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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Olhos de rubi.





















Eu te vi e estava linda no organdi,
ali enlacei teu corpo transparente,
os teus lábios tremiam docemente,
os toquei com suavidade do colibri.

Nossos corpos já confortavelmente
aninharam-se sob teu olhar de rubi.
Como lava básica ardi e apaixonei,
vivi no teu corpo um amor ardente.

Cada parte do teu corpo suspirava,
todos teus poros fluíam óleo sedutor,
o meu coração batia como aldrava.

Da janela veio o vento com frescor,
vi era a madrugada, eu alucinava.
Olhei-te. Como a pedra vê o escultor.

Toninho.

21/10/2017

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