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domingo, 25 de setembro de 2016

Lá vem o Sol.



A cidade se põe em movimento,
os passos se apressam pelas ruas,
são os trabalhadores na marcha,
que se repete antes do horizonte.

Ainda vejo alguns recicladores,
com os carrinhos pelas calçadas,
cantam felizes seguidos pelo cão,
um fiel amigo na dura jornada.

Volto meu olhar sobre os prédios,
vejo um Sol que vem como farol,
numa bola de fogo para aquecer
todo o nosso dia. Que venha o Sol.

Abro a minha janela para o dia.
Pelas famílias entoo uma prece,
que haja unidade na harmonia.
Haja paz sob Sol que resplandece.

Toninho
25/09/2016

Texto inspirado na imagem da BC_botando a cabeça para funcionar, promoção da Chica e do neto Neno , todo dia 5. 15 e 25. Participe.


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Uma boa semana
para todos.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Um rio dentro de mim.



Um rio nasce em pequena lamina d’água, sem forças, sem perigo, que pode ser barrado com as mãos, quem conhece a nascente do Rio São Francisco ou de outro rio pode entender o processo de aquisição forças ao longo do percurso até se tornar um imenso e logo rio para encanto e assombro dos olhos. O rio segue sua trajetória serra abaixo com inúmeras quedas, circula os vales alimenta as margens, ameniza a fome, a miséria, irriga a plantação, cria cachoeiras lindas, mas no seu caminho também há destruição de plantações e casas ribeirinhas e vidas que se perdem em suas águas. Mas quando chega perto do mar se deixa levar calmamente e morre lentamente entregas suas águas ao gigante de águas profundas.

Assim é a nossa vida, nascemos frágeis, inocentes, puros inofensivos. No processo evolutivo adquirimos energia e força, agregamos e perdemos pessoas. Nas quedas aprendemos as maldades, enraíza-se a inteligência. Mas o tempo com garras afiadas, como o rio que fura pedras na sua corrida, cria seres fracos expostos às mazelas do mundo ou os carrascos da sociedade e natureza. Mas há os que se equilibram e se tornam gratas pessoas necessárias à sociedade e à natureza, como disse Bertold Brecht, são os imprescindíveis.

Somos como este rio, por isso devemos acumular somente forças do bem, irrigar as sementes do bem e por onde passarmos, que possamos deixar apenas rastros do bem sem destruição. Que tenhamos sabedoria para armazenar e desaguar coisas belas como a gentileza, serenidade, harmonia. Incentivar a unidade pela sintonia com a sociedade e a mãe natureza, para que lá na frente possamos belamente descansar na imensidão azul deste maravilhoso segundo plano ou quem sabe repousar nossas cabeças num travesseiro a olharmos para o infinito azul do Céu e se deixar levar pelo toque suave das mãos do Criador.Um rio nasceu dentro de mim e cabe a mim guia-lo com serenidade, inteligencia e resignação até o mar.

Toninho.

18/09/2016

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Uma semana de 
paz e luz.

Obs. 
O texto acima não tem ligação alguma com o acidente fatal do ator de telenovela, pois ele já estava em processo em Agosto aguardando uma agenda.Falo sempre de rio e trem, porque foram marcantes na minha infância.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Estação das lembranças.


Fonte Google

Nas suas manhãs quero cores,
num Setembro de primavera,
com a linda explosão de flores,
respirar bom ar da atmosfera.

Quero ver crescer um jasmim,
junto das roseiras vermelhas,
a fusão de perfume no jardim,
virão zumbir as belas abelhas.

Quero sentir da flor a maciez,
como da sua face faz lembrar,
num toque à pétala na mudez,
das saudades me fazem calar.

Da varanda um ipê se avista,
com seu lindo tapete amarelo,
ali te vi com cesto de florista,
com flores a enfeitar o cabelo.

E quando vier a nova estação,
o calor no teu corpo a esculpir,
as belas marcas daquele verão.
Bem sei que definirá o seduzir.

Toninho
12/09/2016


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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O som nos trilhos.













Os tilintares vem dos trilhos,
a embalarem os meus sonhos,
numa viagem de ver de trem,
meus vales, rios e montanhas,
sobre as rodas de aço esmeril,
brilham os trilhos como raios,
em noites chuvosas de abril.

Viagem pelas veias das serras,
nas lembranças adormecidas
pela fumaça do fogão à lenha.
Entre cheiros e vários sabores,
às luzes tênues de lamparinas,
onde uma mariposa jaz seca.

Os trilhos brilham no infinito,
na noite são como fieis guias,
pelas pontes, túneis, viadutos,
sempre o som da bela canção.
Só o apito a cortar meu sonho,
na chegada alegre na estação.

O sonho cria o fim da viagem,
aonde vai o trem descansar,
num porto iluminado um farol,
a se debruçar sobre o mar azul.
Na dança circular daquela luz,
vejo o trem bem mais luzidio
sobre os trilhos, ouço a canção.


Toninho
04/09/2016
outro lado: toninhobira.blog


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Um bom lindo fim 
de semana a todos.
Deus esteja
presente.