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sábado, 18 de setembro de 2010

Primavera para José

Primavera para José
















 

Para José o perfume da Primavera
Ainda anda um pouco assim distante.
Lá naquele chão ressecado de folhas secas
Ponto de ignição em tórrido chão.


A presença da fúria indomável pelo Brasil
Com suas enormes línguas vermelhas
Que a tudo devora com sofreguidão
Que mãos odiosas fizeram esta maldição?

Dói o coração de nosso Bom José
Ver-te amiga serra aquecida avermelhada
Grita, morre no calor de línguas devastadoras.
Sem forças para fugir da ação predadora

Até mesmo aquelas nossas chuvas furiosas
Que tantas vezes devastaram, desabrigaram,
Não vieram em socorro desta agonia
Aos olhos de José que lacrimejaram.

Angustia e dor José sente um alento
Que sua Primavera parece estar perto
Vem de um canto melodioso pelas manhas
No cantar sonoro do Sabiá Laranjeira.










Baseado em recado enviado pelo Jose das Mercês, itabirano assim como eu, amigo lá  do Recanto das Letras. Sobre incêndio que devastou grande parte de uma serra em Itabira, onde fica montada a casa do poeta Carlos Drummond de Andrade, local onde na infância muitas vezes escalávamos na busca de frutos silvestres.






Toninhobira
01/09/2010







sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ainda mais Vovó

A sublime alegria de ser Vovó.













Como diria o escritor:


- Estes seres feitos de açúcar.


Ser vovó é uma condição, que todas as mulheres desejam.
Porque ser avó é estar vivenciando a seqüência natural da vida.
E assim as avós são todo carinho no mundo dos pequeninos, o que faz da infância um paraíso todo particular junto destas figuras maravilhosas.
Ah, como era bom na casa da vovó, uma expressão sempre atual que estamos sempre a proferir ou ouvir.

Assim a casa da vovó é um paraíso regado apenas de amor, com a contestada mania, que estas carregam na permissão de liberar os pequenos nas suas maiores travessuras.
Coisas que a gente grande besta muitas vezes reprova como não tivéssemos sido uma um dia.
Ser Vovó é sentir o coração apertado quando não tem como não repreender uma falha e notar que o pequenino ficou triste, emburrado num canto com os olhos carregadinhos de lágrimas.


Vovó é isto uma paz infinita na nossa melhor fase de vida.

Uma maneira simples, compartilhando hoje a alegria sublime de nossa amiga Flor da Vida na sua alegria de novamente ter nos braços um netinho nesta manhã.


Com o meu carinhoso e terno abraço a Flor da Vida.
Com um beijo no coração.
Viva toda esta alegria que é toda sua.



Toninhobira
17/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

APENAS UMA MULHER?

Apenas Mulher?









 


Sou mulher e danço entre a razão e coração
Mulher bailarina de suave caminhar
Pisos vitrificados, pedras no imundo chão
Equilibro, driblo adversidades para lhe amar

Sou mulher sim, na nossa vida malabarista
Vigio, controlo seus impulsos suas angustias
Ternura, graça são minhas armas de artista.
E na noite exausta findo o dia nas suas fantasias


É apenas uma mulher.
Pensará saciado, extasiado jogado em sua lama
Eu uma mulher num canto desencanto qualquer.

Renasço ainda mais mulher antes do dia chegar
E me lanço na vida de fera na sua sanha
Renovo forças para noite te reencontrar.


E você ainda dirá é apenas uma mulher...





Um exercicio de posicionamento, louca inspiração.
 Toninhobira.

07/03/2010







quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Arte do Desprezo

A arte do desprezo













Recebo seu desprezo
Como prova de seus medos
Vivo meu degredo
Bebendo nesta taça o sabor vinagre

Desta bandeja de prata colocada sobre a mesa
O vinho tinto agora tão azedo
Mancha este chão sem vela acesa
Na história desse amor em segredo

Recebo seus medos vestido na dureza
Da capa da angustia que a mim deste
Esmagam  os anos que amei seus desejos
Loucos desvairados carregados de paixão

Não posso afastar o cálice que me embriaga
Da bebida que amarga em minha boca
Apenas sua silhueta atrás da cortina
Das retinas que viram desaparecer na noite louca



Toninhobira
14/09/2010.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

No fim da tarde

No fim da tarde.
















Namorando o por do sol suplica o amor
Da fonte da vida do caule, sumindo
Rouba a fonte o que lhe fazia flor
Naquela tarde as forças se esvaindo


Eternamente apaixonada flor secando
Braços furados pendidos para o chão
Como pêndulos contam horas escorrendo
Para a vida que morria de solidão

No seu coração não cabiam suas raízes,
Arrancadas apodrecidas em desencanto,
Oh, Bona Dea venha conceda-lhe sursis


Das lagrimas que jorram em chafariz
Nesta tarde sofrida de seu quebranto
Alivia sua alma de mulher infeliz.














Inspirado no texto de Zeca Baleiro:
"Eu queria ser uma rosa Branca
mais do que me adianta ser uma rosa Branca
que ao ser branca deixa de ser rosa, portanto permaneço em mim,transbordante, habitante do planeta AMOR
firme na idéia Caule só pra ver aonde broto Flor"






Toninhobira


29/08/2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Enquanto ela dorme

Ao amor que dorme.












Enquanto ela cansada adormece,
Meus olhos vigiam admiram seu corpo
Zelando seu sono na suavidade que enternece
Toco de leve seus cabelos em desalinho
Na cabeça inunda a vontade de amar
A linda desejada mulher in natura perfumada

Mulher que não sente o abrasar do meu corpo
Dorme em seu sono leva toda minha fome
Na fervura que meu sangue derrama
Nesta angustiante noite de poucas estrelas
Carregada de voluptuosos loucos desejos
Que na minh’alma tanto alucina.

Ah, se você pudesse num despertar magistral
Receber-me em seus abraços e no regaço
Entregar-se toda às caricias minhas
Mas você adormece e minha vida padece.


Oh, mulher dos meus sonhos venha saciar minha
Loucura e assim vivermos este amor nesta noite.


Toninhobira.
10/09/2010.