domingo, 8 de março de 2026

Cozinha artesanal.

 
Participando da BC#umaimagemem140caracteres de nossa amiga Marina que todo fim de semana posta uma imagem com descrição no blog devaneiosedesvarios. Participe e leia os amigos. Deixo tres olhares em quadras para apreciação.


Olhar I

Feito com amor com todo coração,

Sabor e amor se misturam no prato,

A refeição ganha toque de emoção.

O presente delicioso ao corpo é fato.

 

Olhar II

Comida caseira, feita com carinho,

Acaricia estômago, afaga coração.

O aroma que faz curioso meu vizinho.

Cada colherada é a deliciosa emoção.

 

Olhar III

A comida feita com carinho e amor,

Um bom tempero que não tem igual.

Cada ingrediente, um sublime sabor,

Deliciosa arte da cozinha artesanal.

 

Toninho

08/03/2026

Grato pela visita  

Em tempo agradeço a Chica pela lembrança

do meu niver ontem.

Minha homenagem a todas as mulheres 

da blogosfera e às mulheres que fazem parte

 da vida de cada uma de vocês.




quarta-feira, 4 de março de 2026

A cor do meu eu real é a cor da alegria, o azul.

 

Aceitando o convite de nossa amiga Rosélia para o projeto: escrevendo às quintas. O tema proposto é :A cor do meu eu real. Escolhi o azul que é a cor da alegria. Veja mais participantes em espiritual-idade com links dos amigos de outros paises.

A cor do meu eu real é a cor da alegria, o azul.


O azul é a cor do céu em dias de verão, é a promessa de um novo começo. É o mar calmo que me envolve, acalma e faz sentir pequeno diante da vastidão. Tem no azul a tranquilidade de uma noite estrelada, com estrelas que brilham como os vagalumes lá onde nasci e vivi quando criança. O azul é a minha cor da esperança, da fé e da serenidade. Acalma a alma e me sinto seguro.

No azul é onde posso sonhar, de voar alto como gaivotas, sem perder a sensibilidade do encanto com as belezas do mundo. O azul que me inspira a buscar a paz, harmonia e união. O azul é a cor da vida, que me envolve e me faz sentir vivo. É o azul que me enleva, mesmo nos momentos mais difíceis, cria razões para sorrir e recomeçar.

O azul me faz sereno, esperançoso e tranquilo. O azul combina comigo. Sinto que o azul, está presente na minha vida. O azul é uma cor versátil. A vestimenta de minha entidade no sincretismo.  Em geral, em diferentes áreas da vida, como no amor e relacionamentos, no trabalho e carreira, bem como na amizade, que faz um crescer pessoal.

 Para lidar com meus desafios imagino navegando sob olhares de gaivotas. O mar  às vezes calmo, outras tempestuoso. O azul vem como a bússola que me guia. Olhar o mar tem um poder de me colocar em sintonia com o espiritual, o meu mais puro interior. É como, se o mar me lembrasse, que sou parte desta natureza. O mar é minha cura, a inspiração azul-celeste.

 

Toninho

04/03/2026

Grato pela leitura

 



sábado, 28 de fevereiro de 2026

Nuvens escuras.


BC#uma imagem em 140 caracteres de nossa amiga Marina apresenta neste fim de semana e mês a imagem abaixo para o exercício de síntese no seu blog devaneiosedesvarios com links de amigos participantes. Hoje deixo tres olhares para a imagem. 


Olhar I

Nuvens escuras, são chuvas à vista 

Quando caem deixam desabrigados.

Que assustado, mas sempre otimista

E rezam fervorosos, mas resignados.

 

Olhar II

Nuvens escuras, no sertão é alegria.

É esperança de chuvas nos açudes 

Para fim da seca e da dura carestia.

Mas na cidade é medo dos taludes.¹

 

Olhar III

Chuvas que ferem matam gentes

Tragédias e os lutos na memória

Sob escombros choro dos inocentes,

Anjos que não tiveram escapatória.

 

Toninho

28/02/2026

Grato pela visita.

 

Nota: 1- Talude: Terreno em declive; rampa, escarpa.


Solidariedade ao povo de Minas Gerais

das cidades de Ubá

e Juiz de Fora.

desabrigados pelas fortes chuvas e desmoramentos




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Menino azarento

 

Escrevendo à quinta-feira vem do blog da Campirela com algumas sugestões:

Eu escolhi esta: Uma criança que acredita ter azar, mas na realidade, sem saber, salva a todos.


