Participando daBC#umaimagemem140caracteresde nossa amiga Marina que todo fim de semana posta uma imagem com descrição no blogdevaneiosedesvarios. Participe e leia os amigos. Deixo tres olhares em quadras para apreciação.
Aceitando o convite de nossa amiga Rosélia para o projeto: escrevendo às quintas. O tema proposto é :A cor do meu eu real. Escolhi o azul que é a cor da alegria. Veja mais participantes em espiritual-idade com links dos amigos de outros paises.
A cor do meu eu real é a cor da alegria, o azul.
O azul é a cor do céu em dias de verão,
é a promessa de um novo começo. É o mar calmo que me envolve, acalma e faz sentir pequeno diante da vastidão. Tem no azul a tranquilidade de uma
noite estrelada, com estrelas que brilham como os vagalumes lá onde nasci e vivi quando criança. O azul é a minha cor da esperança, da fé e da serenidade. Acalma a alma e me sinto seguro.
No azul é onde posso sonhar, de voar
alto como gaivotas, sem perder a sensibilidade do encanto com as belezas do
mundo. O azul que me inspira a buscar a paz, harmonia e união. O azul é a cor
da vida, que me envolve e me faz sentir vivo. É o azul que me enleva, mesmo nos
momentos mais difíceis, cria razões para sorrir e recomeçar.
O azul me faz sereno, esperançoso e tranquilo. O
azul combina comigo. Sinto que o azul, está presente na minha vida. O azul
é uma cor versátil. A vestimenta de minha entidade no sincretismo. Em
geral, em diferentes áreas da vida, como no amor e relacionamentos, no trabalho
e carreira, bem como na amizade, que faz um crescer pessoal.
Para lidar com meus desafios imagino navegando sob
olhares de gaivotas. O mar às vezes
calmo, outras tempestuoso. O azul vem como a bússola que me guia. Olhar o mar
tem um poder de me colocar em sintonia com o espiritual, o meu mais puro
interior. É como, se o mar me lembrasse, que sou parte desta natureza. O mar é minha
cura, a inspiração azul-celeste.
BC#uma
imagem em 140 caracteres de nossa amiga Marina apresenta neste fim de semana e mês a imagem abaixo para o exercício de síntese no seu blog devaneiosedesvarios com links de amigos participantes. Hoje deixo tres olhares para a imagem.
Olhar I
Nuvens escuras,
são chuvas à vista
Quando caem deixam
desabrigados.
Que assustado,
mas sempre otimista
E rezam fervorosos,
mas resignados.
Olhar II
Nuvens escuras,
no sertão é alegria.
É esperança de
chuvas nos açudes
Para fim da seca
e da dura carestia.
Mas na cidade é
medo dos taludes.¹
Olhar III
Chuvas que ferem
matam gentes
Tragédias e os lutos
na memória
Sob escombros
choro dos inocentes,
Anjos que não
tiveram escapatória.
Toninho
28/02/2026
Grato pela
visita.
Nota: 1- Talude:
Terreno em declive; rampa, escarpa.
Escrevendo à quinta-feira vem do blog da Campirela com algumas sugestões:
Eu escolhi esta: Uma criança que acredita
ter azar, mas na realidade, sem saber, salva a todos.
Menino azarento.
Na Vila Duas
Pontes entrecortada por um riacho, havia um menino chamado Chiquinho, conhecido
como o azarento da vila. Tudo o que ele fazia, parecia dar errado. Se ele
tentava ajudar alguém, acabava causando mais problemas. No jogo de bolas então
eram terríveis as jogadas dele.
Um dia,
caminhava pela margem do riacho, quando tropeçou numa raiz e caiu no riacho. No
desespero tentava se levantar, mas ele esbarrou no velho Juvêncio, que estava
pescando e acabou derrubando sua vara de pesca. Mas logo a recuperou e entregou
ao velho.
Para
surpresa de Chiquinho o velho Juvêncio começou a rir. "Ah, menino, você é
o mais engraçado, que eu já vi! Acho que você é um presente disfarçado! Veja
que a vara esta tremendo forte demais, isto é bom sinal. Sabia? ”
O velho
explicou que, há anos, tentava pescar um peixe raro, para um jantar especial com
sua esposa e que ele estava convidado. Com o acidente de Chiquinho, o anzol
fisgou um peixe Dourado, raro e grande nunca visto na região.
E com o azar
de Chiquinho, coisas boas estavam acontecendo junto dele.
Um dia, a
menina Mariza procurando frutas silvestres se perdeu na serra e Chiquinho,
mesmo com seu azar, encontrou a menina e a levou para um local seguro. Outro
dia, ele chutou uma bola, que caiu no jardim de dona Lourdes, que brigava com
os meninos da vila, mas ao buscar a bola, ele viu uma cobra Cascavel e a matou,
salvando os filhos de Lourdes que brincavam no jardim.
As pessoas
começaram a ver Chiquinho com bons olhos. Elas perceberam que, mesmo com seus azares,
tinha um coração puro e solidário, saindo bem do caos.E
assim, Chiquinho passou a ser "menino azarento que traz sorte".
Escrevendo as quintas desta semana foi idealizado pela Maria José em seu blog Maria José Moreno o tema é objetos com memória.
Um relógio na
memória.
Era uma vez um relógio de bolso antigo,
herdado de meu pai, que herdara de meu avô, que eu nunca conheci. Ele tinha um
estojo de prata. Na tampa ostentava uma locomotiva, coisa de mineiro. O mecanismo
ainda funcionava, mesmo depois de tantos anos.
Sempre que eu olhava para o relógio, me
lembrava das histórias que meu pai e minha mãe contavam sobre meu avô, um
aventureiro que viajou pelo Brasil sempre usando locomotivas. O relógio parecia
guardar memórias suas, como se fosse um portal para o passado.
Certa vez vi meu
pai, olhando para o relógio com uma certa ternura e ouvia a música El reloj,
que seu pai gostava de ouvir e eu menino passei a cantarolar aquela música,
como faço até hoje.
Um dia, enquanto eu o segurava na mão,
senti uma energia estranha. De repente, fui transportado para uma tarde
ensolarada numa plataforma de estação, lá esperava por meu avô. Quando o trem
apitou na curva, fiquei atento e logo o encontrei sorridente. Segurando o
relógio olhou as horas e me disse: "O tempo é precioso, mas as memórias
são eternas."
Este relógio se tornou mais do que um
objeto; era um elo com o passado, um lembrete de que as pessoas que amamos
nunca se vão, se mantivermos suas memórias vivas em nós.