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quinta-feira, 1 de março de 2012

Sonhar é preciso menino.

imagem Google











Sonha todo menino sua fantasia.
Brilho de estrelas nos olhos a viajar
Tecelão do destino da sua biografia
Avalanche perfeita no eterno sonhar.

Cresce menino movido de fé e oração,
na cadencia rítmica da caminhada.
Oscila nos erros e acertos com precisão,
que acalma seus sonhos nesta jornada.

Olhos abertos nas intimas verdades
sonhos moldados pelas expectativas,
assim assimila cedo toda felicidade.

emaranhado de sonhos na intensidade,
assusta o menino com as alternativas,
dorme menino e acorda na sublimidade.

Toninhobira

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Dona Coragem.






Imagem Google




Viveu nos anos 60 na cidade de Itabira-MG Dona Geraldina, uma mulher destemida, que todos respeitavam ou tinham medo, embora sem registros de atos de violência. Sempre pronta para servir e não media esforços para fazer o bem. Pelas ruas sempre com um pedaço de pau para lhe dar apoio, devido a um acidente. Com aquele pau a escorar e aquele saco de aniagem sempre ás costas, era para as crianças uma figura dos contos de terror. 

Na cidade tinha uma rua com algumas casas de tábuas, que se dizia assombrada nas noites da quaresma. Numa destas casas, mas precisamente a da esquina morava Julião, famoso personagem de brigas noturnas em casas de prostituição e campo de futebol. Aquele sim era conhecido como galo de briga e merecia cuidados especiais, diziam até que ele tinha uma morte nas costas, de quando vivia lá pelas bandas do Vale do Jequitinhonha. 

Numa noite de sábado Geraldina voltava de suas andanças já tarde da noite, quando passando pela rua ouviu gritos de mulher vindo da casa de Julião. Não pensou duas vezes e se dirigiu para a porta e bateu fortemente com aquele pau. Julião a abriu bruscamente. Ela viu a mulher de Julião com sangue pelo rosto e num impulso, ela se atirou sobre o caboclo e os dois encenaram uma briga que ficou na historia da cidade, pois todos os vizinhos, que até então, estavam calados diante dos gritos da mulher, saíram para a rua e não acreditavam, no que viam daquela mulher, que batia no Julião sem medo de sua fama, tanto que ele caiu desacordado numa moita de espada de São Jorge. Então ela balançou e ajeitou sua longa saia seguiu rua a baixo, como se nada tivesse acontecido. 

Pela rua só se ouvia os cochichos enaltecendo sua coragem. O que se sabe, é que Julião nunca mais bateu em sua mulher, nem nos filhos e que estava sob os olhos do delegado da cidade.


* Exercicio no blog Escrito na linguagem do corpo com o tema Coragem. http://escritoslinguagemnocorpo.blogspot.com/
 
* Personagens ficticios. 
* Estive um pouco ausente das leituras devido a atualização de maquina e outro site que participo,mas volto a visitar os amigos com igual prazer.

Toninho.
24/02/2012.


Com este conto mantenho a denuncia contra a odiosa onda de violência contra a mulher, onde os numeros assustam a cada semana em Minas Gerais. E vejo que não é só Minas.

“Quem perde seus bens perde muito; quem perde um amigo perde mais; mas quem perde a coragem perde tudo”. Miguel de Cervantes