segunda-feira, 25 de maio de 2026

Joaninha motoqueira.

 

BC-Botandoa cabeça para funcionar um projeto de todos os dias 5,15 e 25 criado pela Chica junto com seu neto, postando uma imagem para livre inspiração no blog sementesdiarias. Confira e participe em comentários ou postagem.

Joaninha motoqueira.


Vi uma Joaninha de capacete  

Montada na motoca a acelerar  

Com as sete pintas no colete  

Na balada do jardim vai dançar.

 

Tem linda capa vermelhinha  

Contra o vento vai a passear  

Buzinando para formiguinha  

Que foge assustada do lugar.

 

É pequenina, mas tão ligeira  

Cortando o campo sem temer  

Numa motoca companheira  

Faz até o chão estremecer.

 

Se chover, ela vai abrir a asa  

Sempre tenta com o guidão  

Pousa na flor como sua casa  

É o fim de uma nova emoção.

 

Toninho

25/05/2026

Grato pela leitura.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Poetizando com uma só letra- Z

 

Poetizando com uma só letra um desafio de nossa amiga Gracita no seu blog sonhosepoesia, poetizando todo o alfabeto. Com a letra Z fechamos esta proposta desafio. Parabéns Gracita pela ousada proposta com sucessos. E parabéns a todos os amigos, que aceitaram a proposta e concluiram o ABC.


Zoada zombeteira.

Zéfiro zombeteiro  

Zanzando ziguezague.  

Zelador zela  

Zimbro zelosamente.  


Zodíaco zune,  

Zarabatana zumbe.  

Zabelê zangado?  

Zagaia zumbindo zarpava


Zoeira? Zero.  

Zenaide zomba Zeneide

Zenaide zomba  Zezé.

Zacarias, zelador zangado.


Ziguezagueava zuando zona.

Zacarias zarolho,

Zum-zum zumbindo, zanzava zen.

Zebra zombeteira zombava,


Zangão zumbia, zoada zunia.

Zeus zangado, zagaia zarpou.

 

Toninho

22/05/2026

Grato pela leitura 


Tem poesia nova lá no outro blog: poemaeolhares


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Escrevendo às quintas-feiras

 
O Projeto escrevendo às quintas nesta semana sob coordenação da Campirela, pede que falemos das ausências em qualquer estrutura de texto. Conheça e participe lendo os amigos. 

Café matinal.

Destravei a porta da casa da vó depois de dois anos. O pó cobria tudo, menos a memória. Fui direto para a cozinha. Ela estava vazia, fria. Abri a janela e o vento mexeu numa cortina amarela que ainda tinha manchas de mofos.

 Sem pensar, coloquei água para ferver. Peguei a cafeteira velha dela, aquela de alumínio amassado. Quando o pó de café caiu na água quente, o cheiro subiu.

E aí ela voltou, pude sentir seu cheiro, seu arrastar de sandálias. Não em corpo. Em jeito. Senti a mão dela tocando meu ombro, enquanto eu, criança, esperava o pão de queijo sair do forno. Ouvi o “tá com fome, Fiotim? ” Era assim que ela me chamava por ser o neto mais novo.

 O vapor embaçou meus óculos. Quando limpei, vi minha mão sozinha segurando a xícara. Mas na mesa havia duas. Tomei o café devagar. Quente, forte, com pouco açúcar. Do jeito que ela dizia que “para sentir o sabor do bom café”. 

 Por tempo fiquei ali naquele transe da presença da minha avó. Antes de ir, lavei a xícara dela também.

Lá fora, o pé de manjericão que ela plantou ainda vivia. Passei a mão e trouxe o cheiro comigo. A casa continuou vazia. Mas eu saí cheio da sua ausência sentida.

 

Toninho

19/05/2026

Grato pela leitura.


domingo, 17 de maio de 2026

Tardes perfumadas

 





A Chica com a frase abaixo nos convida  no seu blog sementesdiarias, a inspiração livre;

“Haviam vários cravos perfumando o jardim...”












 Abril chegou e passou sem avisar,  

Haviam cravos perfumando o jardim.  

Aquele vermelho espalhado pelo ar  

Quando todo meu silêncio fala enfim.  

 

Nas tardes mansas, o vento dançava,  

Haviam cravos perfumando o jardim.  

Em cada suspiro o desejo acelerava  

Adorava aquele perfumar sem fim.  

 

Hoje sobre o jardim vazio, tarde cai,  

Inexistem cravos perfumando o jardim.  

Nossa casa é a mesma, mas não mais:  

Encontro cheiro de flor, falta de mim.


Neste fim de tarde a cadeira vazia,

Vermelho no ar, um cheiro que pesa.

Caminho sobre pétalas adormecidas

É a tal melancolia na noite que vem.


Toninho 

17/05/2026

Grato pela visita 


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Escrevendo à quinta_olhar de volta

 

Participando do projeto Escrevendo à quinta-feira 14 de maio, que nesta semana foi coordenado e inspirado pela Monica, que apresentou uma obra (Walt Whitman) e frases para escolha como inspiração para a criativa da historia.

Escolhi a frase: Eu me celebro e me canto, e o que eu presumo, você também presumirá, porque cada átomo que me pertence, pertence a você.

Aquele homem chegou na serra com pressa e laminas afiadas do ferro. Derrubou arvores, cercou cada metro do terreno, calou a cachoeira, matou e comeu os peixes. Caçou e matou os passarinhos. Achou que mandava em tudo, se sentia poderoso com aquele motosserra. Mas a terra ensina devagar.

Dona Iracema viu o rio virar fio. Viu o chão rachar. Uma madrugada, sentou na pedra fria e olhou para o morro pelado. Não com culpa. Com saudade do verde que ela ajudou a sumir. Foi aí que entendeu: *eu me celebro e me encanto com olhar na natureza*. Não quando exploro. Quando observo. Quando deixo ser.

No outro dia plantou um ipê. Só um. Regou com o resto da água e com paciência. Falou com ele. Os vizinhos acharam que era loucura de velha. Mas o ipê vingou. Floresceu lindamente amarelo num ano de seca. Chamou abelha. Abelha chamou flor. Flor chamou chuva. 

Hoje Dona Iracema não permitiu cercar mais nada. Ela anda descalça. Põe a mão na terra e escuta. A cachoeira voltou a cantar, baixo, mas cantou. A natureza não perdoa nem condena. Ela responde. E quando a gente olha para ela de verdade, sem querer tirar, ela olha de volta. Aquele homem hoje vive nesse olhar de encantamento, a gente se celebra e cantamos aquela canção que fala de alegria e liberdade em sintonia com a natureza.

 

Toninho

11/05/2026

Grato pela leitura


domingo, 10 de maio de 2026

Xiitas xenofóbicos.

 

Poetizandocom uma só letra um desafio de nossa amiga Gracita em seu blog sonhosepoesias, que nesta semana usa a letra X. Confira lá os participantes neste dificil desafio em fase final. Abaixo minha simples participação para atender ao convite da Gracita.



Xiitas xenofóbicos.

 

Xamanista xeretava Xexelenta

Xisto xingava Xexéu

Xexéu xerocava xilogravuras

 

Xangô xingando xerife

Xênia xale xadrez

Xeretava Xangai xepeiro

 

Xisto Xenia  Xexéu

Xadrezistas  xenofóbicos xingavam

Xerife xiita xilindró.

 

Toninho

10/05/2026

Grato pela leitura