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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Devaneios

Devaneios


Deitado na relva
Viajava pelo seu corpo
Numa viagem sensual de carinhos
Mãos que no toque suave aos desnudos ombros
Incendiava o corpo como um vulcão
Sentia a cabeça em devaneios, pouso em seu colo
Meus olhos brilham na viagem pelo seu corpo
Na maciez de seus joelhos, toco meus lábios
Sonhos e desejos numa mistura de prazer
A relva, o cheiro das manhas de primavera
Sonhos lindos na distancia que meus olhos buscam
Aquela mulher suave de corpo alucinante perfuma
Flores amarelas caiam sobre seus cabelos lhe deixava mais bela
Na relva as flores um tapete, testemunhas do amor.
Instante que nossas bocas selaram mais finito beijo.
No êxtase que se fez que os pássaros silenciassem.


Toninho
23/07/2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Fim da manga rosa

O fim da manga Rosa.



Da série fundo de quintal.













Pela manhã o Sol invade o quintal
Olha para arvore que morre uma saudade
Folhas amareladas caídas tapete de tristeza
Se lágrimas rolam de tanta saudade...


Por que não gritar?


Quando não puder ver a sombra invadindo o terreiro
Não mais visualizar tão belos frutos maduros
Lembra chora por aquela mangueira
Quando não mais sentir o cheiro da manga rosa pela manha...


Por que não gritar?


Quando seus braços não mais abraçarem o tronco
Lembra com tristeza de tudo que ali viveu
E por fim quando nada mais restar de suas saudades
De suas belas lembranças das gangorras ali penduradas
Embalando suas tardes com a bela namorada...


Por que não gritar?

Se esta saudade lhe aperta a garganta
Se cada folha caída leva um pouco de você
Se cada galha seca se estica a pedir socorro?

Por que não chorar, se assim morre de desgosto?

Publicado em Recanto das Letras.
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/atreis

Toninhobira-12/07/2010