Vê os barcos bem alinhados no cais,
vêm desejos de partida. Há emoção,
encontro furtivo na margem oposta
desesperança desencontros do amor.
Os movimentos das marés embalam,
barcos inertes alinhados ancorados,
na ilha da fantasia ânsia, corrosiva,
vem numa espera saudosa oxidada.
Há o olhar translúcido na distancia
a vasculhar pela silhueta feminina,
desde o sol nascente ate o por do Sol,
na espera inútil da mulher no barco.
Quando a noite enfim cobre a terra,
no peito solitário entoa uma canção,
vem lhe a imagem da bela Janaina,
sob luz do farol um barco aproxima.
Toninho
05/08/2017
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Setembro feliz
para todos.






