sexta-feira, 8 de julho de 2011

Jornada pela vida


















São estes olhos que sonham a liberdade
Enquanto todas as palavras clamam justiça
Equilibristas dos limites da igualdade
Caminhada sofrida frente a tanta injustiça

Sonha o meu povo por uma nação liberta,
Na desigual luta diária de nossa historia.
Entre tantos os desmandos que assistem,
Os bravos cavalgam com a força da memória

São estes, que vão à luta, sangram exigências.
Plantam esperanças numa vida de guerrilha.
Nas florestas malditas em vivas armadilhas
Colhem mortes, plantam flores na violência

Liberdade sonhada ainda soa tão distante
Dos guerreiros plantados num solo inóspito
Uma lembrança como lambada de serpente
Mas, que o sonho ainda vive nessa gente.


Toninhobira
27/06/2010.
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Mas enquanto houver miséria, enquanto houver Terceiro Mundo, pode ter certeza, meu amigo, que não haverá paz no mundo. Frase de Jorge Amado
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Interação de Cacá;
"Dormia nossa pátria-mãe tão distraída, sem preceber que era subtraída em tenebrosas transações..." Trecho de uma musica: Vai Passar.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ilumina-me



 


Ilumina-me.

Ilumina os meus belos sonhos nesta noite.
Oh, Lua nesta visita fantasiosa,
Minha casa é sua morada,
No meu corpo sinto a energia luminosa,
E livra-me da saudade que é um açoite.

Sinta os belos desejos de toda minh’alma,
Ilumina os cantos de minha casa
Na bela luz, que me acalma
Da saudade que abrasa

Ilumina cada fio dos cabelos da amada,
Com brilho da estrela cadente inibida,
Que lhe veja a face dourada,
 linda imagem definida.

Ilumina por fim todos os meus caminhos,
Num facho colorido de luz incidente.
Onde possa sem medo dos espinhos
Fazer a travessia levemente.


 Toninho.
29/06/2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Perdas

 





 Imagem Google





Sentimento de Perdas e o tempo.

Por muitas vezes tentei entender o fim das relações. E assim alimentava a certeza que a causa estava no processo desgastante do tempo. Uma corrente cria e afirmava ser uma crise normal do tempo. Onde as pessoas estariam expostas, sendo preciso toda sorte e cumplicidade aliada a uma cooperação, para sobreviverem a esta fase da vida afetiva. Mas como poderia ser o tempo o grande vilão e responsável? Se sempre nos ensinaram como máxima, que é o próprio tempo que nos amadurece e nos torna mais experientes?

É este mesmo tempo, que nos faz aprender e a repensar.

Sempre cri na expressão de dar tempo ao tempo, para amenizar minhas mazelas e ou minhas aflições. O mesmo sempre atendeu minhas suplicas nos momentos de angústia concedendo-me as realizações dos desejos. Foi com ele, que aprendi a aceitar o sofrimento pelas mortes, com as perdas que me rodeavam num verdadeiro processo vendaval de eliminação das pessoas, que mais amava e queria juntas de mim, em meus momentos de alegrias e tristezas. Elas eram retiradas como frutas amadurecidas de uma frutífera árvore e assim passei a entender que frutos maduros também apodrecem quando não colhidos. Aprendi a assimilar a morte como um fruto, que não mais pode ficar na arvore e a dor da perda tornou-se aceitável ainda que maltratasse. Coisa da mania de achar, que podemos eternizar ao nosso lado as pessoas como uma propriedade.
Mas a pior perda em forma de morte é ter que enfrentar a estúpida e inaceitável inversão da partida, este parto ao contrario, como dessas mães que enterram seus filhos em plena juventude, no ápice de seus sonhos dourados, contrariando nossa lógica. Assisti esta dor, ao ver meus pais sepultando uma filha de cinco anos vitima de acidente domestico com fogo e mais tarde um filho aos 33 anos vitima de infecção hospitalar. É muito triste ver aquele olhar sobre o caixão como a querer a substituição. Uma triste imagem gravada em minha mente.
 Então, perda é esta dor, que não tem como estancar simplesmente entregando no colo do tempo, para que ele num sopro possa aliviar esta terrível saudade que carregamos para o resto de nossas vidas, como um fardo pesado.


