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sábado, 24 de novembro de 2018

Um adeus no Outono.

Participo do projeto "Poetizando e encantando" em sua 62ª edição, uma criação da professora Lourdes com proposta de interação e espalhar poesia pela blogosfera em todos os fins de semana. Sendo assim escolhi a imagem abaixo e posterior inspiração para apreciação de todos vocês.Confira mais aqui:filosofandonavidaproflourdes  



Recebo agora este teu desprezo,
como prova real de teus medos.
Partirei só com teu menosprezo
ao amor. Perdemos nos enredos.

Sinto-me de frente a uma mesa,
um vinho tinto agora já azedo,
no chão mancha da vela acesa,
como o amor derreteu tão cedo.

Na estrada não cabe a tristeza,
em meu peito só dor estancada,
morte de um amor pela frieza,
espalho minha dor pela estrada.

Afasto este cálice que embriaga.
deixo o meu adeus neste outono,
piso folhas secas nesta azinhaga,
na mala levo só dor e abandono.

Toninho
23/11/2018

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Um bom domingo
de feliz semana
que desejo.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Zumbi solitário.



















Vejo pela praça um Zumbi solitário.
Bravo guardião da tribo esperança.
Seu olhar atento vigia o adversário.
A Serra da Barriga sonho de um lar.

Os pés dançam ao som dos tambores,
vem dos meninos do Olodum a tocar,
num som a exorcizar todas as dores,
no Terreiro de Jesus querem dançar.

Zumbi bravo guerreiro da libertação,
guiou pela selva os negros sofredores,
torturados, explorados. É escravidão.
Mas resistem estes meninos tocadores.


















Da Praça Zumbi vê nova escravidão,
o seu povo submetido para sobreviver,
exploração feita sem nenhum perdão,
a velha omissão de quem tem o poder.

Passam anos, ainda se ouve os gritos,
seguidos pelo tilintar som de grilhões,
pelo Pelourinho vagam seus espíritos,
o eco que faz tremer todos os casarões.
  

















Oh, liberdade negada, ainda distante,
aos corpos dilacerados de chibatadas,
o sangue que ainda escorre constante,
entre as pedras polidas das calçadas.

Olodum rufem os tambores ferozmente,
cantem bem alto a ordem do novo dia,
Viva o Zumbi libertador de toda gente,
do pesadelo da escravidão e da tirania.

Toninho
19/11/2018

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Mais do que datas e feriados é preciso respeito.
 Respeito à história e que ela não seja negada, 
nem seja desvirtuada de todos os povos.

Vem de Mandela:
Ninguem nasce odiando outra pessoa 
pela cor isto se ensina.
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Dia da morte de Zumbi dos Palmares.