domingo, 21 de junho de 2026

Versos que guardam promessas.

 

Versosque guardam promessas é uma proposta de reflexão em poesia de passagens biblicas, criada pela amiga Lucia Silva do blog fepoesia, todos os dias 10, 20 e 30. Participe e leia os amigos com links no blog. 

Para mim “Lava-pés “é um dos momentos mais sublimes da fé cristã. Humildade, serviço, amor que se ajoelha. 


HUMILDADE

Aquele que criou as estrelas  

Ajoelhou-se no chão de barro  

Tirou a capa, pegou a toalha  

Para lavar os pés do mundo  

 

Não foi só água que correu  

Jesus, servo entre os servos  

Foi graça entre os dedos teus  

Lavou pés, curando orgulho  

 

Hoje repete-se mesmo gesto  

Nunca por um rito vazio  

Mas lembre-se que no amor  

Sempre se abaixa primeiro.

 

Curva-te e o céu se inclina  

Tu serves, o Reino acontece  

Para cada gota dessa agua  

Mostra o um jeito de amar.

 

Toninho

21/06/2026

Grato pela visita







quarta-feira, 17 de junho de 2026

O Fio do Destino

 

Escrevendoà quinta-feira deste dia 18 de junho vem da proposta da Sylvia no seu blog onde usa a leitura de um filme Sandman, baseado neste nos deu opção de escolher um dos sete Perpetuos  ou dois ou mais, para nossa historia.  Confira em palabras al abismo


 O Fio do Destino


Jota agora entra na escola renomada. As figuras nas paredes parecem dizer: você pode. Dedique-se que balão sobe quando a gente solta. Ele vem de família simples. Estudar parece um luxo distante. Ele precisa ajudar a família, como todos os meninos da vila. Um professor vê nele o brilho. Então diz a ele uma máxima, que "Destino não é sorte, é direção".

Na sua turma de rua é o primeiro a fazer uma faculdade de Engenharia.
Na capital trabalha de dia, estuda à noite.  Às vezes questiona se era seu destino. Vê colegas desistindo. Sentiu o medo de não suportar, longe de casa. Anos depois formou-se.

 O estágio naquela mesma empresa onde seu pai trabalhava, era voltar ao ponto de partida, mas diferente. Logo fora admitido pela empresa. Agora ele seria respeitado pela função e posição de hierarquia, ainda reencontrou alguns amigos de sua infância, o que lhe facilitou adaptação.

Ele conseguiu ao longo dos tempos várias promoções e formações, assim anos depois, se aposenta dos trabalhos nas minas de minério. Mas destino não aposenta. Então começa a dar assessoria em análises técnicas, para os novos gestores com projetos de produtividade.

As vezes na varanda de sua casa lembra da frase de um professor, que dizia, que destino não tem ponto final. Olha para serra de minério onde o Sol desponta e deixa escapar um leve sorriso.

 

Toninho

17/06/2026

Grato pela leitura.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Da janela ao horizonte

 



Botandoa cabeça para funcionar um lindo projeto da Chica de todos os dias 5, 15 e 25, apresenta a imagem de uma vidraça em dia de chuva no blog sementesdiaria, onde tem links dos amigos. Confira e apoie. 

Da janela ao horizonte.


Na minha janela um rio miúdo de chuva,

Cada gotinha rabisca um verso nos olhos

Mas há vidas lá fora, onde impera o frio,

Olho pela mesa o café, penso nesta gente.

 

Ao longe pode-se ver belo dourado solar,

Que arrastando o maravilhoso arco-íris,

Acende a esperança numa aliança divina,

Com suas sete cores colorindo o caminho.

 

Minha mão toca o vidro, que está gelado.

Meus olhos presos ao arco-íris chegando,

que faz a aliança para um dia abençoado

Deus se faz presente e vem abençoando.

 

De repente um lindo sol rasga a nuvem,  

Dourado e tímido feito bênção que chega.  

No bonito varal do céu as cores sobem,  

E a esperança em para todos que achega.