 Do lado esquerdo carrego meus mortos.
Por isso caminho um pouco de banda.” (
Carlos Drummond de Andrade)

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Texto para um exercicio no blog pensandoemfamilia da querida Norma, que agora
publico aqui para os amigos que não leram por lá.

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 A visão de Cacá do blog Uai mundo?...
 http://uaimundo.blogspot.com/

"A morte é mais bem aceita quando vem no decurso de prazo. É do ciclo natural nascer, ter a perspectiva da digna existência e ir-se. Eis o decurso. Vindo antes é intromissão,enxerimento, é descombinado.
É recado mal dado, é amor deslembrado, é tempo inclemente com os distraídos. Aconselhei-me com a morte. Sendo ela o fim de tudo, sabe mais do que a vida. Dá-lhe rumo se bem ouvida. Faz-lhe sentido, se não olvidada."
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Assim pensou e inspirou Catia Bosso.
http://catiabossopoesias.blogspot.com/
Em parto inverso
Sofre-se inversamente em verso
Verso mal recitado que nem há autoria
Verso mal sentido que nem há utopia.
Parto inverso, dor no reverso.
Nada que doa mais, agruras malogradas.
Veste sem cor.
Fúria sem par.
Queria o poeta sempre fazer-se olvidar
Tal a tela que nunca se fará arte
Enquanto a mãe em derradeira hora, se esguia em parto....se esvai em revezes...
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Toninho
15/04/2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sob o frio do inverno













Imagem Google. 








Mais uma noite que não consigo dormir,

Pois que minha lembrança se arvora,
Em imagens que me fazem este desiludir,
Do amor que parece perdido nesta hora

Hoje lembrei aquelas noites com saudades,
E nos meus olhos sua imagem ainda clara,
Atira-se da retina como prova das verdades
Que a boca nega, mas o coração não Cala.
 
Lá fora sobre o jardim ainda a chuva fina.  
Vem da janela, o som melodioso deste vento,
É a linda cantiga que embala a fina cortina
Outrora nossa testemunha, agora do lamento.

No meio deste vazio, que se impera nesta hora,
Vem da incerteza de ter você nesta espera,
Onde Sacrifico todas as horas perdidas lá fora,
E sinto frio agora, que meu corpo desespera.

! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !

TONINHO
01/07/2011

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 Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.(Vinícius de Moraes)
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Assim falou Catia: Valeu amiga.
Uma saudade grotesca
Pouco se enumera na goteira
Pingos que caem sob luar embaçado
Firmamento inaudível a inspirar
Noite de insônia sem causa aparente
Vivamos em plenitude a astuciar o sorriso da mente.
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Ilustração de Cacá para o poema:
"Saudade entonce assim é ruim
eu digo isso por mim
que vivo louco a sofrer..." (Luis Gonzaga)
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Há no seu olhar.













 
Há no seu olhar.

 
Não entendo teus olhos nesta frieza,
Que minh’alma depara nesta imagem.
Como pode ser tão bela nesta crueza,
Que de cega, esmaga nossa coragem.

Como o pode admitir tamanha maldade,
Que mesmo em face de desejos de súplica,
Fingida inércia diante da impunidade,
Do perverso, corrupto processo da pratica.

Ainda que teus olhos se cerrem Senhora,
Sobre a lama das injustiças deste poder,
Suplico que lance tua espada nesta hora,
Que faça o fiel enxergar e eu em ti  crer.

Se ainda assim me renegas toda Poderosa,
Rasgo-te as vendas, cego teus olhos frigidos,
Entrego ao mendigo tua túnica suntuosa
Para a linda festa dos menos protegidos.
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Pesquisava e namorava a imagem da bela Senhora Poderosa da Justiça e me veio esta inspiração. Porque ainda acredito,que um dia teremos uma justiça cega, sem as amarras, livre e independente para sua ação.
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  "Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo,
Então, somos companheiros." (Che Guevara)

Toninho.
25/06/2011