Menino azarento.


Na Vila Duas Pontes entrecortada por um riacho, havia um menino chamado Chiquinho, conhecido como o azarento da vila. Tudo o que ele fazia, parecia dar errado. Se ele tentava ajudar alguém, acabava causando mais problemas. No jogo de bolas então eram terríveis as jogadas dele.

Um dia, caminhava pela margem do riacho, quando tropeçou numa raiz e caiu no riacho. No desespero tentava se levantar, mas ele esbarrou no velho Juvêncio, que estava pescando e acabou derrubando sua vara de pesca. Mas logo a recuperou e entregou ao velho.

Para surpresa de Chiquinho o velho Juvêncio começou a rir. "Ah, menino, você é o mais engraçado, que eu já vi! Acho que você é um presente disfarçado! Veja que a vara esta tremendo forte demais, isto é bom sinal. Sabia? ”

O velho explicou que, há anos, tentava pescar um peixe raro, para um jantar especial com sua esposa e que ele estava convidado. Com o acidente de Chiquinho, o anzol fisgou um peixe Dourado, raro e grande nunca visto na região.

E com o azar de Chiquinho, coisas boas estavam acontecendo junto dele.

Um dia, a menina Mariza procurando frutas silvestres se perdeu na serra e Chiquinho, mesmo com seu azar, encontrou a menina e a levou para um local seguro. Outro dia, ele chutou uma bola, que caiu no jardim de dona Lourdes, que brigava com os meninos da vila, mas ao buscar a bola, ele viu uma cobra Cascavel e a matou, salvando os filhos de Lourdes que brincavam no jardim.

As pessoas começaram a ver Chiquinho com bons olhos. Elas perceberam que, mesmo com seus azares, tinha um coração puro e solidário, saindo bem do caos.   E assim, Chiquinho passou a ser "menino azarento que traz sorte".

 

Toninho

25/02/2026

Grato pela visita.

Um conto ficção.


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Versos que guardam promessas

 

Versosque guardam promessas um projeto de nossa amiga Lucia para os versiculos em todos os dia 10, 20 e 25 no seu blog feepoesia.



Purificar o coração.



Vamos à purificação do coração,

como a água cristalina da fonte.

Lavar impurezas, renova a alma,

liberta-se de tudo aquilo que pesa.


Purificar do que dói e machuca,

deixar entrar a luz, que ilumina.

Receber amor na paz que renova,

no coração envolto em luz suave.


Limpar meu coração da maldade,

que receba o doce néctar da vida.

Libertar a sujeira, que não agrega,

processar a doçura da compaixão.


O processo diário de introspecção,

na entrega que acolhe o nos eleva.

A luz começa a brilhar mais forte,

impurezas como sombras dissipam.


Toninho

20/02/2026

Grato pela visita



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Um relógio na memória.

 

Escrevendo as quintas desta semana foi idealizado pela Maria José em seu blog Maria José Moreno o tema é objetos com memória.



Um relógio na memória.


Era uma vez um relógio de bolso antigo, herdado de meu pai, que herdara de meu avô, que eu nunca conheci. Ele tinha um estojo de prata. Na tampa ostentava uma locomotiva, coisa de mineiro. O mecanismo ainda funcionava, mesmo depois de tantos anos.

Sempre que eu olhava para o relógio, me lembrava das histórias que meu pai e minha mãe contavam sobre meu avô, um aventureiro que viajou pelo Brasil sempre usando locomotivas. O relógio parecia guardar memórias suas, como se fosse um portal para o passado. 

Certa vez vi meu pai, olhando para o relógio com uma certa ternura e ouvia a música El reloj, que seu pai gostava de ouvir e eu menino passei a cantarolar aquela música, como faço até hoje.

Um dia, enquanto eu o segurava na mão, senti uma energia estranha. De repente, fui transportado para uma tarde ensolarada numa plataforma de estação, lá esperava por meu avô. Quando o trem apitou na curva, fiquei atento e logo o encontrei sorridente. Segurando o relógio olhou as horas e me disse: "O tempo é precioso, mas as memórias são eternas."

Este relógio se tornou mais do que um objeto; era um elo com o passado, um lembrete de que as pessoas que amamos nunca se vão, se mantivermos suas memórias vivas em nós.

 

Toninho

18/02/2026

Grato pela leitura

Apenas uma ficção.