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sábado, 4 de setembro de 2010

Poder da Criação

Poder da Criação.



Na saudade que sinto
Que me faz assim sonhador
Sonhando em cada momento
Renascendo em cada manhã
Vivendo a eterna magia do poder da criação
Nascem letras crescem palavras
E palavras geram emoções

Coisa mais linda não há nesta vida
Que esta fonte inesgotável da nossa mente
Criar e recriar as emoções
Lançar-se e embrenhar pelos caminhos obscuros
Chorar no choro dos justos e inocentes
Nos ombros perfumados poéticos da criação

E se o poeta finge suas dores
Não pode por certo fugir de suas emoções
Acorda-se encantado e anoitece desesperado
Nas mãos de sua fantasia, sonha uma a vida em poesia.




Toninhibira

04/09/2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O brilho de nossas cidades

De um amigo do Recanto das Letras uma homenagem bem mineira a cidade ao filho de
Itabira. Que é uma saudade infinita,ainda que com o coração extraido em cada
vagão de uma locomotiva. Compartilho com voces.
Sugiro ler ouvindo a musica ao lado: Povo da Montanha do saudoso Sirlan.


O BRILHO DE NOSSAS CIDADES


Minas sempre foi famosa
Por sua próspera mineração,
Por sua gente hospitaleira e calorosa,
E cada trem danado de bão.

Uai sô! Minas onde nasceu Guimarães Rosa,
Minas onde nasceu Carlos Drummond,
Minas onde floresceu montanhas majestosas,
Minas de Alberto Santos Dumont.

Minas em sua íntima lapidação
Sempre produziu uma jóia rara,
Jóias brilhantes de alta cotação,
JK, o melhor presidente, marido de dona Sarah.

Minas produziu a coroa do Rei Pelé,
Minas lapidou os ideais de Tiradentes,
Minas gerou a bondade de Chico Xavier,
Minas! Terra dos Inconfidentes!

Em Minas muita coisa brilha,
Em Minas tem muitas cidades,
Uma delas é Itabira,
Terra em que os tempos de outrora, deixa saudades.



Ita - Pedra
Bira - Brilha


Sem regra
O brilho foi saindo nas carretilhas...

Itabira,
Pedra que brilha!
Toninho Bira,
Poeta que brilha!


Digo-lhe com orgulho,
Amigo e poeta Toninho Bira,
Que devido ao tosco entulho
De gananciosas mineradoras em Conceição e Itabira,

Drummond, eu, voce e o Petrônio Ferreira,
Temos uma coisa em comum,
Antes do brilho de nossas cidades ficar ofuscado pela torpe poeira,
Nós, nos retiramos para sempre, tristonhos, para não ouvir tanto BUM!

Saimos de nossas moribundas terras
Para ter de novo alegria


Em outro lugar, eu feliz aqui numa cidade onde tem belas serras,
Tem o Pico do Itambé que me transcende e inspira a minha poesia.

Você aí, livre à beira-mar,
Feliz na Bahia de todos os Santos,
Onde o seu belo e sensível poetar,
Traz doces lembranças do brilho de seu antigo recanto.


O Petrônio foi outro poeta de valor,
Que não sucumbiu às propinas desonrosas. Disse sim
Aos seus ideais de idôneo amor
E também partiu em retirada. Hoje está feliz na cidade de Betim.

Há! E o Carlos Drummond de Andrade?
Este gênio, ícone da nossa poesia, com grande dor no coração,
Partiu de sua cidade
Ao ver derrubada a Serra da Conceição.

Foi para o Rio de Janeiro
Para se tornar o mais querido e famoso poeta
Do alegre povo brasileiro.
Temos sim em comum, o brilho de nossas cidades que ficou sob pedra.


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Com total carinho ao Toninho Bira,
O amigo e poeta que brilha.
Ao amigo, e (ex) conterrâneo Petrônio Ferreira,
O poeta de alma lisonjeira.
Ao incomparável e genial Carlos Drummond de Andrade,
O poeta de toda a comunidade.

Agradeço a indicação
Do amigo de antiga geração,
O bondoso Claudio Poeta,
Que mostrou-me a seta
Da escrivaninha de Toninho Bira,
O poeta que brilha.


Com voces, a poesia reluz,


À todos voces, o meu fraterno abraço de luz.

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Welinton
Publicado no Recanto das Letras em 02/09/2010
Código do texto: T2473893

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quando entra Setembro

Quando entrar Setembro...









Sinto cheiro da Primavera.
E...


 
Quero viajar pelos campos numa linda travessia
Que me leve aos mais sensuais carinhos
Do toque suave no teu corpo como ao centro do girassol.
Campos floridos cabeça no colo enamorado viver de amor.

Venho de outras estações te amando
Amei-te em areias escaldantes de paradisíaca praia.
Namorava o bronze em nítida visão dos meus olhos
Nossos corpos se fundiram naquela estação

Assim te amei em folhas secas em campos de figuras nuas
Na nossa campa com sons crépidos fantasmagóricos
Desejos de amar que desconhecem conforto, apenas amar.
Ainda assim na linda entregava ardente do amor.

Quando vieram as frias noites e madrugadas vazias
Assim como quem não tem nada e vaga pelas ruas das cidades
Buscavas-te pelos corredores sombrios desejando teu calor

Quando o meu corpo queimava de frio eu tinha teu amor.
Envolto no manto das manhas perfumadas da primavera
Meus sonhos me levam, meus olhos buscam-te.

Meu corpo viajado, marcado das estações se embalsama
Viverá a espera perfumosa para receber-te
Nesta linda Primavera que meus sonhos me embalam. 





Sol de Primavera.

“Quando entrar Setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...


                                         Já sonhamos juntos
                                        Semeando as canções no vento
                                       Quero ver crescer nossa voz
                                     No que falta sonhar... (Beto Guedes/Ronaldo Bastos)



Toninhobira
27/08/2010.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Noites de Pavor

Noites de Pavor e medo.


A saga da menina.















Há uma dor, uma angustia espalhada pela noite.
É quando Sátiro sai da floresta para horrorizar
É quando a menina sozinha sente o medo lhe corroer
Ela tenta que se esquivar, sua cabeça vaga em maresia

Momentos de loucura, o medo estampado no rosto
Queda-se diante da covardia do seu algoz
Sua cabeça roda chora seus gritos de pessoa abatida
Cada lagrima que molha seu rosto inunda meu coração

Monstro dos bosques, saciado se joga pela janela
Como surgiu desaparece e some na escuridão
Para trás menina jogada num canto qualquer do quarto
Apenas lamenta sua sorte, sua escolha, pensa na morte.

De que trevas tu vieste figura infeliz?
Que medra as meninas da cidade
Que espalha sua infelicidade solitária
De ti o insuportável mau cheiro a sufocar

Respiração dificulta da dor que oculta.
Oh, Senhora das nuvens de chumbo,
Envia tuas armas que faça liberta
Aquela moça que tanto grita no submundo.





Sátiros –

Também chamados de Silenosm são demônios agrestes representantes masculinos da vida da natureza em suas variadas formas. Constituíam a parte mais turbulenta da comitiva de Dioniso. A imaginação popular concebia-os como seres maliciosos e sensuais e atribuía à sua figura, orelhas e patas de cabra, rabo de cavalo e nariz achatado. Viviam geralmente nos bosques dançando e tocando instrumentos musicais, perseguindo as ninfas e bebendo rumorosamente.

Toninhobira
29/08/2010