Escrevendo as quintas desta semana foi idealizado pela Maria José em seu blog Maria José Moreno o tema é objetos com memória.
Era uma vez um relógio de bolso antigo,
herdado de meu pai, que herdara de meu avô, que eu nunca conheci. Ele tinha um
estojo de prata. Na tampa ostentava uma locomotiva, coisa de mineiro. O mecanismo
ainda funcionava, mesmo depois de tantos anos.
Sempre que eu olhava para o relógio, me lembrava das histórias que meu pai e minha mãe contavam sobre meu avô, um aventureiro que viajou pelo Brasil sempre usando locomotivas. O relógio parecia guardar memórias suas, como se fosse um portal para o passado.
Certa vez vi meu
pai, olhando para o relógio com uma certa ternura e ouvia a música El reloj,
que seu pai gostava de ouvir e eu menino passei a cantarolar aquela música,
como faço até hoje.
Um dia, enquanto eu o segurava na mão,
senti uma energia estranha. De repente, fui transportado para uma tarde
ensolarada numa plataforma de estação, lá esperava por meu avô. Quando o trem
apitou na curva, fiquei atento e logo o encontrei sorridente. Segurando o
relógio olhou as horas e me disse: "O tempo é precioso, mas as memórias
são eternas."
Este relógio se tornou mais do que um
objeto; era um elo com o passado, um lembrete de que as pessoas que amamos
nunca se vão, se mantivermos suas memórias vivas em nós.
Toninho
18/02/2026
Grato
pela leitura
Apenas uma ficção.


Amigo Toninho, bom dia de Paz!
ResponderExcluirMesmo como ficção, o tal relógio um.dia existiu...
Meu pai tinha um e meu filho ficou com ele. Original, valioso nos dois sentidos.
Imaginemos ser o seu também.
Ficou original seu conto.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Que lindo,Toninho!
ResponderExcluirPara uns, um objeto. No entanto, para ti, esse relógio é cheio de vida e histórias! Adorei tua história!
abração, tudo de bom,chica
Me gustó mucho tu historia, en verdad ese reloj sentía el aroma y la fuerza de tu padre.
ResponderExcluirLa magia perdura en el recuerdo.
Un saludo feliz día.
Sentimos a nuestros parientes por los legados que nos dejan... yo lo siento con los pendientes de mi abuelo. Un texto muy sentido. Saludos
ResponderExcluirBom dia Toninho,
ResponderExcluirUm conto lindo, muito bem contado, que me comoveu pela saudade que me assolou.
Mesmo aqui em frente, um pouco escondido pela tela, tenho o relógio de bolso de meu avô, que me minha mãe me ofereceu.
Tive uns avós maravilhosos e meu avô um homem muito especial e muito à frente no seu tempo.
Passados tantos anos ainda tenho muitas saudades deles.
Muito obrigada pelo seu conto que me avivou, neste momento, gratas memórias.
Beijinhos e muita paz.
Emília
Hola Toninho, hermosa y cálida historia escribiste me ha gustado mucho y coincido totalmente con tus palabras finales que las personas que amamos nunca desaparecerán mientras mantengamos vivos los recuerdos.
ResponderExcluirUn abrazo.
PATRICIA F.
Boa noite, Toninho.
ResponderExcluirUm conto Belíssimo e comovente que me tocou, pois herdei da minha avó materna, minha madrinha, um relógio de pêndulo .
Sempre que batem as horas batem as saudades dela e da minha mãe.
Obrigada por este momento de excelente leitura que me fez viajar no tempo , voltando as saudades das duas pessoas mias importantes na minha vida.
O som musical está em total sintonia com o texto.
Beijinho e ótima noite com paz e saúde.
Siii,los relojes son grandes tesoros , que los antiguos, adorábamos sentir. Ese objeto que hoy los jóvenes no entienden su significado y el honor que era recibirlo... hoy todo es pasajero, parece no haber tiempo ni pasado.
ResponderExcluirQué bella historia, Toninho, conmovedora y cálida. Un gusto leerte. Gracias por compartirla
ResponderExcluirOlá, querido amigo Toninho, eu adoro essas antiguidades, tenho um relógio desses na parede
ResponderExcluirda minha sala, com outras coisas antigas, e dou um valor enorme! Quantas histórias trazem!
Adorei ler a história do relógio, e quando são de nossa família, mais lindo se torna!
Um feliz fim de semana, amigo, aplaudo daqui!
Beijos, saúde e paz.
Hermosa historia, llena de nostalgia y recuerdos...Lastima que cada vez más, el reloj de pulsera al igual quee los antiguos de bolsillo, estan desapareciendo con el uso del celular...hay cosas que la tecnologia se esta encargando de eliminar, pero no podrá haceerlo con los recuerdos...bello refran dejó el abuelo..Bss
ResponderExcluirBuenas tardes Toninho, me ha parecido profundamente emotivo y lleno de nostalgia, cómo convierte un simple reloj en un símbolo de memoria, herencia y amor familiar. No es solo un objeto antiguo, sino un puente entre generaciones, un latido constante que une pasado y presente. La escena del andén me resulta especialmente conmovedora, casi mágica, y la frase final resume muy bien la esencia del relato: el tiempo pasa, pero los recuerdos y quienes amamos permanecen en nosotros.
ResponderExcluirPrecioso.
Un abrazo y feliz fin de semana
Olá amigo Toninho! Sempre inspirado nos presenteando com lindas poesias, escritas com o coração de um grande poeta. Parabéns! SELINHO ACEITO- LINQUE E DESCRIÇÂO DO Blogger do Toninho. Este linque é da modesta postagem que fiz divulgando seu blogger e o seu selinho. Foi a primeira da séria selinhos oferecidos selinhos aceitos. Abraços amigo!
ResponderExcluirHola Toninho,
ResponderExcluirUn relato de evocación que me resulta muy original y, a la vez, cierto. Gran capacidad la de ese reloj que nos conecta con un abuelo al que nunca conocimos. Y creo que esas cosas suceden, gracias a mi padre conservo algunas cosas de mi abuelo, al que él no conoció, ni yo tampoco claro. Pero nos quedaron retazos de su vida y lo suficiente como para saber cómo era.
Un saludo.
Olá Toninho,
Uma história de reminiscência que considero muito original e, ao mesmo tempo, verdadeira. Esse relógio tem uma capacidade notável de nos conectar a um avô que nunca conhecemos. E acredito que essas coisas acontecem; graças ao meu pai, ainda tenho algumas coisas do meu avô, a quem ele nunca conheceu, nem eu, claro. Mas temos fragmentos da vida dele, o suficiente para sabermos como ele era.
Atenciosamente.
Um relógio que remete ao passado. Interessante.
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