sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Se o amor se vai.











Quando
Perdi
O bem,

Tudo
Ficou
Ermo.

Sonhei
Todas
Noites,

Como
Poder
Trazer

Para
Junto
De mim.

Esta
Mulher
Que fez,

Minhas
Noites
Belas.

 
Toninho

Inspirado na cadeia de Mindim “Te perdi” da poetisa Menduiña postagem de Facebook em 09/10/2012.
Para conhecer  a estrutura entender aqui: http://mindimlunadiprimo.blogspot.com.br/

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Lábios que beijei.











Lábios murchos, ausentes dos teus.
Um beija-flor em mata queimada,
Ilude-se no mel na flor ressecada.
Procura malograda do gineceu.

Deixo-me levar neste momento,
Como encontrar a rima do poema,
Para falar da boca que ora teima
Beijar outra boca no esquecimento.

O que resta são estes versos tortos.
Os lábios que sangram ressecados,
Solfejam o poema triste e mouco.

Sem vida um barco sem porto,
Ancorado de lembranças do passado,
Como a menina na hora de um aborto.

Toninho.
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Da série apenas uma isnpiração. 
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Amanhã dia 17/10 temos mais um encontro

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Seres iluminados







Quem são eles?




São seres iluminados em missão,
especial forja para usinar mentes,
a árdua tarefa em pequenas mãos,
dotar o poder da escrita corrente.

São os abandonados pelos gestores,
mas não perdem o toque motivador,
para formar todos os futuros doutores,
movidos de especial dom acolhedor

São formadores de opinião pela vida,
acúmulos de pesados fardos do oficio.
E assim se fazem de pais na guarida
em acolher vidas com todo sacrifício.

Então, quando enfim o dia termina,
aflora um orgulho que ecoa no peito,
explode um grito que liberta e fascina,
E assim que ele clama por respeito.

Toninho.   
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Com meu carinho e todo respeito a todos que se doaram e doam suas energias para a arte de ensinar.
Meu terno abraço com toda admiração.

sábado, 13 de outubro de 2012

Eu só queria ser uma criança.










Ah, como queria voltar no tempo,
Viver a liberdade numa dança.
Neste sonho de ser uma criança,
Voando pelas serras como vento.

Queria nos pés o afago da terra,
Que na chuva exala um perfume.
Com meu barquinho de costume,
Menino marinheiro sem guerra.

Feliz da vida para casa regressa,
Inventa mentiras nova promessa,
E livrar-se da bronca costumeira.

Assim inventa a sua felicidade.
Menino no encalço da felicidade.
Pois assim é feliz, à sua maneira.

Toninho
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Para fechar esta semana em que nos
permitimos uma volta mais intima
aos bons tempos de criança.

E ainda com muita alegria me encontro lá na Confraria da Soninha:

http://confrariadasoninha.blogspot.com.br/  voce vai gostar de lá. Vá.
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Na minha postagem de ontem numa blogagem coletiva sobre tempo de criança foi observado que ela não aparecia nas atualizações.Infelizmente a plataforma blogger anda tirando o sono da gente. Mas vamos por aqui.

Meu terno abraço a todos vocês.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Meu tempo de criança








 






“Toda vez que a tristeza me alcança
 O menino me dá a mão
 Há um menino
 Há um moleque
Morando sempre no meu coração”. 
M. Nascimento.











Filho de pais simples e pobres de uma cidade do interior de Minas nasci e vivi minha infância num bairro operário. O quintal era o meu quartel general onde criava os brinquedos para brincar, criava pássaros e animais domésticos. As brincadeiras eram muitas e a rua era um campo aberto onde tudo se fazia sem os perigos atuais. 


Nossas bolas eram feitas com as meias furadas cheias de retalhos, criava o próprio carrinho com latas de conservas e jogava bolinha de gude.












Tinha horário para tudo, mas o da escola era sagrado, pois todo menino daquele bairro sonhava entrar para o SENAI da Cia Vale Do Rio Doce que remunerava para formar profissionais imediatos e eu consegui esta vitoria. As famílias eram numerosas e a garotada fazia festa nas ruas e adorava brincar quando chovia criando seus barcos de papel os colocando na enxurrada. Algumas brincadeiras as meninas se juntavam, mas os clubes de bolinhas eram famosos. 


Mas toda criança tinha deveres domésticos como molhar a horta, alimentar as criações e varrer terreiro. Fui uma criança feliz viciada com futebol, responsável com os estudos gozava de ótima sociabilidade. 











Hoje esta criança me resgata em momentos que preciso para seguir a longa jornada, então chuto bolas de meia e teco as bolas de gude para amenizar e espantar os problemas com minha euforia e sem duvida da felicidade sigo cantando as velhas canções de rodas que me embalam para uma vida feliz.











 

Nunca permita que morra a criança, que precisa gritar dentro de você.

Toninho.

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Um breve relato da minha infância para uma proposta de blogagem em homenagem ao dia das crianças, idealizada pela querida amiga Beth_lilás do blog,  Visitem.