Poetizando com uma só letra um desafio de nossa amiga Gracita no seu blog sonhosepoesia, poetizando todo o alfabeto. Com a letra Z fechamos esta proposta desafio. Parabéns Gracita pela ousada proposta com sucessos. E parabéns a todos os amigos, que aceitaram a proposta e concluiram o ABC.
Zéfiro zombeteiro
Zanzando ziguezague.
Zelador zela
Zimbro zelosamente.
Zodíaco zune,
Zarabatana zumbe.
Zabelê zangado?
Zagaia zumbindo zarpava
Zoeira? Zero.
Zenaide zomba Zeneide
Zenaide zomba Zezé.
Zacarias, zelador zangado.
Ziguezagueava zuando zona.
Zacarias zarolho,
Zum-zum zumbindo, zanzava zen.
Zebra zombeteira zombava,
Zangão zumbia, zoada zunia.
Zeus zangado, zagaia zarpou.
Toninho
22/05/2026
Grato pela leitura
Tem poesia nova lá no outro blog: poemaeolhares

kkkkk, eu adoro esse desafio com uma letra,
ResponderExcluire bota cabeça boa nisso, heim, meu amigo!
Eu não sei se conseguiria, acho que não!
Você sempre surpreendendo, Toninho!
Aplausos daqui de longe, querido amigo.
Um ótimo fim de semana, paz e harmonia sempre! 👏☺️👏
Beijo.
Foi mesmo um desafio bem ousado e dependendo da letra, muito difícil. Mas chegamos ao final e tu, sempre com maestria! Parabéns! abração, lindo fds! chica
ResponderExcluirAmigo Toninho, bom dia de sábado!
ResponderExcluirO Z fez zoeira no Tautograma, conseguimos vencer.
Gracita está de parabéns!
Tenha um final de semana abençoado!
Abraços fraternos
Boa tarde , Toninho.
ResponderExcluirUm desafio árduo que tu cumpriste com mestria!
Li e apreciei , imenso o post em que a belíssima e ritmada canção ,de mãos dadas, com o soberbo poema, estão em total sintonia!
Parabéns!
5*****
Beijinho e ótima semana com paz e saúde.😘
Olá meu querido amigo
ResponderExcluirO vocabulário deste poema é um espetáculo à parte. Você conseguiu reunir em poucas estrofes universos que raramente se cruzam:
O Clássico/Mitológico: Começamos com Zéfiro (o vento ocidental na mitologia grega, aqui personificado como alguém que "zanza em ziguezague") e terminamos com o próprio Zeus, o deus dos deuses, cujo raio aqui ganha a forma de uma zagaia (uma lança) que zarpa zangada.
O Indígena/Brasileiro: A introdução do Zabelê (uma ave típica do sertão brasileiro, muito presente no cancioneiro popular) e da zarabatana (arma de sopro indígena) traz um eco de floresta, de terra e de ancestralidade.
2. A Construção de Cenários e Narrativas Visuais
O poema se divide em pequenos quadros quase cinematográficos:
O Jardim Botânico/Místico: O vento Zéfiro zanzando enquanto um zelador cuida do zimbro (uma planta aromática). É uma imagem visual e olfativa linda, que contrasta com o "Zodíaco que zune" logo em seguida.
A Fofoca e o Conflito Humano: A terceira estrofe introduz o drama cotidiano. A maravilhosa trava-língua de "Zenaide zomba Zeneide / Zenaide zomba Zezé" mostra o eco da zombaria se espalhando. E para tentar controlar isso, surge Zacarias, o zelador que, ao contrário do primeiro zelador cuidadoso, este está zangado e zarolho, zanzando "zen" no meio do zum-zum.
3. A Dinâmica da "Zoeira? Zero."
A frase "Zoeira? Zero." no início da terceira estrofe é uma ironia deliciosa. O poema finge que a confusão acabou ou que há ordem, apenas para desabar logo em seguida em uma sequência de zombarias, zebras, zangões e o clímax final com o próprio Zeus limpando o tabuleiro com sua zagaia.
Sempre impecável e poetando com maestria;
De minha parte gratidão por enriquecer o projeto com os seus brilhantes poemas
Para você os meus aplausos
Beijinhos e quem sabe até a próxima jornada
Agora estou no início da produção da nossa Antologia que vai ficar uma obra muito rica com tantos poemas exuberantes