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domingo, 12 de novembro de 2017

Fogo da paixão.




O sangue acelera o corpo desespera,
a sensualidade faz o desejo de amar.
Há inquietude nesta noite de espera,
sorve do vinho angustia em celebrar.

Há cheiro de amor espalhado pelo ar,
das flores numa jarra vem o perfume.
No castiçal prata uma vela a clarear,
ao som do bolero no mínimo volume.

Som da campainha carrega emoção,
ela vestida de branco é pura doçura
descompassam as batidas do coração
a presença tão bela é viva escultura.

Envolvidos na noite cegos no querer.
as taças se beijam os corpos já febris,
a dança sensual explode o efervescer,
na vitrola agora a suave voz da Elis.

Na sala apenas a respiração ofegante,
entrelaçam mãos com beijos ardentes.
Então em sussurro erótico alucinante,
beijam-se sorvem o vinho lentamente.   

Toninho
12/11/2017
Inspiração para a BC_poetizando e encantando, projeto da Professora Lourdes de todos os domingos, confira e participe aqui: filosofandonavidaproflourdes

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domingo, 5 de novembro de 2017

Teimosa espera.


Poetizando encantando é um projeto da professora Lourdes de todos os domingos com uma imagem para poetizar e encantar. Confira aqui: filosofandonavidaproflourdes outros participantes.















Debaixo de uma arvore florida,
num banco minha longa espera.
Minha solidão freme como fera,
há incerteza desde a despedida.

Há flores adormecidas pelo chão,
onde um canário cisca a cantar,
é lenitivo na espera, faz acalmar
a ansiedade, carrega a desilusão,

Aquece-me teimosos raios solares,
e defloram a manhã primaveril,
sobre o chão fachos espetaculares.

Neste transe ouço suave assobio,
segue-se o tilintar de seus colares.
Sinto o perfume, vem-me arrepio.

Toninho
05/11/2017


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Uma feliz
semana para 
você.

domingo, 29 de outubro de 2017

¹Cuitelinho sonhador.
















Queria dedicar-te a doce palavra,
tão linda como se fosse de oração,
com o brilho nos olhos de emoção.
como garimpeiro diante da lavra.
        
Sou o cuitelinho¹ que beijar a flor,
nos jardins floridos. É primavera,
estação que refaz minha quimera.
um beijo partido perdido de amor.

Na dança beija-flor há suavidade,
como o tocar a terra o jardineiro,
mãos que revolvem na suavidade.

Sinto-te como as caricias do oleiro,
o barro nas mãos na sensualidade.
Sou assim beija-flor no jasmineiro.      

Toninho
29/10/2017


Nota 1_ Cuitelinho é o outro nome do Beija-flor.

Minha participação no projeto Poetizando e encantando do blog filosofandonavidaproflourdes confira e participe.

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Olhos de rubi.





















Eu te vi e estava linda no organdi,
ali enlacei teu corpo transparente,
os teus lábios tremiam docemente,
os toquei com suavidade do colibri.

Nossos corpos já confortavelmente
aninharam-se sob teu olhar de rubi.
Como lava básica ardi e apaixonei,
vivi no teu corpo um amor ardente.

Cada parte do teu corpo suspirava,
todos teus poros fluíam óleo sedutor,
o meu coração batia como aldrava.

Da janela veio o vento com frescor,
vi era a madrugada, eu alucinava.
Olhei-te. Como a pedra vê o escultor.

Toninho.

21/10/2017

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domingo, 15 de outubro de 2017

Meu pote mágico.

















Tenho de minha mãe preciosa relíquia,
levo comigo pelo resto da minha vida,
pequenina relíquia um pote de alegria,
uma herança poderosa da mãe querida.

O pote é a criança que vem me abraça,
quando adultos me impõem dissabores,
naquele momento que o chão se afasta,
evaporam-se substancias multicolores.

