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sábado, 25 de novembro de 2017

Lucas o vigilante.


Botando cabeça para funcionar um projeto da Chica e seu neto Neno, para uma imagem escolhida e inspiração livre. Acontece todos os dias 5,15 e 25, conheça e participe aqui: chicabrincadepoesia. A imagem de hoje:


Conhecido como Lucas o vigilante aprendeu com os pais desde criança, que na vida é preciso ter coragem e garra para sobreviver. Cresceu junto aos pais naquele mangue, pisando na lama negra donde tiravam os mariscos e pescava no pequeno riacho o sustento da família e o excedente comercializava na pequena ilha.

Lucas aprendera a amar, defender e preservar aquele mangue, que lhes dava o suficiente para sobreviver. Assim que com seu pobre barco feito por eles patrulhava a região sem nenhum apoio de órgãos fiscais, que raramente passavam por lá para fiscalização somente no período do Defeso confiscando as redes e dispositivos de pesca dos infratores. E sempre elogiavam Lucas ao vê-lo naquele ambiente hostil na vigilância.

Lucas conhecia todos os caminhos do mangue, sempre admirava a semelhança com uma janela, as saídas para o mar, que ele dizia ser como uma porta para o Céu, onde sempre se benzia após navegar sob aquelas arvores negras retorcidas na águas escuras. Sempre se encantava com a beleza daquela imagem a sua frente.

Numa tarde ao sair de uma das portas do Céu, avistou  uma lancha bonita com pessoas bem vestidas, receoso e incomodado percebeu, que a lancha se dirigiu ao seu encontro e encostou junto ao seu pequeno barco. Era o diretor da fiscalização, que veio pessoalmente lhe comunicar que seria nomeado e remunerado como fiscal oficial do mangue, com oferta de um barco equipado. Deixou cair uma lagrima aos ser abraçado pelo diretor e fiscais.

Voltou feliz puxando seu novo barco ao passar por uma das portas do Céu, abriu os braços soltou um grito agradecendo ao Senhor, foi tão alto, que na ilha os pais ouviram assustados e viram quando ele se aproximava com um sorriso radiante, e amarrava dois barcos, sendo que um bem bonito parecido com o dos fiscais. Sem nada entender, correram para encontra-lo. Informados sobre a visita surpresa do diretor do Conselho de Proteção Ambiental, sorriram e ali ajoelhados e abraçados agradeceram aos Céus.

Toninho
25/11/2017

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domingo, 19 de novembro de 2017

A calma.















Já os pássaros de regresso aos ninhos.
O sol com seus raios na colorida fusão,
afasta-se da cidade aos sons dos sinos.
Som da Ave Maria vem com emoção.

Ajoelha-se um simples e feliz cidadão,
silencia em reverencia ao espetáculo,
diante tanta beleza do Pai da criação,
no mágico instante vê-se no cenáculo.

De pé, abre os braços amplia a visão,
ao longe a cidade reflete-se nas cores,
agradecido entoa uma velha canção,
que aprendera para amenizar dores.

Calam os sinos silencio dos pássaros,
a buzina estridente estresse da noite.
com paciência segue leve seus passos,
ainda embevecido com todo o deleite.

Toninho.

19/11/2017

Inspiração para o projeto da  Professora Lourdes  de todos os domingos, com uma imagem para encantar e poetizar. Confira e participe.


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Feliz semana
na calma
para você