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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Sol no jardim.








Foto Google









O Sol desce sobre meu jardim,
Brota uma saudade da flor,
Murcha morta num xaxim,
Lembranças mortas do amor.

Dói vê-la no leito de morte,
As lagrimas regam o vaso
Uma ânsia louca pela sorte
Extirpar do peito o descaso.

Meu corpo todo que inflama
Sentir o amor ora a fenecer.
Como a flor no vaso clama.

Desespero na ultima chance,
Na angustia de enlouquecer,
Morre flor, amor e romance.


Toninhobira
Da série apenas uma inspiração.

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Desejo um bom fim de semana que seja preludio de um Feliz Ano Novo, que desejo a todos voces do fundo do meu coração. Ao tempo que agradeço a todos pela companhia e sintonia e que assim possamos continuar em 2013. Meu terno abraço de paz e luz.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Saudades de Natal II










Saudades de Natal II.

Em minhas lembranças há um Natal,
Que nem nos sonhos o encontro mais.
Refém de uma saudade sobrenatural,
Perco-me na poeira das ruas das Gerais.

Meus olhos vagam pelas ruas da cidade,
Procuram pelas igrejas abertas em festas.
Da missa do Galo restou apenas saudade,
Ao ouvir o sino levo minha mão à testa.

Sincronizo as figuras da Santa Trindade,
Como a encontrar as ultimas lembranças,
Que reforçam toda a minha religiosidade,
Numa clara benção de minhas esperanças.

Vejo as casas de mesas fartas de alimentos,
Noutras apenas o pranto das necessidades,
Certo que ali todos celebram o nascimento,
Mas há os que a fome clama fraternidade.

Vejo um presépio na sala com uma emoção,
Recordo um menino com brilho nos olhos,
Atento a cada detalhe da sua construção,
O Pai, a mãe, filho, estrelas e Reis Magos.

O pó de minério cola no pano de aniagem,
Com seu brilho azulado da noite de Belém.
Aquilo sempre me encantava na imagem,
Sobre a manjedoura onde dorme o Neném.

Lembranças resgatadas no bau de emoções,
Que me importunam numa distancia,
Que minha memória presa pelas tradições
Enraizou um Natal que agora é nostalgia.


Agora aquele galho de arvore com algodão,
Com aquelas bolas multicoloridas a reluzir,
Sobre os sapatinhos pobres ali numa ilusão,
A lagrima cai e ensina em nunca se iludir.

Naquele tempo que criança nunca exigia.
A Bola de borracha ou boneca de papelão,
Fazia felicidade das crianças da periferia.
Sabiam os limites que impunha a condição.

Os olhos no quintal miram o peru a correr,
A cachaça de rolha para a carne amaciar,
São lembranças da mãe que me faz prever,
Que uma lagrima quente vem me lembrar.


Toninho.

Numa cidade de pedra num canto de Minas,
Emolduram-se meus sonhos em paredes de pedra, onde estão incrustadas as raizes de minha fé.

Desejo a todos amigos Um Feliz Natal de muita paz e alegria, que seja contagiante.
Meu carinhoso abraço sempre. 

Uma linda canção para voces.


Informativo:

A literatura alagoana e a brasileira estão de luto. Morreu, na madrugada deste domingo (23), em Sevilha, na Espanha, vítima de infarto, o escritor alagoano Lêdo Ivo, de 88 anos.