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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lembranças fiandeiras.















I
No colo muitas bolas de algodão
o fuso girava, uma linha crescia,
netinho curioso sentado no chão.
aquilo assistia como uma magia.

II
As mãos tremiam, mas insistia,
torcer o fuso com a elegância.
não raras vezes no chão ele caia.
Mas o netinho era só vigilância.
Logo a acudia.
















A imagem superior trouxe lembranças da minha vó Iracema, quando eu colhia as bolas de algodão no quintal, para ela fiar suas linhas. Achava magico da flor de uma arvore, sair linhas que lá na cidade comprava.

Assim participo da BC#umaimagemem140caracteres. Confira outras inspirações e participe aqui devaneiosedesvarios projeto da Mari


Toninho
22/06/2018



domingo, 17 de junho de 2018

Lembranças perdidas.





















Mora no peito lembranças perdidas.
já tão remexidas nesta tarde vazia,
medo da noite de horas desiludidas,
sou ave de asas partidas, há agonia.

Há um imenso vazio no meu peito.
Nasce sem motivo quiçá o existia,
entender a ausência só no conceito,
complexa esta incontida sinestesia.

Queria a falta suave e não sentida,
que chega como a rajada de vento,
arrasta as más lembranças da vida,
como o isolamento deste sentimento.

A lagrimas caem neste desencanto,
deságuam pela minha face sombria,
uma cachoeira feita de meu pranto.
Lá fora chove, adormeço em poesia.

Toninho
16/06/2018

Apenas uma inspiração para a BC_poetizando e encantando da professora Lourdes confira e participe nos finais de semana aqui: filosofandonavida 


Um bom domingo
de nova semana.
Paz e alegria.