Páginas

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Carrego minhas saudades.







imagem do Google.






Minhas saudades vêem com o cheiro de mato
Mescladas na terra molhada na vassoura de alecrim
Que na grota nasce e perfuma os caminhos que faço
Para buscar água que dava vida ao pequeno jardim.

Saudades de um lugar bucólico encravado numa serra
De onde eu posso enxergar o infinito de meus sonhos
Que sempre vem em forma de lembranças da minha terra
Ora se vestem de alegrias, mas às vezes em trajes tristonhos

Saudades agora guardadas nesta pequena sacola de pano
Resto das camisas do meu tempo de aprendiz no SENAI
Que leva linda engrenagem vermelha no primeiro plano
Minha saudade profissional no embornal do brim caqui.

Outras que ainda me chegam, vem com o frescor do regato
Com suas águas cristalinas que se vêem belos seixos rolados
Que na fachada da pequena casa e jardim era lindo ornato
Criando com flores tão belas estes caminhos ordenados

Então sinto minhas mãos nervosas a vasculharem agora
O embornal das lembranças que carrego com cuidado
E nesta algazarra recria o menino sonhador de outrora
Pensando na sua infância com olhos ternos num passado.





Toninho.
04/06/2011

Embornal:
Sacola confeccionada em tecido grosso (lona, mescla, brim),
 com alças laterais do mesmo tecido, usada a tira-colo. Eram muito utilizados lá no meu interior pelos anos 60, muitos eram feitos das pernas de calças velhas e ou camisas.

SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial  destinado a jovens entre 13 e 15 anos e na minha cidade era mantido pela CVRD (VALE), que nos pagava metade do salário mínimo neste aprendizado destinado a preencher seus quadros.

29 comentários:

  1. Sua saudade também trouxe-me saudades Toninho, de Minas, das serras, dos seixos, regatos...sei como é...também faço parte dese cenário bucólico e sinto tannnntassss saudades.
    Linda poesia que cabe aqui tão dentro de mim, como diz Milton.
    Beijos e boa semana!!
    Carla

    ResponderExcluir
  2. Olá Toninho
    Belas saudades. Elas fazem parte de nossa vida e contam nossa estória. Quem não tem saudades é porque não viveu.
    Grande abraço

    ResponderExcluir
  3. Que linda forma de recordar,Amigo!!!

    Belo poema de suas recordações...

    bjs

    Catita

    ResponderExcluir
  4. Aplaudo daqui tuas saudades e conheci essas sacolas... Me deu vontade de estar numa casa assim, bem bucólica, linda e longe de movimentos...

    Que lindo,Toninho,emocionante!

    ResponderExcluir
  5. Oi Toninho, boa noite, li os teus versos, são lindos, gosto muito do passado, quando eramos felizes e não sabia. Não existe coisa que nos traga mais lembranças do que cheiros, de mato, da terra molhada, da resina da lenha queimada no fogão, o cherinho do café torrado em casa, Parabens amigo, Um abraço fraterno, Celina

    ResponderExcluir
  6. Suas saudades me reportaram a um passado que prefiro dizer não tão distante, rsrs... Meus irmãos mais velhos usavam esses embornais, aqui também chamados de capangas pra carregarem o material escolar no lugar de mochilas... Sua Minas Gerais se parece em muito com o meu Goiás, uai...
    Amei teu poema amigo!!!

    Deixo carinhos mil pra ti, e o agradecimento pela torcida e fé quanto à minha recuperação.
    Deus te abençoe muito, viu?
    Beijos de gratidão.
    Suelzy

    ResponderExcluir
  7. Oi Toninho meu amigão!
    Só esta parte que escreveu me enche a alma "Minhas saudades vêem com o cheiro de mato
    Mescladas na terra molhada na vassoura de alecrim
    Que na grota nasce e perfuma os caminhos que faço
    Para buscar água que dava vida ao pequeno jardim". Isso me dá cá uma vontade de viver nesse tempo, em que era necessário fazer isto!

    Um grande abraço

    ResponderExcluir
  8. SAUDADES DE RECORTES BUCÓLICOS QUE NOS ENCHEM DE VONTADE DE PENETRAR EM TEMPOS DE OUTRARA.
    aBÇOS

    ResponderExcluir
  9. Olá amigo meu,

    "Saudade gosto amargo de infelizes..."

    nos disse Camões, nosso vate renascentista, cuja
    obra "Os Lusíades" entrou junto com os "Descobrimentos Maritimos" como os Maiores, do
    século XVI.

    A tua saudade é a minha saudade,

    daqueles tempos (não muito bons)em que nada sabiamos do mundo e eramos felizes...
    e agora que conheço o mundo, tento refugiar-me
    desse mundo, percorrer a minha Ilha e falar também de Saudade, de amor e de coisas impossíveis de entender.
    Obrigada por tua presença amiga nos 7degraus

    Um beijo,

    Mª. Luísa
    Muito sensíveis teus poemas

    ResponderExcluir
  10. Lindas lembranças, lindamente cantadas!
    Com este seu jeito, tão peculiar, de recordar momentos, você me emociona sempre, querido Toninho, gande poeta!
    É uma benção vir aqui...
    Abraço bem forte da
    Zélia

    ResponderExcluir
  11. Meu querido amigo, em Países tão distantes mas como temos tanto em comum, foi de certo que passamos pelos mesmos anos 50/60 da nossa meninice, e, onde certos costumes faziam parte dos mesmos governantes. Uns levados de cá para ai e outros trazidos dai para cá.
    Como eu conheço bem essas sacolas eu tinha uma onde transportava os livros escolares que era feita de serapilheira(sacos onde o adubo para adubar os arrozais era transportado), minha vida também dava um filme. Tem coisas que só de as lembrar me dá arrepios na pele, enfim passado que o nosso computador humano jamais delata.
    Beijinhos de luz e paz na alma...

