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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Naquela manhã na estação.










 Imagem Google




Naquela manhã na estação.
Ou quando vem o Sol.

Já vem o Sol, sobre o manto cinza da cidade,
Sinto o delicioso conforto, que vem da Criação.  
Meus olhos atentos à manobra com suavidade,
Da cadencia perfeita da natureza em mutação.  

Benditos sejam os raios de energia renovadora,
Que me envolvem sempre com belas lembranças.
Assim como o brilho dos olhos da mãe protetora
Na vigília segura dos rumos de minhas andanças.

Quão maravilhosa é esta luz, que acende o dia,
Em êxtase na manhã vivo a espera anunciada,
Como daquele beduíno sedento pela água fria,
Linda miragem que alivia a saudade da amada.

Maravilha este olhara sobre a manhã irradiante,
Aonde cada minuto vem revelar minha emoção.
Então, conto passos num vai e vem impaciente
Como as longas horas lentas do relógio da estação.

Toninho
11/07/2011

Em minha cidade (Itabira-MG) que fica entre serras, pela manhã ela é coberta por uma Cerração, que deixa a cidade translucida, para quem mora na parte alta, isto cria um visual fantástico da cidade, quando o Sol vem raiando, aquecendo a manhã.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Poder da transformação









 Imagem Google





 Nesta vida, a pessoa deve em primeiro lugar buscar tudo aquilo, que o possa transformar continuamente, com a consciência de que nunca estará completo. Talvez esteja aí o alcance da prosperidade. Nunca crer, que já fizera o suficiente, nem pensar que deve se matar para ser mais isto ou aquilo, bem como de ter todas as coisas, que se apresentam ao longo da vida. Isto, poderá lhe levar, a um processo de angustia ou stress. Viver nesta loucura de tudo ter é uma corrida perigosa e frustrante.

Muitas pessoas começam cedo na vida apenas com a idéia voltada na busca do sustento e levam toda a vida nesta única busca, porque na realidade ela não se preocupou consigo e sim no que queria e deveria ter e este querer, é um saco sem fundo, um buraco maior que o mundo, você nunca terá a satisfação realizada. Logo pense mais no que pode ser feito por você mesmo e isto deve ser agora, pois o tempo não fica sentado numa praça, com uma vasilha cheia de milho, para que você possa aos pombos alimentar.

Muitas vezes sabemos de pessoas que se prosperaram na vida e todos dizem que ele nasceu com alguma coisa virada para a lua, outros dirão, que é uma pessoa empreendedora de nascença, mas não é bem assim, você pode estar de frente de uma pessoa, que pensou em si, que buscou uma transformação, aproveitou as oportunidades de um momento ou mesmo se esmerou por fazer algo a mais por si e assim foi bem sucedida.

Ainda é tempo, pense bem em tudo que já foi feito e reaja, pois um lindo lugar o espera, para que possa sentar e rever, que tudo que deveria ser feito o foi. E assim teremos menos pessoas frustradas, quando diante da contabilidade de perdas e ganhos.

Pense no que você tem feito por você e reaja.

"Faça o necessário, depois o possível e, de repente, 
você estará fazendo o impossível." (Francisco de Assis)
Toninho.
10/07/2011.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O homem que comeu a pomba.













Foto propria.








O homem comeu a pomba.

Mês de Junho uma manhã como outra qualquer, não fazia frio, pois não se faz frio que incomode nesta cidade do Salvador, aqui o sol castiga a gente entra ano e sai ano, melhor entra carnaval e sai carnaval. Naquela manha estava na Praça 2 de Julho fazendo um relax e admirando todo local, depois de ter dado umas voltas na praça, mas não fora atrás de um trio e sim numa caminhada leve. É muito relaxante esta pratica bem cedo, quando os pássaros nos brindam com seus mais variados cantos e ainda não se tem a carga de monóxido de carbono normal dos centros de grandes cidades emitidas pelos veículos automotores.

Pois nesta manha, aproveitei para saborear um leve café com leite e um naco de bolo caseiro, feito pelas abençoadas mãos da soteropolitana Benta, que ali na praça, defende a sobrevivência de seus três filhos menores, a quem os pais desconhecem como tantos nesta cidade de Oxum. Ela se instala na praça, todos os dias pela manhã com sua banqueta junto às grades, que protegem e envolvem a praça. Sempre sento nos bancos, que ficam de frente para o Teatro Castro Alves e próximo do monumento à Independência da Bahia de ocorrida em 2 de julho de 1823.

Num banco ao lado dois senhores negociavam livros antigos, observado pelo estado de conservação aquele tom amarelado encardido. No banco à minha frente duas senhoras cada uma com um pequeno cão de raça bem cuidado e alimentado, pois não ensaiavam querer do meu bolo. Como em toda praça que se preze os pombos passeavam e infestavam todos os pontos. Tranquilamente estes pássaros urbanos ciscavam em circular, emitindo seu tradicional canto rouco, sempre bicando algo no chão, sendo que perto de mim achavam algumas migalhas de bolo que intencionalmente deixava cair para eles.

Voltando ao caso, quando estava junto da senhora dos bolos, um destes pedintes moradores de rua, sujeito forte aparentando saúde razoável, aproximou-se pedindo para lhe pagar algo, com naturalidade neguei, pois já o tinha feito no dia anterior, não queria vicia-lo aos meus favores, tempo em que a própria senhora pediu para não importunar seus fregueses. Neste instante lembrei-me do velho Luiz Gonzaga com a musica Vozes da Seca (... uma esmola a um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão...), este fato me fez refletir sobre a mendicância nos centros das cidades, por seres, que poderiam estar na maquina produtiva.

Assim, olhava este homem no meio da praça, abordando as pessoas, estendendo suas mãos a pedir dinheiro, circulou pela praça sem sucessos. Voltava para o ponto, onde eu observara os homens em negocio e as idosas dos cães. Os pombos em bando pelo chão na maior algazarra disputando as migalhas. E como num vôo de ave de rapina, aquele homem se atirou sobre os pombos e com ligeireza de quem está habituado ao ato, conseguiu agarrar um destes e saiu lentamente com aquele olhar desconfiado, ocultando debaixo da suja camiseta de malha com dizeres de “Sou Chicleteiro”, se embrenhando na primeira esquina. Todos na praça ficaram na maior inércia, coisa do medo coletivo implantado no cotidiano, pela falta de policiamento em monumentos e praças nesta cidade.

Uma das idosas olhando para nós comentou sobre nossa covardia por não ter feito nada e disparou sua revolta em afirmar, que já não se fazem homens como antigamente e não me senti ofendido.
Mudamente os dois senhores me olharam e eu a eles com cara de caxinguelê.

Voltei para aquelas senhoras e argumentei que ele nos pediu comida e não demos, ele pegou a pomba e vai comê-la. Caso eu fosse impedi-lo poderia virar um herói aos olhos dela. Mas, se ele revida e me mata, a terra vai se alimentar do meu ato heroico e amanha serei apenas uma saudade para meus familiares, nenhuma placa ganharia nesta praça, nem as pombas estariam isentas de outros ataques. Cadê o policiamento da praça prometido para todas as praças da cidade? As senhoras já reclamaram no uso de seus direitos? 

Silencio total, elas se entreolharam e caladas saíram de mansinho com seus cachorrinhos. Enquanto o homem curvava a esquina da Av. Sete de Setembro e seguia para seu canto com seu pombo para o almoço.


Toninhobira
10/07/2011.