O Céu mora no sertão
Vejo as asas em pleno voar.
O meu olhar vira em poesia.
Lá em cima é tão bom sonhar.
Mas lá embaixo é nostalgia.
Ver estas asas cortando o azul
eu aprendi uma singela lição.
Como é pequeno este nosso eu.
Mas tão imenso é o coração.
Uma nuvem passa risonha
por baixo da asa no flutuar.
Despedida triste em Congonha
com meu medo e meu sonhar.
Quando no sertão ele pousar
sentirei o chão voltar a ser chão.
Ficará na alma um recordar.
Talvez o céu mora lá no sertão.
Toninho
24/08/2026
Grato pela visita
.png)

Maravilha,Toninho e a saudade fica sob as asas do avião que parte.... Mas é a vida é assim e as recordações seja, do sertão ou do Sul e dos momentos vividos ficarão pra sempre! OBRIGADÃO pela participação linda e comentário carinhoso lá! abração, chica
ResponderExcluirCom a tua criatividade, criaste a partir da imagem do desafio da Chica um sublime poema que transforma a asa do avião numa ponte entre o céu e a memória.
ResponderExcluirNo brilho das nuvens, vês a pequenez do mundo e a grandeza do sentir, e na aterragem imaginas o sertão como o lugar onde o céu encontra casa.
Parabéns!
5*****
Beijinho e ótimo dia com paz e saúde, Toninho.
Boa tarde Toinho,
ResponderExcluirMuito belo o seu poema!
Muito inspirado e criativo!
A saudade sob o avião e lá em cima o sonho a voar!
O coração é muito grande e cabem todas as emoções das partidas e das chegadas.
Muito lindo! 5*****
Beijinhos e um dia muito abençoado.
Emília
Boa tarde Mineirinho.
ResponderExcluirA foto do avião ficou em sintonia com o poema, que achei muito criativo e bonito.
Parabéns!
Deixo um beijo e votos de semana abençoada.
:)
https://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Voar , o homem foi idealizado para ganhar alturas , buscar novos horizontes . A saudade fica , a saudade vai . Partidas e chegadas , sempre a nos emocionar . Abraços
ResponderExcluirhttps://kantinhodafe.blogspot.com
Brilhante participação.
ResponderExcluirUm belo poema em plena sintonia com a foto e o tema.
As asas do avião levam sonhos e deixam saudades.
Bjs e tudo de bom
Querido Toninho,
ResponderExcluirque beleza de poesia! Há uma delicadeza muito grande nesse diálogo entre o céu, o voo e o sertão. Você conseguiu transformar a paisagem em sentimento, e o avião que corta o azul parece levar consigo também um pedaço do nosso olhar.
Gostei de que “lá embaixo é nostalgia”. Talvez porque, quando estamos no alto, tudo parece pequeno aos nossos olhos, mas é justamente lá embaixo que estão nossas raízes, nossas histórias, nossos afetos e aquilo que chamamos de casa. E o último verso ficou como uma pergunta bonita, que permanecem depois da leitura: talvez o céu realmente more no sertão. Ou talvez o sertão seja um daqueles lugares onde o céu aprende a caber dentro do coração.
Parabéns, Toninho! Uma poesia que voa, mas sabe exatamente onde quer pousar.
Abraço
Fernandinha