Se não vives no amor puros prazeres,
perde-se no abandono dos reais valores.
É morte em vida relegada aos afazeres,
morre-se carente, viver-se-á pelas dores.
É viver como o pássaro de asas feridas,
que se arrisca pelas suicidas manobras.
Seu canto de lamento como na partida,
soa com triste fria tradução. É soçobra.
Crias na sintonia de teus bons quereres,
professavas todo teu amor de poderes,
mas encontraste apenas malmequeres,
no amor sucumbiste, sobra desprazeres.
Se nesta vida amorosa vives esquecida,
que não sentes guarida em teu coração,
atiras a fria rosa vermelha desfalecida,
para não criares a tua própria prisão.
Toninho
20/01/2018
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Um bom domingo
e feliz semana.






