É
mais uma noite sem poder dormir,
Há
uma lembrança que me apavora,
um
assédio que cria este vil desiludir.
A
dor que padece na agonia da hora.
Lembro
daquelas noites com saudades,
nos
meus olhos a imagem ainda clara,
Vive-se
na retina prova das verdades,
a
boca nega, mas no coração não cala.
Lá
fora sobre o jardim na chuva fina.
Na
fresta da janela cantiga do vento,
sopra
assanha numa dança a cortina,
que
testemunha todo o meu lamento.
O vazio das horas que impera agora,
vive
a incerteza nesta longa espera,
sacrifico
das horas perdidas lá fora,
vem
acelera a espera da Primavera.
Toninho.
25/07/2018
Apenas uma Homenagem ao Dia do Escritor, este que nos leva ao imaginário. Meus parabéns a todos que escrevem e reinvento emoções com palavras.



