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terça-feira, 22 de junho de 2010

Ao Saramago

Ao Saramago, eu tinha que falar...

Ainda que em forma de acrostico.














Jaz na sepultura coerente homem poeta em seu tempo,a cinzas volta.
Ostracizado nunca se calou perante a ditadura reinante, em que viveu.
Serralheiro na pobre juventude fundiu frieza rígida do aço à dureza de sua vida.
Espalha seus versos, vida registra no parto dorido de “Levantado do Chão”.


Salazar bem o perseguiu, mas como Jacarandá não se quebra, segue vida.
Assim viveu este poeta de frente para a mísera escandalosa da região
Renasceu em cada dia descrevia com sangue a dura condição do lugar que
Ansiava, maquinando dias melhores para aquele sofrido povo de vidas vazias.
Mas num jardim lisbonense as cinzas do escritor, sua obra pulverizada em flores.
Agora no sossego dos braços do Pai, ainda suspira um grito aos seus.
Grita ao povo, que ainda há muito que fazer para salvar a dignidade humana.
Opera-se a vontade divina e descansa enfim na paz Jose Saramago.





Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia. (José Saramago)



Toninhobira


18/06/2010.

2 comentários:

  1. Toninho, você é Fera!!! Bonito demais, meu amigo! Abração. Paz e bem.

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  2. Olá Toninho... Gostei da forma como se dirige, através desta postagem, a José Saramago. Agradeço, tambem, por comentar de uma forma tão agradavel, no meu espaço.
    Um grande abraço

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