Em especial às minha amigas blogueiras e professoras.
Uma simples homenagem às professoras de todo o
país, que mesmo sem valorização perseveram na missão de fazer do país uma
grande nação. ************************************************************ ***************************************
Numa
cidade do nordeste na sexta-feira à noite o casal discute, sobre que fazer para o almoço
de domingo. Normalmente bebericando cachaça com tira gosto. Almoço mesmo só lá
pelas 3 horas da tarde já com as cabeças em maresia. Às vezes ele ainda assiste
o primeiro tempo do jogo da televisão se for o Flamengo, outras ele se joga
pesado numa rede, sono profundo com roncos de trator.
Sem
chegar a um consenso, na manhã de sábado o marido saiu para a feira que fica atrás
do mercadão. Lá bebeu umas doses de cachaça e resolveu comprar fato, tripa e
bucho, colocou tudo na sacola e saiu cambaleando para casa. Em casa a mulher se
estressou com aquela cosia suja para preparar, temperar para domingo. Cansado ele
bêbado se jogou numa cama e desligou-se do mundo. A mulher com raiva juntou
tudo aquilo e jogou dentro da geladeira sem nada fazer.
No
domingo bem cedo, a mulher levantou e o viu estirado na rede. Então foi para o
mercadão e para facilitar seu domingo, decidiu comprar uma galinha assada que
vem acompanhada de um saquinho com farofa, então ela faria apenas arroz, feijão
e salada de alface com tomates e cebolas e não perderia seu domingo com umbigo
no fogão.
O
marido acordou próximo do meio dia. Procurou logo a cachaça para abrir a sessão
de bebedeira em companhia da mulher. Na sua mente se imaginava aquela buchada¹ suculenta
com pirão e pimenta fresca amassada com azeite. Ligou a vitrolinha comprada na
feira de produtos do Paraguai. O gosto musical variava com Roberto Carlos,
Nelson Gonçalves, Zezé de Camargo e Mariano e alguma de forró do velho Luís
Gonzaga.
Quando
já tinha tomado um bocado de cachaça, ele gritou pedindo um tira-gosto de bucho,
para a mulher que tinha ido olhar as panelas no fogão. De longe ela gritou que
não tinha preparado o bucho, pois estava cansada. Aquilo soou como uma bomba no
ouvido dele. Ainda gritou que só tinha uma galinha assada, que não poderia ser
cortada antes do almoço. Neste instante o homem virou bicho do mato. Furioso e
aos berros, o homem parecia possesso do cramunhão² e a xingava de miserável e tudo
quanto era nome feio e a chamava de filha duma vaca magra. Mas ela nem ligava e
cantarolava junto com a vitrolinha, o que o deixava ainda mais furioso no
terreiro.
Assim
bêbado e furioso ele ameaçou para a mulher:
-
Sua vaca não pense que você ainda fazer tira-gosto para seus pariceiros³, pois
eu te arrebento e levo o fato, a tripa e o bucho e jogo tudo no riacho para os
peixes, sua filha de uma peste.
Neste
instante um vizinho que ouvia tudo, imaginou que o homem mataria a mulher e
arrancaria seu bucho e assim, invadiu a casa pela cerca que os separava, chegando
à cena da briga com respiração ofegante, muito assustado. Foi então que ele
caiu numa gargalhada ao ver seus vizinhos num estica e puxa disputando uma bacia
cheia de fato, tripas, com já com um cheiro nada agradável e saiu de fininho
pedindo desculpas.
Toninho.
27/09/2013
Bom fim de semana com um pouco de humor.
Notas
¹
Buchada: Bucho, fato, tripa: diz-se do estomago do mamífero no caso bovino.
²
Cramunhão: Satanás, diabo, capeta. Belzebu. O coisa ruim.
³
Pariceiro: Corruptela de "parceiro", porém usada em sentido
pejorativo, termo usado mais pelo nordeste.
“Outubro
Rosa é um campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês
de outubro dirigida à sociedade e as mulheres sobre a importância da prevenção
e do diagnóstico precoce do câncer de mama.”
Historia:
“O
movimento começou a surgir em 1990 na primeira Corrida pela Cura, realizada em
Nova York, e desde então, promovida anualmente na cidade. Entretanto, somente
em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos,
começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença,
escolhendo o mês de outubro como epicentro das ações. Hoje o Outubro rosa é
realizado em vários lugares”. (Historia: fonte Google)
Comentário:
Pelo
segundo ano vejo no blog da Severa
Cabral sua entrega literal na campanha contra o câncer de mama, então convoco
todos em unicidade, divulgar e incentivar as pessoas que amamos, para os
devidos e necessários exames das mamas. Como formiguinhas vamos nesta corrente,
fazer conscientes todas as mulheres deste país, sejam lá onde elas estiverem.
Vamos cobrar das autoridades, entidades e estado uma participação efetiva
facilitando transportes em deslocamentos de profissionais e multiplicadores
àquelas mulheres esquecidas em favelas, guetos, brejões e caatingas.
Que
as várias religiões espalhadas pelo país assumam este papel de resgate de vidas
e façam sua parte criando multiplicadores para ingressarem neste exercito de
combate ao câncer, que tem ceifado vidas e mais vidas na sua ação fulminante.
Nós
como blogueiros façamos nossa parte com divulgação desta bem como do seu símbolo
em destaque na pagina.
Acredita-se,
que assim procedendo, possamos num futuro próximo colher números menos
assustadores nas estatísticas, que possamos deixar de contabilizar amigas e
parentas mortas por esta doença. Assim então podemos viver um Outubro cada vez
mais rosa, com a alegria estampada no rosto de cada mulher neste grande país.
Aconteceu num verão. Foi
numa praia esquecida do continente, onde o mar se vestia de azul tocando o céu
na mesma tonalidade, os coqueiros balançavam suas folhas na dança do vento,
quando aquela figura veio deslizando sobre a areia, cheia de graça e encantos,
que por instante o vento, as aguas pararam para reverencia-la. Não me sai do
pensamento aquela mulher vinda do reino de Tupã, com suas tranças negras caídas
sobre os ombros deixando à mostra a beleza de seus seios. Para um pescador seria
a Sereia protetora em noites traiçoeira do mar.
Em volta nada além das
aguas, os coqueiros e um farol como testemunha. Eu ali estático admirado sem
encontrar palavras, que descrevessem a beleza daquele lugar paradisíaco, quando
ela se aproximou e tocou minhas mãos. O meu corpo gelou por instante na contra
mão da emoção. Então ela pousou dois dedos sobre meus lábios e assim nos
deixamos levar num longo beijo. Juntos naquele lugar de magia, os deuses em
festa, uma chuva fina de verão caiu sobre nossos corpos, como um ritual de
batismo para consolidar uma união ao mar.
Quando a emoção estava
no frenesi de uma dança sob a chuva, uma onda de agua fria tocou meus pés e me
tirou do sonho lindo e profundo deitado nas areias brancas daquele lugar, que
hoje ao ver a imagem daquele casal pela praia, um filme invadiu meus olhos e
pensamentos, para reviver uma linda historia de amor, que com o tempo acabou.
Mas que deixou a certeza, que o mais importante é à emoção que sobrevive.