Precisas substâncias da interiorização,
Forjam-me no aço, revitalizam meu ego.
Com corte certeiro dilacera a decepção,
quem vem como onda roubar o sossego.

Nunca esqueço num canto empoeirado,
o pote de alegria que me faz fortalecido.
Se o génio do mal surgir descontrolado,
abro o pote magico, faço-me destemido.

Toninho
10/10/2017
Confira no outro blog: familia-silva



Inspiração veio lá da Chica aqui http://lugarescoloridos.blogspot.com.br/2017/10/bc-raio-x-n-23.html  onde ela fala de um pote da alegria, que a defende do mau humor naqueles dias que tudo conspira para ser ruim.

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Meus parabéns à todos
os professores 

Sugiro uma leitura nesta postagem http://pensandoemfamilia.com.br/blog/sobre-depressao/

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Partirás.















Um barco pela tarde é a inspiração,
no cais em total silencio adormecido.
sob a inércia iminente como prisão,
saboreia os ventos vive entorpecido.

Todo barco sabe os encantos do mar,
no singrar das aguas na imensidão.
Na noite escura só a lua a iluminar,
um argonauta solitário na desilusão.

Barco é a nostalgia que veio visitar,
com lembranças ainda que tardias,
viagens de outrora no azul do mar,
são emoções oxidadas pela maresia.

A noite cairá sobre o barco na praia,
enquanto eu nesta estranha emoção,
serei junto ao barco fiel companhia,
já o lume do farol ilumina a solidão.

Toninho
06/10/2017

Inspiração na foto gentilmente cedida por Piedade Araújo Sol, que sempre tem um olhar especial para o por do Sol de Portugal. Confiram no link olharemtonsdeflash

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Nas asas do passarinho.




Vivo a ouvir cantos dos passarinhos,
na delicadeza receptiva à Primavera,
que em Setembro se vê tantas belezas.
É o tempo de jardins campos florido.

Voo nas asas do passarim encantado,
com o seu canto estridentes na mata,
vejo pássaros de regresso aos ninhos,
na velha mangueira de meu quintal.

O sobrevoo sobre frutíferos pomares,
ar aromático de bons frutos maduros,
sinto escorrer no peito o doce caldo,
que adocica minhas belas recordações.

Em êxtase por toda beleza primaveril,
pouso na margem do regato cristalino,
sorvo  da nascente a refrescante agua,
que vai livremente para o rio corrente.

Vejo operoso pedreiro João de Barro¹,
que faz de barro em barro a casinha,
no galho do secular majestoso jatobá²,
onde o caxinguelê³ se farta de frutas.

Então o Sol se esconde atrás da serra,
guio-me pelos últimos raios dourados,
a seguir a fumaça do casebre branco,
onde estão minhas pueris lembranças.

Toninho
28/09/2017
Outras historias: https://toninhobira.blogspot.com.br/


Nota 1:
João de barro  ou forneiro é um pássaro que constrói seu ninho com barro, conhecido como construtor da mata.
Nota 2:
Jatobá ou jatai é arvore frutífera frutos em favas
Nota 3:
Caxinguelê ou serelepe é um pequeno roedor, que sobe em arvores, coqueiros para roer os frutos.

Inspiração na postagem de Zizi na BC. Botando a cabeça para funcionar Nº 25 aqui: Zizi 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lembranças vazias.



Revejo com saudades a praia.
A brisa não suaviza tua falta.
As cadeiras vazias é uma fria
tradução desta minha solidão .
Ah, que saudade de ti.

Toninho
29/09/2017

Projeto #umaimagemem140caracteres de Mari e Silvana de toda sexta-feira.

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Feliz fim de semana
Um Feliz Outubro 
para você.



domingo, 24 de setembro de 2017

Assim ela Chegou















Assim que a vi chegar floridamente,
ainda com os ventos frios do inverno,
vi um beija-flor bailar divinamente,
com olhos vestidos do amor materno.
vi o Céu vestir-se azul. É primavera.

