculosa agua, que lhe dê vida, que faça florescer o Mandacaru com sua linda flor, que alimenta os últimos animais e assim o sertanejo vê seu gado morrendo sobre a terra árida. A água salobra que ele busca num açude longínquo, pouco serve para o que resta de família e que ainda compartilha com os últimos animais.

A seca é perversa e cada vez mais com os desmandos sobre a natureza, ela toma uma forma de mensageira da morte. O país precisa pensar grande um combate aos horrores das estiagens cada vez mais agressivas. O êxodo antigamente era solução para alguns que muitas vezes abandonava sua família com promessa de volta e hoje com crescente desemprego que assola todas as regiões ricas do Brasil, frustra esta perigosa saída em fuga.

Que transponham esta água possa efetivamente. Façam chegar ao pobre sertanejo, que em cantos desesperados faz promessas á todos os santos do oratório, aos deuses da chuva, ao Padre Cícero implora por um pouco de água, que faça a terra fecundar, que façam os grãos germinarem e assim acender a esperança, antes de enterrar o seu ultimo animal, um velho jumento companheiro fiel neste miserável chão.

Tende piedade deste povo, que dizem ser um forte, mas na realidade agoniza diante da terrível seca como em 1932.


Toninho.
18/04/2017
tem brincadeira por lá: momentos e inspirações.

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Tenha um bom e 
feliz fim de semana.

sábado, 27 de maio de 2017

Pena de Talião.













Aqui onde tudo se plantava e florescia,
na terra boa umedecido solo tão gentil
prolifera-se ervas danosas e velhacaria,
esmagam e dilapidam o querido Brasil.

Nesta terra perde-se na busca do ideal,
as pessoas brigam se matam por cores
no vermelho e verde amarelo desigual
com espaço aos infiltrados saqueadores.

Tudo que se sonhou um dia, jaz morto.
Sonhos mortos nas entranhas da nação.
ao despertar-se de sono no desconforto,
da indecente manobra da constituição.

Não temos cravos na mão da donzela,
que em Portugal enfrentara o canhão.
Políticos usurários cobertos por tutela,
a livra-los do rigor da pena de Talião.

Toninho

23/05/2017
Tem brincadeira lá:Momentos e inspirações

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A todos um bom
fim de semana.
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