quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Um relógio na memória.

 

Escrevendo as quintas desta semana foi idealizado pela Maria José em seu blog Maria José Moreno o tema é objetos com memória.



Um relógio na memória.


Era uma vez um relógio de bolso antigo, herdado de meu pai, que herdara de meu avô, que eu nunca conheci. Ele tinha um estojo de prata. Na tampa ostentava uma locomotiva, coisa de mineiro. O mecanismo ainda funcionava, mesmo depois de tantos anos.

Sempre que eu olhava para o relógio, me lembrava das histórias que meu pai e minha mãe contavam sobre meu avô, um aventureiro que viajou pelo Brasil sempre usando locomotivas. O relógio parecia guardar memórias suas, como se fosse um portal para o passado. 

Certa vez vi meu pai, olhando para o relógio com uma certa ternura e ouvia a música El reloj, que seu pai gostava de ouvir e eu menino passei a cantarolar aquela música, como faço até hoje.

Um dia, enquanto eu o segurava na mão, senti uma energia estranha. De repente, fui transportado para uma tarde ensolarada numa plataforma de estação, lá esperava por meu avô. Quando o trem apitou na curva, fiquei atento e logo o encontrei sorridente. Segurando o relógio olhou as horas e me disse: "O tempo é precioso, mas as memórias são eternas."

Este relógio se tornou mais do que um objeto; era um elo com o passado, um lembrete de que as pessoas que amamos nunca se vão, se mantivermos suas memórias vivas em nós.

 

Toninho

18/02/2026

Grato pela leitura

Apenas uma ficção.


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