    ResponderExcluir
  12. Seu belo poema me traz a lembrança de quando, criança, no Estado do Paraná, usava os bornais de pano de saco. Eram as marmitas que levávamos para a hora do almoço e uma garrafinha de café. De certa forma isso traz muita saudade daqueles tempos que ainda não entendíamos de nada.
    Parabéns pelo seu belo trabalho!

    Um Grande Abraço, Amigo!

    ResponderExcluir
  13. Bom dia Toninho...adorei deu poema sore lembrançãs,saudades...
    Ate hoje m Minas de onde vim,as pessoas usam esse termo bornais...Só que mais acaipirado...BORNÁ..rss....Eu ouvia sempre minha vó dizendo para um tio que trabalhava na roça que sua comida estava no borná.
    um grande abraço Toninho
    Um dia cheio de paz e amor para você

    titi

    ResponderExcluir
  14. Bom dia,Toninho!!

    Belíssima tua poesia!!Tão linda e envolvente!!As saudades as vezes aparecem...e ficam um tempo mexendo nas lembranças...eu gosto muito de recordar...
    **Obrigada por visitar meu dois blogs!Me deixou muito contente com sua gentileza!
    Sela muito Bem-Vindo!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  15. E como é bom carregar no peito as saudades que nos invadem os dias...
    São elas que nos faz sentir extremamente humanos e dotados de belos sentimentos.
    Abraços, meu amigo!

    ResponderExcluir
  16. Toninho,

    Essa sua saudade tem a doçura que toda saudade deveria ter ...
    Saio com esse doce perfume.


    Bjo Imenso e um Dia Feliz.

    ResponderExcluir
  17. Eu tambem sinto a mesma saudade...
    Agoar a terra antes de varrer, pra não levantar poeira demais, a vassoura feita de alecrim, o embornal pra buscar o pão logo de manha. Tudo isso lá nas minas gerais...Amei teu poema.Beijos achocolatados

    ResponderExcluir
  18. Lindo poema! Até me fez sentir saudades dessas lembranças que são suas...rs

    Toninho, lembro que lá pelos anos 70, minhas irmãs mais velhas usavam bolsas feitas com pernas de calças jeans. Elas enfeitavam com cianinha, paetês, lantejoulas, bordado inglês etc. Era "super fashion"...rs
    Olha que coisa, esse "embornal" me fez voltar ao passado também, e deu saudades daquela época!
    Bjos e boa semana ;)

    ResponderExcluir
  19. Eta saudade...nao fala em saudade nao que eu endoido,viu?Senao comeco ate a poetizar,hihi.Bju.Lu.

    ResponderExcluir
  20. Toninho,
    Demaaaais essas suas saudades. A palavra embornal me trouxe rapidinho a figura do meu pai, que muito a usava. Fiquei com saudades das suas saudades...rsrs...boas lembranças, amigo. Bjs com muito carinho!

    ResponderExcluir
  21. Palmas para as tuas saudades bem contadas em versos lindos. Abração.

    ResponderExcluir
  22. Cantaste aqui lindamente a saudade e nostalgia de tempos passados...
    Realmente meu amigo, teus sonetos são pura emoção! Um bálsamo para os sentimentos do leito.
    Deixo-te aqui mais uma vez minha admiração e carinho!

    ResponderExcluir
  23. Amigo, me identifiquei com suas lembranças, minha mente mais parece um museu, ultimamente, faz 4 anos nao visito aí, cada dia aperta mais a saudade.
    Adoro as músicas de Ednardo!

    # Nunca fiz curso no SENAI, mas ainda peguei um bom tempo deles, era o lugar mais indicado pra se profisisonalizar a nível técnico. Nao é mais?

    ResponderExcluir
  24. Amigo,

    O que você escreveu é tão lindo...
    tenho orgulho de ser sua conterranea.

    Boa continuação da semana!
    Ah... até que enfim posso postar um comentário no seu blog.

    Beijinhos.
    Itabira
    °º♫
    °º✿
    º° ✿♥ ♫° ·.

    ResponderExcluir
  25. Tão lindo e nostálgico seu texto amigo, adorei essas lembranças dos velhos tempos que tanta saudade traz, parabéns amigo Toninho, bjus. Ignez

    ResponderExcluir
  26. Um texto muito bom de ler, tem muita nostalgia que faz-me sentir saudades de muitas coisas da minha infância. Um abraço!

    ResponderExcluir
  27. Passando pra desejar-te uma linda quarta.Beijos achocolatados

    ResponderExcluir




Obrigado pela sua visita.
Alguma dificuldade ou desconforto neste blog como tamanho de fonte, dificuldade de comentar, links maliciosos etc favor comunicar para corrigir.
Caso não tenha um blog poderá comentar como anonimo e no fim colocar seu nome ou não para que possa agradecer.
Fique a vontade!
Meu abraço de paz e luz.