Participando da convocatória escrendo às quintas-feiras sob coordenação da Tracy, que apresenta algumas musicas que falam do mês de abril, para servir como inspiração. Escolhi a música: Chuvas de abril de Pierre Simões.
Chuvas de abril
Quando o sol desponta espalha as nuvens
Quando o sol desponta espalha as nuvens
E as flores a desabrochar
Sua luz traz vida e traz perfume
Em abril não trará porquê
As chuvas vem, no mês de abril
Entristecer os corações
Mas nos caminhos, farão crescer
As violetas que irão
Em maio lindas florescer
No céu só nuvens, iremos ter
Por isso agora, devemos ver
No céu azul os passarinhos
E ouvir esta canção
Até que as chuvas venham em abril.
Fiquei esperançoso e com medo, quando abril chegou trazendo cheiro de terra molhada. Era mês da plantação básica, milho, feijão e amendoim. Vó Iracema me chamou para ajudar. O chão já estava pronto, úmido. Ela mergulhava o dedo na terra e sentia desta o convite aos grãos. Dizia que abril é mês que ensina ter paciência, porque a chuva apaga todo o sofrimento da seca maldita, que deixou a terra trincada improdutiva.
Na tarde anterior o céu parecia que desabava. A gente correu para dentro de casa com as cuias pela metade das sementes. Pensamos que tinha perdido tudo. Mas quando a chuva parou, as covas estavam prontas para a semeadura, parecia dia de festa na região, todos na plantação.
De noite, comemos biscoitos e outras comidas feitas do milho e da
mandioca da última plantação, que já estava no fim e nos deixava preocupados.
Vó Iracema sorria, dizendo que abril não é mês ruim e não estraga nada. Que
abril escolhe para nos testar a paciência. Quem aguenta as tempestades vai
sorrir no mês seguinte.
Desde então, todo mês de abril eu lembro de Vó Iracema com sua
sabedoria, de que tem coisas que a agua leva mesmo, mas fica sempre uma história
que só os fortes escrevem. Abril deixa sempre o essencial, a fertilidade do
chão.
Toninho
22/04/2026
Grato pela visita









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