quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Encantadora de palavras.




Foto Google.




Encantam-se súditas palavras,
Com leve toque de seu cajado.
A pastora de versos certos
Arrebanha poema desgarrado.

Cada suspiro dessa escritora,
Reveste-se de impar beleza,
Vem Deus na ação criadora,
Coloca suas mãos com certeza.

Vive pelo jardim em harmonia,
Nobre poetisa como jardineira,
Poda versos floresce a poesia.

Cascata de poesias na sua galeria,
Inspiração que rompe fronteira.
Assim, perpetua em sua magia.

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Homenagem à amiga poetisa Tânia Meneses do Recanto das Letras, mas que se aplica a muitas que sigo e leio pela blogosfera.
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Toninho.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Crime na escuridão.













Morte na escuridão.

Foi numa noite chuvosa com raios e trovões na cidade pé de serra. A presença de minerais faz com que lá os raios sejam intensos. Coisa de dar medo com a sequência de trovoadas vibrando as janelas das casas. Rua deserta com enxurrada parecendo rio. Por um momento a cidade ficou numa escuridão, após um raio riscar o céu descendo á terra. Com o apagão os sons da natureza se fizeram perceptíveis. Ouvia-se com nitidez o som das águas sobre objetos no quintal. Em meio à fúria da natureza, ouviu-se um grito vindo do fim da rua. Naturalmente devia ser alguém a correr e procurando se esconder da chuva, que não cessava. 

Com o fim da chuva e retorno da energia elétrica, a vizinhança logo procurou empurrar as águas, que acumularam nos alpendres das casas, que eram curtos e com parapeitos, onde as crianças e mesmo adultos gostavam de sentar para conversar e ou namorar. Neste instante alguém gritou, sobre a presença de um morto próximo à garagem da ultima casa. Foi correria geral, mas não era gente conhecida. O sangue e água se misturavam, pela calçada. Uma vizinha cobriu o corpo com um lençol. Podia se ver perfurações de balas de arma de fogo. Todos estranharam não ouvir o tiroteio, pois se notava pelo sangue, que era coisa bem recente.

Junto ao cadáver, uma tampa das baterias de controle remoto e duas baterias pequenas, além das capsulas de calibre 32 foi, que foram recolhidas pela policia técnica. Os moradores em depoimentos negaram ouvir sons de arma de fogo alegando a ocorrência de muita chuva com fortes trovões naquela noite além da falta de energia. 

Pelas perfurações excluía a hipótese de queima de arquivo com execução, pois as balas atingidas ao corpo, não foram direcionadas à cabeça. Não poderia ser assalto, pois a perícia encontrou relógio no pulso e carteira com algum dinheiro e um celular no bolso do defunto. Então diante das evidencias, direciona-se a investigação para roubo, perseguição e morte do ladrão. A polícia com as evidencias e material colhido, estava convicta, que o criminoso era da rua, vitima de assalto à residência durante o apagão, viu o assaltante e o perseguiu, recuperando o aparelho, mas ficando para trás o controle remoto. 

Sigilosamente a policia conseguiu o mandato de busca nas casas próximas. Assim nas incursões em uma delas observou que o aparelho de DVD estava com o controle remoto sem tampa e sem baterias. Diante da coincidência, fizeram uma busca no quintal daquela casa e encontrou no meio da bananeira, o revolver calibre 32 com três balas deflagradas. Mas as pessoas presentes na investigação, afirmaram que não sabiam de nada sobe aquela arma. O caso foi levado para o delegado titular para prosseguir com inquérito e intimações dos suspeitos.

Toninho.

Exercício: Criar um conto policial:
 -Criminoso
- como crime se deu 
- causas

sexta-feira, 27 de julho de 2012

As estações.






Foto Google.







As estações.

O coração não entende de estações.
Mas sente o perfume da primavera,
Quando enfim brotam as emoções,
Alimentos dos sonhos em aquarela.

Chuva fina que a terra molha,
Brotam belos botões no jardim.
Vejo colibris na dança lá fora,
Lindo baile da natureza por fim.

E sofre o jardineiro no outono,
Olhar flores mortas pelo jardim,
Como vidas se apagam num sono,
Fragmentos da saudade sem fim.

Quatro estações que giram a terra.
Vários sentimentos na mudança,
Mas que o perfume da primavera,
É que mais nos afaga a esperança.

Toninho.
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Um bom fim de semana com alegria e paz.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lagrimas escorrem.











Lagrimas escorrem.

Se com beijos secam as lagrimas.
Embebeda-se nelas todo o desejo,
Que cresce e atinge as máximas,
Pulsações do coração neste latejo.

Cada gota nos trás as lembranças,
De tudo quanto juntos criamos,
Que agora nestas desconfianças,
Sobram cacos de tudo que juntamos.

Assim é o ciúme na sua trajetória,
Que sempre desagrega as relações,
Com o triste fim de uma historia.

E se perde com estúpida oratória,
Deixa órfão o amor com privações,
Para uma desilusão sem escapatória.

Toninho.

Um texto nem sempre traduz a vida do autor, este é criador de situações e emoções como se elas as sentissem. Alguém já disse isto.

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Peço uma corrente de orações pela filha de nossa amiga Celina, do blog "seráquefuieu" que hoje a noite passará por uma cirurgia com as bençãos do Senhor.

sábado, 21 de julho de 2012

Testemunhas da agonia


Foto de Sebastião Salgado(Google)










A vida passa lentamente silente,
Horas se arrastam morosamente,
Com seus ponteiros deficientes.
É o que resta na vida desta gente.

Pensam nos momentos de euforia,
Com o silencio que sobra no dia.
São palavras frias, na noite vazia,
Nada podem dizer desta agonia.

Caminham sem saber o destino,
Buscam a felicidade em desatino,
Vivem o sonho de sedento beduíno,
Ilusão d’água brota no cristalino.

Quando enfim a manhã se acende
Sente no corpo a força emergente
Como uma luz no túnel do descrente
Renasce a esperança novamente.

Toninho.
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Um belo fim de semana a todos os amigos 
e leitores. 
Meu carinho a todos os amigos pela passagem do Dia do Amigo.




terça-feira, 17 de julho de 2012

Ausencia












Ausência.

Morre flor na ausência do amor.
Ao longe um canto de réquiem
Uma árida ária plena de dor.
Traduz a saudade de alguém.

Sobras de lembranças perdidas.
Remexidas nesta tarde vazia,
Voam pelas noites desiludidas,
Como aves vestidas de agonia.

Vivem pelos jardins sem portas,
Plantam esperanças pelo chão
Onde jazem as folhas mortas.

Adubação na terra de esperança,
Renova-se o milagre da floração,
Da primavera como uma aliança.

Toninho.
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Uma boa semana para todos nós.
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Interação da amiga Calu, Obrigado amiga.

 http://fractaisdecalu.blogspot.com.br/

E como aliança
em nova reintegração
da matéria que
antes seca,
renasce por
sobre o chão,
florindo
cada pedaço,
cada trecho,
cada quinhão.
Vida renovada,
vibra coração!