segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Noites de Pavor

Noites de Pavor e medo.


A saga da menina.















Há uma dor, uma angustia espalhada pela noite.
É quando Sátiro sai da floresta para horrorizar
É quando a menina sozinha sente o medo lhe corroer
Ela tenta que se esquivar, sua cabeça vaga em maresia

Momentos de loucura, o medo estampado no rosto
Queda-se diante da covardia do seu algoz
Sua cabeça roda chora seus gritos de pessoa abatida
Cada lagrima que molha seu rosto inunda meu coração

Monstro dos bosques, saciado se joga pela janela
Como surgiu desaparece e some na escuridão
Para trás menina jogada num canto qualquer do quarto
Apenas lamenta sua sorte, sua escolha, pensa na morte.

De que trevas tu vieste figura infeliz?
Que medra as meninas da cidade
Que espalha sua infelicidade solitária
De ti o insuportável mau cheiro a sufocar

Respiração dificulta da dor que oculta.
Oh, Senhora das nuvens de chumbo,
Envia tuas armas que faça liberta
Aquela moça que tanto grita no submundo.





Sátiros –

Também chamados de Silenosm são demônios agrestes representantes masculinos da vida da natureza em suas variadas formas. Constituíam a parte mais turbulenta da comitiva de Dioniso. A imaginação popular concebia-os como seres maliciosos e sensuais e atribuía à sua figura, orelhas e patas de cabra, rabo de cavalo e nariz achatado. Viviam geralmente nos bosques dançando e tocando instrumentos musicais, perseguindo as ninfas e bebendo rumorosamente.

Toninhobira
29/08/2010


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Com a bandeira na mão

Com a bandeira na Mão.

















Não tinham caras pintadas no final dos anos 70, pois não se escondia.
Mas sim o engajamento enraizado, ódio ao terror em pura destilação
Nas escolas, bares as movimentadas reuniões naquela fase sombria
Traçando a próxima etapa de externar a insatisfação


Em Belo Horizonte nas escadarias da Igreja São Jose se reuniam.
A estudantina de bandeiras vermelhas, de gritos enfurecidos
Gritava liberdade fim do terror dos artefatos que explodiam.
O Regime agonizante ainda fazia suas vitimas de tão endurecidos.


Bombas estouravam direcionadas de norte a sul pelo Brasil
Os dragões da maldade matavam,mutilavam, os descontentes.
Bancas, instituições nada resistia ao terror do grupo tao servil.


Foi um tempo de maldade, contra os queriam apenas a claridade.
Calaram covardes na bomba que explodiu uma simples senhora.
Toda nação entendeu, que já não podia conviver com tal crueldade.






Homenagem ao aniversário da morte para nunca se repita:

Lida Monteiro da Silva (?, 1920 - Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1980) foi uma secretária brasileira, morta em atentado terrorista patrocinado pela Ditadura Militar, contra a sede da Ordem dos Advogados do Brasil

  “Foram como aqueles que na Roda Viva, espancaram os artistas pelas costa.”




Toninhobira.
Postado no Recanto das Letras em 25/02/2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

De quem é esta voz?

De quem é esta voz?


Bem longe ouço uma voz num chamado
Som espiralado ao topo da montanha
De cima dela junto de Deus Amado
Tocava em nuvens, estrelas na minha sanha

Ao meu lado olhava para o infinito
Meu fiel Argos exausto na procura
Correria sentidos apurados ar aflito
Ultimas forças da fiel criatura


Aos meus pés a imensidão da floresta
Mistura perfeita da ironia
Louca procura do meu coração em festa


Do grito fez se vida corpo em formosura
Do que era tédio solidão e agonia
Na prancheta divina a bela arquitetura


Eu não sou um corpo que tem uma alma, sou uma alma que tem uma parte visível chamada corpo. Anne Sexton

Toninhobira
26/08/2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Quantas

Quantas


Quantas vezes viram teu rosto se abrir na manhã?
Com o brilho das estrelas encantadas com a Lua
E o sorriso do Sol pintado por mãos de crianças
Tu eras a felicidade.

Quantas lagrimas, tinhas a derramar?
Quando minha voz soava no teu bom dia
Carregado de lindas palavras de amor
Tu eras pura emoção.

Quantas manhãs estão a te enamorar?
Tantas noites para te encontrar?
Quantas, mas quantas vezes gritei teu nome?
Tu eras a mais linda saudade.

Quantas vezes inalei o teu perfume?
Assim saindo do mais perfumado banho envolvendo o ar.
Quantas vezes perdido na espera infinda?
Tu eras o sonho dos meus dias.


E assim de tantas e tantas maneiras busquei por te
Na esperança de viver o amor que tanto sonhei.
É por ele que canto nas poesias, que tu desprezas
Tu eras a mais desvairada paixão.

E tantas vezes eu por ti me apaixonei
Com felicidade, emoção da saudade em sonhos desta paixão.



Toninhobira
16/08/2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Viver na dor

Viver na dor.


















Nos corredores escuros no clima do medo
Pés presos em grilhões sangram em espinhos
Vedam-lhe olhos da maldade em segredo
Namora a solidão na falta dos carinhos

Morre em cada minuto de niilismo
Sonha ser ninfa, adormece sedenta
Em cima da corda sobre lago do abismo
Atravessa madrugadas na tormenta

E não vai por ali, só fica a penar
Visita de anjo na noite que acalma
Apenas uma luz tênue a guiar

Ah, como poder sonhar sem dormir
Com dores que lhe corroem a alma
Da insônia na longa noite a se pungir






Cantar e contar a dor das pessoas, que se castram, na dor de ter seus sonhos seqüestrados, roubados em nome de uma prisão, que pode ser ciúmes ou outros sentimentos, que impede o outro de ser e estar feliz.


Esta dor não cala e não rima com vida nem com amor.







Toninhobira
18/08/10

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Definir o amor

Angustia de definir o amor.











Quando não se tem culpa, o amor vem e ocupa.
Minh’alma levita no exercício dos sonhos de amar
Segue sua viagem como luz e num raio parte na imensidão
Lá onde fecundam minhas raízes da inspiração
Vem traze-me esta gostosa sensação de bem estar
Ainda que distante vagasse solene por entre infinitos vales

Numa linda viagem emocionante de mãos dadas passeando
Eu posso tocá-la e senti-la nos leves passos pela floresta
Magia de pensamentos que criam asas, corpo e carne
No crepitar das folhas secas, criando sons etéreos
Que me direcionam no caminho certo de suas caricias
Em sentimentos que nos levam ao mais possível êxtase

Seria o amor que tantos buscam em poesia a definição?
Fala-se de sonhos e não sabemos definir além do sentimento
Outros dirão que isto é poesia, a poesia da alma
Maravilhoso celestial encontro de almas que se enamoram

Ah, eu não sei definir amor, apenas sinto sua presença
Em todas as mãos que se entrelaçam e se perfumam e se ajudam
Em todas as pessoas que se apaixonam e se completam.

E foi assim que da Vênus nasce Cupido legando todo este misterioso sentimento...


Toninhobira

16/08/2010

Postado em : http://recantodasletras.uol.com.br/autores/atreis