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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dissidencia de um Itabirano.










 Imagem propria.




 
Uma terna idade vivi lá em Itabira
Independente da vontade nasci ali.
Hoje estou um alegre baianeiro.


Cem por cento negro sem o pó do minério de ferro.
Vinte por cento feito deste sol que me queima a pele.
E esta solidariedade que me acompanha
É pura herança que favorece nesta confusão

A vontade de nadar que tira a vonta de trabalhar
Vem das lembranças de Itabira,sem praia sem sol
Sem  um Por do sol sobre o mar a inspirar  nem das moças do lugar,
que se exibiam nas janelas com flores amarelas nos cabelos.
A minha amarga herança itabirana.

De itabira trago algumas lembranças em formas de presentes
Este pedaço de  pedra de uma serra que nao mais existe.
Este passaro empalhado que vivia no meu quintal
O lambari fosseificado da fonte Agua Santa hoje poluída e feia.
Não tive nada naquela cidade,nem dinheiro nem amores

Hoje sou um simples engenheiro
Saudado como um bom baianeiro.
Ita bira é aquela foto ali naquela parede
Que namoro e que não dói
Mas vejo que vem a maldita traça.

Será que corroi?





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Em tempo vejam como foi bem o Jose Claudio Cacá nesta coisa de saudade em forma de confidencias:

http://uaimundo.blogspot.com/2008/05/confidncias-genticas-de-um-itabirano.html

Apenas um exercicio  parafraseando em pobre parodia com  a obra  Confidencias de um Itabirano” de Carlos Drummond de Andrade.

Mas eu amo a minha Itabira  e minha Minas tão Gerais uai, acima de todas as cidades, antes que os itabiranos de plantão torçam o nariz sobre mim.
Entendido, Cacá, Claudinor Pinheiro, Paulo Adão, Ines, Fatima e outros tantos itabiranos da blogosfera?


Toninho.

19 comentários:

  1. Meu amigo, houve uma época em que Minas Gerais e Bahia se completavam numa só região do país.
    Por isso talvez tanta semelhança e peculariedades entre estes dois povos.
    Muito bacana, este poema que parodiando Drummond ou não, ficou original e melodioso.
    Um abraço.

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  2. Corrói não porque vc não deixa e o coração se queixa.
    Boa noite!
    Carla

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  3. Qual nada, meu amigo! Esta ligação umbilical está marcada a ferro e lirismo numa dosagem muito boa em todos nós itabiranos, com mais ou menos dor e saudades. Num dia de aniversário de meu pai eu fiz minhas confidências também. hahahaha! Depois dê uma olhadinha lá. Gostei demais. Abração. Paz e bem.

    Aqui:http://uaimundo.blogspot.com/2008/05/confidncias-genticas-de-um-itabirano.html

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  4. Acho que corrói e existe a saudade...Lindo isso.Gostei de ver e ler...E os Itabirenses de plantão devem gostar...abração,chica

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  5. Cada um fala de si
    do sitio que conheceu
    cada um tem o amor
    ao lugar onde nasceu

    Beijinhos de luz e muita paz no coração

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  6. E amigo eu te entendo, gosto muito da terra que vivo, mais todas as vezes que vou a Natal, eu fico alegre e orgulhosa com o progresso e ao mesmo tempo com ciúme na beleza que ela se transformou, e culpa de não ter participado do seu progresso, o que dói mais e como turista na minha própria terra, motivo sinto mais segurança, tenho muito medo das BRs, e não confio muito nos motoristas de casa, como turista tenho que ouvir toda aquela descrição que aprendemos no colégio, eu tenho vontade de gritar pare, mais como uma turista educada calo. E amigo a nossa terra, as primeira paisagens, os cheiros os primeiros amores, a nossas lembranças estas são imorredouras. Abraços Celina.

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  7. Amigo,

    "A vontade de nadar que tira a vontade trabalhar"
    kkkkkk... morando em Itabira, sinto a mesma coisa!...
    "Mas vejo que vem a maldita traça.
    Será que corroi?"
    Se a traça for o tempo...
    Corroi sim!...
    ♫♫.•*¨*•♫♫¸
    °•♥°Itabira°°•
    ✿♫°.•

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  8. Toninho, que presente teu texto e a trilha sonora. Perfeitos!Beijos

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  9. Eu sou de Belorizonte seu Antonho, nascida e criada e agora moro aqui mas entendi direitinho o senhor.
    Bjs.

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  10. Olá
    Seu texto me fez pensar: o lugar onde nascemos fica cravado, e mesmo o tempo passando as traças não corroem não, pois está tudo muito além de uma foto. Está tudo em seu coração.
    bjs

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  11. As marcas mudam conforme a vida nos mostra novos caminhos, beijo Lisette.

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  12. Boa noite, querido amigo Toninho.

    A nossa primeira infância mistura-se no local onde nascemos, construindo assim, uma espécie de alicerce.

    Um grande abraço.
    Tenha um lindo fim de semana.

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  13. Muito bom Toninho, me senti na antiga Itabira agora!

    Uma ótima noite!

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  14. Nossa, e eu disse para Cacá tempos desses que ele era curitibano (nao onde sonhei com isso), acho por isso ele nunca mais apareceu no meu CaFoFo hihi. Se ler esse, desculpe-me mineiro! (agora sim! rs)
    Viajei literalmente nesse texto Toninho, eu que virei uma sem-terra por esse mundo, ainda vivo a rua que nasci, as amizades que tinha, enfim. Nao é traca meu amigo, é raíz e essas carregamos pra toda vida!
    Me senti em Itabuna, deve ser lindo, como toda Minas Gerais, em conjunto com seus simpáticos mineiros.

    Ótima sexta!

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  15. Passando para agradecer seu carinho e presença no meu sentidos.
    beijinho

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  16. Olá Toninho
    Não escolhemos o lugar para nascer, mas com certeza, existe um motivo , além da nossa vontade, que determina isso. Pena que suas lembranças não sejam boas.
    Grande abraço

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  17. Cada terra que vivemos, nos traz lembranças... umas, porque nela nascemos, noutras porque nela encontramos o amor da nossa vida ou nos lembra alguma dor e assim vai... mas todas deixam marcas em nossos corações... e tudo isso, te inspirou, poeta, a fazer estes versos...
    Beijinhos meu querido amigo...belo final de semana...
    Valéria

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  18. A gente sempre ama a cidade que nos viu crescer. E fico feliz que um engenheiro, como eu, gosta das letras. Um abração!

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