BC_Botandoa cabeça para funcionar acontece todos os dias 5, 15 e 25 para uma imagem que a Chica posta em seu blog sementesdiarias. Confira os participantes com links por lá.
A velha roda encostada num tronco, comida pelo cupim e corroída pelo tempo. Já foi guia. Já cortou estrada de chão vermelho, levantou poeira e cantou rangendo nas curvas. Puxada por boi manso, guiada por mão calejada, que sabia o peso do mundo e o nome de cada pedra do caminho.
Hoje o mato tomou conta. O cipó abraçou os raios, folha virou coberta, formiga fez morada no eixo. O sol ainda bate nela, mas agora é só para lembrar a cor que ela já teve.
Ninguém mais escuta o ranger. Só o vento passando entre os raios vazios, assoviando uma canção antiga. E ela fica ali junto ao tronco como abandono.
Ainda
que esquecida ali no tempo, ela guarda histórias de estradas e gente.
A roda sozinha naquele tronco da mata é testemunha de que um dia a vida passou por ali, pesada, devagar, mas passou. Ela continua sendo roda, mesmo parada.
Toninho
05/08/2026
Grato pela leitura
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A roda ali encostada no tronco sozinha, na cderta relembra com saudade do ranger que ouvia e
ResponderExcluirfazia ouvir nas trilhas pela vida..Agora é silêncio e apenas encanta quem olha com olhos de poesia!
Muito lindo,Toninho! Adorei e a música brilhante também! Obrigadão! abração, chica
Boa tarde, Toninho.
ResponderExcluirTransformaste a velha roda num símbolo de memória viva: mesmo parada, ela guarda o peso das estradas, das mãos que a guiavam e do tempo que a consumiu.
O abandono não apaga a história , apenas a silencia.
Parabéns!
5*****
Beijinho e ótima semana com paz e saúde.😘
Voltei…
ResponderExcluirO fundo musical está em total sintonia com o teu sublime conto!
😘😘