 

 

Toninho

15/06/2026

Grato pela leitura



quarta-feira, 10 de junho de 2026

De volta ao passado.

Escrevendo à quinta-feira que para o dia 11 é proposto pela artesãodaspalavras, as imagens de tres janelas numa casa em um vale. 

Um chalé para repor as energias por vinte dias. Era inverno e uma névoa cobria todo vale, que se via pelas janelas do chalé. Bebeto escrevia sobre o passado deles.

Bebeto, escritor, ocupava a mesa perto do vidro. Caderno aberto, mas a caneta falhando de frio, era girada entre as mãos. Ao lado, a garrafa de vinho artesanal pela metade, era o convite.

Da Janela lateral via a Lia, chefe de cozinha, vindo da horta com três tangerinas e folhas de alecrim. Usaria as cascas no vinho quente, para afugentar a friagem. Era sua especialidade os drinks. Eles eram naturalistas.

O vinho com casca de tangerina soltou vapor na chaleira. O cheiro trouxe a infância para os dois junto da janela frontal ao vale. Bebeto apontou o vale sumindo na neblina. Lembrou da bica d’água na casa da avó.

Lia descascando outra mexerica, lembrou do fogão de barro da mãe, dizendo, que subia com feijão-verde e descia com cheiro de alho no cabelo. A mãe ensinara sobre comida de cada estação nas suas panelas de pedras.

Havia um silêncio, mas poderia ouvir o correr das aguas do regato e os cantos misturados dos pássaros. Dentro do chalé eles eram duas crianças crescidas com lembranças vivas de um passado, movidos por gostos e sabores arraigados.

Bebeto voltou ao caderno e escreveu a última linha do dia, onde dizia, que de sua volta para escrever sobre o vale, mas que percebera, que o vale sabia mais deles e escrevera sobre eles. Lia encostou a cabeça no ombro dele.

Naquela noite o jantar seria simples com pão, queijo da serra, e as cascas de tangerina fervendo com vinho, cravo e um fiapo de canela. Ele escreveria até os dedos doerem. Lia olhava para o cesto com lã, lembrando da mãe. O inverno presente. A janela translucida mostrava, que toda estação é uma poesia.

 

Toninho

09/06/2026

Grato pela leitura


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Casa de Chão Batido

Participo com a Norma de sua série de Poetando, que nesta edição veio falando de saudades no seu blog pensandoemfamília. Lá ela inspirou em Toquinho e Vinicius de Morais com a canção Por onde anda você.

Casa de Chão Batido


Tenho grande saudade mansa 
que mora lá longe numa roça, 
de uma casinha branca simples 
onde o tempo nunca apressa.

A água vinha de muito longe, 
cantando em varas de bambu, 
era fresca, descendo a grota, 
o cheiro de mato sob céu azul.

Havia aceso um fogão a lenha 
espalhava seu calor no recanto, 
Penso na cozinha sem a senha 
de um fumegante café pronto.

Casa de chão de terra batida, 
o frio agredia os pés descalços. 
lá a vida sem nenhum segredo, 
vejo o sol riscando os caibros.

A simples vassoura de alecrim 
varria a casinha com perfume. 
Deixava a casinha perfumada, 
espantava tristeza e azedume.

Hoje a vida tem muita pressa, 
o conforto de piso, e torneira
Mas a doce saudade me leva 
para aquela casa na capoeira.


Toninho

08/06/2026

Grato pela visita


sábado, 6 de junho de 2026

Direito à preguiça


Umaimagem em 140 caracteres é o desafio de nossa amiga Marina, para uma imagem com descrição em seu blog devaneiosedesvarios, com links de nossas amigas por lá.

Olhar I

No cobertor enrolado em casulo. 

O sol riscando seus fios no lençol. 

Despertador toca acorda num pulo, 

Desperta ao ver na cortina o farol.

 

Olhar II

Raios solares passam pela vidraça, 

Bordando de luz o homem casulo. 

Que dorme embalado pela cachaça, 

Ainda bêbado logo acordará fulo.


Toninho

06/06/2026

Grato pela visita