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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Esta calma


De onde que vem toda esta calma,
Que vive dentro do coração agora,
Com as mãos finas acaricia a alma,
Contra a onda de violência lá fora.
Ela vem com seu passo normal,
Para aconchegar como proteção,
Suaviza com um afago natural,
Com toques suaves ao coração.

Se num lapso tudo vier a ruir,
Como os nossos castelos de areia,
Sentir choro de Pilatos em omitir
Ou ouvir o beijo de Judas na Ceia.

Viverá pela teimosa esperança,
Que nos acompanha noite e dia,
Como os fiéis cheios de confiança,
Esperaram três dias pela profecia

Então quando o astro rei brilhar,
Com os seus raios de força motriz,
Alimentará a fé que faz renovar,
Este coração de menino aprendiz.

Toninho.
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Um bom fim de semana com paz e muita luz.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Menino que eu vi II


Vi o menino junto a uma sepultura,
Ao lado da senhora de terço na mão.
E via nos seus olhos imensa candura,
Que contrastava com aquela situação.

Os ossos colocados naquele úmido chão
Pareciam peças de um quebra-cabeça,
Naquela dolorosa e triste exumação,
É a pintura gótica na minha cabeça.

Na sua inocência ele jamais saberia,
Que os ossos contavam a sua historia,
Naquela caixa branca sua mãe jazia.
Sem saber lhe fazer uma dedicatória.

A senhora nervosa um canto entoava,
Como a ninar sua irmã que ali dormia.
Em sintonia este menino balbuciava,
No mais triste coral que ouvi um dia.

Quando o sino anunciava o meio dia
Seguiram em silencio pelo cemitério,
Eu do meu ponto que a tudo assistia
Sofri sem saber a razão do mistério.

Toninho
15/06/2013

Tem inspiração que deixam meus olhos translúcidos, como algumas manhãs de Minas Gerais no inverno.
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Tive dias agitados, mas visitarei todos voces, que carinhosamente me acompanham com suas leituras.