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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Quanto custa esta paz?

 


Participação no Desafio literário do mês de Outubro do blog panografia do nosso amigo Sandro , que pede para que fale da paz em poesia. Conheça e participe.


Quanto custa esta paz?


Quando custa errar pelo caminho,

viver indelével sina com cicatrizes,

que sangram pela ação de espinho,

dura a vida a colher dias infelizes.

 

Mas o cantar de pássaro no jardim,

adorna o amanhecer estes cantores.

Vem toda paz esculpida no marfim,

como unguento desfazer dissabores. 

 

A paz que busco, vem como sereno

no depositar sobre pétalas gotículas

ali adormecidas, o que me faz pleno,

a cada dia sereno na minha edícula.

 

Quanto custa envolver-se numa paz,

quando o coração acelera tão aflito?

Deixar-se levar ao que lhe faz capaz,

dignar-se da calmaria de seu espirito.

 

Toninho

19/10/2020 


Grato pela visita.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Terra ferida.

 


Uma imagem em 140 caracteres a BC de toda sexta-feira projeto de nossa amiga Marina com oferecimento de uma imagem aqui devaneiosedesvarios conheça e participe e veja nossos amigos lá. Abaixo a imagem com minhas tres versões ou olhares.


Versão I


Queria plantar na terra em torrão.

olhou para o céu, clamou a piedade.

Viu nuvens negras com elas trovão,

terra molhada cheiro de fertilidade.


Versão II


Não existe o meio-termo no sertão.

Sol trinca a terra, tudo é tristeza.

A chuva retira sementes do chão.  

Só o mandacaru aflora sua beleza.  


Versão III

Parecia infindável esta seca severa.

Os grãos sufocados na terra ferida.

Um Angico resiste, cobre a tapera.

Onde o sertanejo sonha com comida.


Toninho

16/10/2020


Ilustração Mandacaru


Angico e tapera.



Grato pela visita.

Chica estamos com 
você e Kiko
Tudo vai ficar bem.




 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Flor delicadeza.

 



Botando a cabeça para funcionar a BC da Chica de todos os dias 5, 15 e 25. Confira e participe aqui: chicabrincadepoesia



Vejo a velha casa no fim da rua.

onde um arbusto era a sentinela,

sem sombra nem fruto coisa nua,

com apenas um galho a sair dela.

 

É sempre pela Primavera a cena,

o arbusto florido chama atenção,

outrora o via com olhar de pena,

que agora vive a transformação.

 

As flores vermelhas sobre a grade,

a casa abandonada mora solidão,

das grades que viram a maldade,

motosserra faminta pela podação.

 

Hoje com flores vermelhas vivas,

é uma resposta da mãe natureza.

Quem passa lembra as tentativas,

para morte da arvore delicadeza.  

 

Toninho

15/10/2020


terça-feira, 13 de outubro de 2020

Espirito de Liberdade

 

Recordando Papillon


Desafio 222 vindo de Portugal:

Encontre pelo menos 10 palavras que usem estas 3 letras: VRT.

Que texto sugere se essas 10 palavras aparecem à distância de 5 palavras novas pelo meio no texto? Abaixo minha participação.


Espirito de Liberdade

Sonhava todos os dias como atravessar as imponentes muralhas do presidio Gravatá. 

Vivia inquieto entre quatro paredes. Cultivar um comportamento ingênuo de uma avestruz, contradizia seu espirito libertário de aproveitar cada dia da vida alegre livremente. 

Queria sempre viver suas loucas aventuras. Não fosse o seu jeito destravado, poderia afinal ter conseguido seu livramento, que permitiria fazer a sonhada travessia.  

Porém regrediu ao espancar um travesti.  

Ainda assim conseguiu fugir numa Corveta. 

Mas acabou capturado no caribe.


Toninho

12/10/2020 

Grato pela visita. 

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Uma corrente de orações pela saúde do Kiko da Chica

 em procedimentos médicos  sobre cálculo renal.

Deus no comando Chica .

Tudo vai ficar bem.

Acalme!

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Lembrança de outono.

 

Desafio de Outubro de nossa querida amiga Marta Vinhais de nosso querido Portugal, trouxe como proposta este mês a imagem abaixo para livremente inspirarmos. confira lá nossos amigos como inspiraram. Abaixo a minha para vocês com um certo atraso dos demais. Veja aqui Escrever com amor


Com coração relegado ao abandono,

pelos caminhos que prolifera o mal,

carrega no peito a dor neste outono,

sem o aconchego a vagar pelo olival.

 

Quem viveu de nobre belas emoções,

abriga-se à arvore o corpo cansado,

os filhos inocentes sofrem as sansões,

de uma rainha de coração malvado.

 

Vive momentos duma perseguição,

sem encanto perde-se na esperança.

Os pés cansados clamam na unção,

que possa leva-la voltar à França.

 

A noite com o seu manto faz medo,

coração aos pulos segue pelo atalho.

Na vigília da Lua cheia no vinhedo,

na luz, que conforta como agasalho.

 

Toninho

06/10/2020   


Hoje a minha Itabira-MG completa 172 anos

09/10/1848




Grato pela visita