Escrevendoà quinta-feira desta semana é coordenada pela Dafne em seu blog sinedie, onde ela provoca falar sobre o orgulho LGBTQIA+ em alguma estrutura de texto que melhor convier. Abaixo minha participação.
Guarda-Chuva de Junho
Era assim todo mês de junho naquela rua. O lojista Manolo ao abrir sua lojinha de reparos pendurava um guarda-chuva colorido na porta. Acontece que não chovia, apenas esfriava demais.
Um dia Juliete, 16 anos, parou na
frente da loja. Ela tinha acabado de contar para família que era trans. Um
imenso pesado silêncio invadiu a mocinha, que se sentiu rejeitada e abandonada.
Vagou pela rua e parou junto a lojinha
do Manolo sem nada para consertar a não ser sua decepção. Ali ficou olhando com
fixação um colorido guarda-chuva.
O Seu Manolo, 83 anos, percebeu o vazio da jovem, limpou as mãos no avental e aproximou-se.
E a convidou para entrar, dizendo, que lá dentro não chovia. Sem perguntas, ofereceu
suco, falou do tempo, mostrou fotos antigas com o falecido marido de mãos
dadas, explicando que era inaceitável pela sociedade conservadora mineira.
Explicou que na sua juventude as cores eram rígidas e eles ocultavam as cores
vivas principalmente nas roupas e utensílios. Apontando para o guarda-chuva
dizia que ele ficara esquecido e calado dependurado num gancho na sala, jamais
poderia ficar na porta da lojinha.
A jovem Juliete suspirou e sorriu em meio àquela tristeza envolvida, caminhou
até Manolo e o abraçou numa espécie de gratidão pela atenção e tentativa de lhe
resgatar daquela solidão. Assim foi até ao balcão e pegou um adesivo de arco-íris
e colou na sua blusa como destaque.
Agora todo mês de junho Juliete vai até à lojinha, para lembrar de um lugar
onde primeiro se sentiu abrigada e respeitada. Ela entendeu, que orgulho não é
gritar, mas deixar a porta aberta e andar livremente com seu guarda-chuva à
mostra, sem medo de ser feliz, carrega a bandeira colorida todo o mês de junho.
Toninho
03/06/2026
Grato pela visita


Adoro ver a beleza de um mundo colorido! 👏👏👏😘
ResponderExcluirUn texto donde la ternura y el cariño se nota en tus letras.
ResponderExcluirUn abrazo.
Doce, lindo demais e que bom se cada um que se sente como Juliette, encontrasse um Seu Manola na vida! ADOREI e aplaudo muito, muito! abração, chica
ResponderExcluirBendita inspiração.
ResponderExcluirCriatividade e compreensão.
A imagem ficou muito bem.
Deixo um beijo.
:)
Hola Toninho,
ResponderExcluirUna historia muy bonita de ayuda desinterasada. Estoy de acuerdo con lo que dices al final: el orgullo no consiste en gritar, sino en dejar la puerta abierta y caminar.
Un saludo.
Olá Toninho,
Uma linda história de ajuda altruísta. Concordo com o que você disse no final: o orgulho não está em gritar, mas em deixar a porta aberta e ir embora.
Atenciosamente.
Qué bonito texto. Vive y deja vivir, así debe ser con respeto y sin tabús. Sin pensar en lo que digan los demás, aunque este mundo no lo pone nada fácil.
ResponderExcluirMe gustó muchísimo tu participación.
Un abrazo grande
Una mano amiga, tan necesaria para sostener tu caída mientras coges fuerza.
ResponderExcluirMuy bonito
Abrazo
Cada ave tiene un nido que cuidar , porque cuidar nidos ajenos si el nuestro se construyo con las propias manos?
ResponderExcluirOlá Toninho,
ResponderExcluirBonito texto e que linda mensagem !
- Acolher o colorido que há na vida -
Parabéns, amigo Toninho, é sempre prazeiroso te ler!
Tenha um ótima noite e ótima semana.
Beijos!!
Un relato escrito con mucha ternura.. me ha gustado mucho visualizar a Julieta encontrándose, después de sentirse rechazada por ser como es, en un lugar dónde se siente aceptada y respetada. Ir allí todos los años es una gran y bonita tradición.
ResponderExcluirUn abrazo!
Amigo Toninho, boa noite de paz!
ResponderExcluirSempre gostei de cores e o frevo utuliza tal degradê ou arco-íris para representar a alegria. Eu gosto.
Seu conto está muito bom.
Tenha um feriadão abençoado!
Abraços fraternos
Gracias por tu participación, Toninho.
ResponderExcluirObrigada!
Abraços
Muy bonita historia, Toninho, me ha gustado mucho, un abrazo y buen fin de semana.
ResponderExcluirPATRICIA F.
Quizás tú texto pone de manifiesto que todo debe empezar por dejar la puerta abierta de nuestra humanidad para dejar que por ella puedan entrar todos los colores del arco iris.
ResponderExcluirMe gustó.
Una lección importante, una actitud generosa y comprensiva. Linda historia. Abrazo
ResponderExcluirQue beleza existe neste emotivo texto, amigo Toninho!
ResponderExcluirCreio não ser uma questão de querer ser deste ou daquele jeito, onde haja amor sincero e verdadeiro não pode haver defeito. Aceitar o outro como ele é, ainda que sejamos diferentes deveria fazer parte da humanidade, embora não goste de tanto 'apregoar' em manifestos públicos. Sem orgulho nem tristeza, tudo passa por cada um se aceitar como é.
Um abraço.
Un momento difícil en el que, Manolo fue soporte .
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