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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Quando cai a chuva.
















Cai a chuva contínua tão serena,
nas terras de além-mar é o alivio,
sobre labaredas silencia a sirena,
um som de aviso lúgubre sombrio. 

Partilho desta alegria portuguesa,
que se espalha em poesias, poemas,
belos escritos que inspiram beleza,
no florir de perfumadas alfazemas.

Árvores retorcidas, já renascidas,
com bem vindas chuvas outonais,
nas florestas tristes e enegrecidas,
exalam um frescor pelos quintais.  

Aqui minha Primavera com flores,
espalham-se nos campos das Gerais,
com flores que inspiram escritores,
sob a fumaça que sobe em espirais.



Toninho. 
30/11/2017

Poema inspirado por época dos incêndios em Portugal e paralelamente nas serras de Minas Gerais em estações diferentes. Lá como aqui falava-se de origem criminosa, o que é lamentável. E saber que se repete ano após ano. Estava perdido nos arquivos, hoje compartilho com vocês, pelo carinho com os amigos de Portugal.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Seduzir-se em decidir.



No exato momento que urge de decisão,
vem como faca de dois gumes a dúvida,
catalisadora sanguínea de meu coração,
bombardeado pulsa e pulsa na partida.

Uma voz induz seguir por este caminho,
diz-me seguir por lá onde reina a razão,
ao tempo que outra me chama baixinho,
sussurra do outro lado há pura sedução.

Meus passos hesitam, pausam indecisos,
na hora fatal uma arvore me desveste,
ante a decisão tremo e soa como guizos,
os meus neurônios enjaulados e agrestes.

Que instante cruel de minha vida agora,
ainda como testemunha a verde árvore,
sabedora de minha dor neste ir embora.
É longo o caminho, para que me arvore.


Toninho 
14/01/2018
Inspiração para Poetizando e encantando da amiga Lourdes, confira outras inspirações e participe aqui: poetizando e cantando

Arvore-se a ser bom e melhor
todos os dias.
Feliz semana