O que sentimos quando ninguém nos olha.
Olhando estrelas na solidão.
Era uma noite de
insônia, estava na janela observando o céu com suas mutantes nuvens, um
silencio reinava, apenas cortado pelo bater de asas de algumas criaturas
noturnas. Sentia o peso da solidão como uma sombra a me acompanhar independente
de permissão.
Sentia um vazio, um eco
sem som. Apenas um sussurro questionava o que eu era sem ninguém para me ouvir
e acolher. Parecia um convite para viajar pelo coração sem medo ou razão,
provocava um encontro comigo mesmo. A solidão não me parecia castigo, passei a
sentir meu próprio canto, a paz no silencio.
O tempo parece, que não
passava, então encontrei aquela criança curiosa, cheia de vida. As figuras
desfilavam à minha frente. Tomado de nostalgia, passeava pela casa da avó, junto
com meu cãozinho. Falei com os passarinhos, que cantavam felizes. Um cheiro de
jasmim me envolvia, quando um aroma delicioso escapou das panelas pretas do
fogão à lenha como uma sedução.
Um cheiro de óleo
diesel me resgatou do passado, num instante em que uma estrela cadente riscou o
céu. Assustado olhei para todos os lados, mas nenhuma alma viva presente na
madrugada. A rua agora silenciosa e lá no céu uma Lua curiosa me alumiava.
Ali na janela a sós
comigo, senti o peso das lembranças do menino em sua travessia e uma lagrima
escapou do olho e agasalhou-se no peito, quando os primeiros raios solares desvirginavam
a manhã.
Toninho
08/04/2026
Grato pela visita

Buenos días, gracias por sumarte a este nuevo jueves.
ResponderExcluirTu relato es un recorrido por esa infancia que te llena de cosas bonitas, y bellos recuerdos
Desde esa noche que tú mirar va más allá de esas estrellas fugaces.
Hay silencios que embellece nos dé nuestro yo más personal y profundo.
Un abrazo, feliz día.
Amigo Toninho, bom dia de Oitava de Páscoa!
ResponderExcluirUm conto nostalgic que retrata o inconsciente.
Tenha dias pascals abençoados!
Abraços fraternos
Toninho, em silêncio ,na noite ou não, podemos nos reencontrar conosco mesmos. E isso é lindo! Podemos dar a mão às crianças que fomos e trazê-las ao presente,ainda que por um minuto, em nossas lembrançs lindas! ADOREI! abração, tudo de bom,chica
ResponderExcluirHola Toninho.
ResponderExcluirUn preciso relato. La suerte de poder volver a la niñez es inapreciable, hay que aprrovecharla siempre que sea posible.
Un saludo.
Olá Toninho.
Uma história maravilhosa. O privilégio de poder reviver a infância não tem preço; devemos valorizá-la sempre que possível.
Atenciosamente
Boa noite, Toninho.
ResponderExcluirSublime e nostálgico que descreve uma noite de insónia , invadida pelas memórias ocultas no nosso outro eu...um reviver do passado…
Parabéns, Toninho.
5*****
Beijinho e ótimo fim de semana, com paz e saúde.😘
P.S.
Toninho, recebeste a receita do" pão de ló"?
Hola Toninho, que bonito es poder regresar a la niñez, a esos recuerdos cálidos y felices de otros tiempos y que el disparador sea un momento de soledad nocturna que nos permita revivirlos, Me gusto mucho tu historia, un abrazo y buena noche
ResponderExcluirPATRICIA F.
Me pareció más profundo de lo que resulta a primera vista, porque no solo “describe” una noche de insomnio: la convierte en algo vivo, casi respirando contigo.
ResponderExcluirHay un momento en el que la soledad deja de sentirse como algo externo y pasa a ser un espacio íntimo, casi seguro, y eso no es fácil de lograr. En particular, la forma en que el recuerdo de la infancia irrumpe —con olores, lugares y sensaciones muy concretas— me pareció muy humano, muy creíble. No se siente como nostalgia construida, sino como algo que simplemente recuerdas y añoras.
Y el final se remata con una delicadeza no forzada. No intenta explicar demasiado lo que ocurre dentro, solo lo deja caer, como esa lágrima que no necesita justificación.
Has elegido una de las mejores maneras de pasar tus momentos de intimidad.
ResponderExcluir¡Es tan hermosa contemplar el firmamento...!
Ahí desde mi lugar favorito de pensar, mientras miraba esas estrellas la mas de las veces podía ver su cara como si nunca hubiera faltado.
ResponderExcluirLa nostalgia tiene ese poder de transportarnos a lugares y estadios ya transcurridos. Muy emotivo texto, Toninho, un abrazo
ResponderExcluirEn la noche los recuerdos y los pensamientos parecen resonar con mayor intensidad.
ResponderExcluirMe gustaron mucho tanto el texto como la canción.
Un abrazo juevero, Toninho
Adoro olhar as estrelas na escuridão! 👏😘
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