Ouvi dos fios cantos dos passarinhos.
Vi no verde das árvores a elegância,
que é o abrigar nos galhos os ninhos,
às vezes destruídos pela ignorância.  
     
Da janela ouvi o canto do Bem-te-vi,
na sua caçada aos insetos do jardim,
onde a roseira vermelha volta florir,
senti daqui perfume do belo jasmim.

Viajei pelo campo da velha infância,
lá recolhia para mãe flores amarelas,
dos ipês que floriam em exuberância,
que no domingo enfeitavam a capela.


Toninho
22/09/2017

Tem poesia lá também: toninhobira.blogspot

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Feliz Primavera
no seu coração.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Se não houver amanhã II.




E se não houver o amanhã real?
Se não houver flores no jardim?
Sem as frutas doces pelo quintal
os passarinhos cantarão enfim?

Apaga-se do rosto nosso sorriso,
fica aberta uma velha cicatriz,
que sangra e me rouba o juízo.
Alucinarei num velho chafariz.

Viver-se-á assombrosa ausência,
nos porões sombrios do infinito
com sentimento de impotência,
perante a solidão como um rito.

Pois que o amanhã fica distante,
e olha, o que não mais te alcança
perde-se o encanto neste instante
num inatingível passo da dança.

Toninho
20/06/2017

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Creio que esta inspiração seja reflexo do livro: 
"Não verás país nenhum" (Ignácio Loyola Brandão) lido nos anos 80


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sentimentos aflorados.



Luci naquela manhã acordou sorrindo ninguém viu, andou pelo quarto abriu a janela voltada para o mar, o dia estava azul e um Sol radiante no horizonte, que fez da manhã a mais linda das manhãs daquele Setembro.

Luci estava sobre efeito do encantamento hortênsia, que num sonho lhe veio num lindo buquê com umas iniciais FMAF. Sentou-se na varanda, olhou para o jardim, onde um beija-flor bailava no bebedouro com agua adocicada ali colocada todos os dias.

Nos seus olhos brilhavam as hortênsias do sonho e pensava curiosa com as iniciais. Por instante imaginou ser real, correu até a cozinha, onde apenas a secretaria Joaninha cuidava do café matinal com um bolo de laranja, que acabava de sair do forno. Questionada disse, que não apareceu ninguém na casa, nem flores foram entregues.

Luci voltou ao quarto, procurou seu livro de sonhos, que herdara de sua mãe. Folheou apressada na busca de uma resposta. Lá estava que receber buquê de hortênsias significava predição que terá muitos admiradores. Sorriu e fechou o livro e colocou de volta na gaveta. Voltou para a cozinha para saborear o bolo de laranja.

Ao sair para a universidade, parou no posto de gasolina perto de casa, quando já saia, um garoto nunca visto por ali lhe entregou um cartão de visitas. Jogou no porta-luvas como sempre fazia. Ao voltar da escola, abriu o porta-luvas para ver o cartão colorido e levou um susto. Uma lagrima caiu na sua mão. Estava escrito no cartão: ofereça flores para ela Floricultura Mamãe Adora Flores Ltda. Era nova a loja por ali, foi lá e silenciosamente comprou um buque de hortênsias, e seguiu para o cemitério onde a mãe jazia.


Toninho
15/09/2017 


Minha participação na BC_botando a cabeça para funcionar. Projeto da Chica aqui: chicabrincadepoesia


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Bom fim de semana
para você,


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Verso pronto.



O teu sorriso será minha poesia,
em versos rebuscados lapidados,
numa inspiração feliz da elegia
daqueles poetas bem iluminados.

Que será a poesia na inspiração
linda como no pântano os lírios.
Como uma flor branca do sertão,
o mandacaru, como um colírio.

Ocultas tua face, na boca o doce
encontro. Nas entrelinhas beijo.
Misteriosa que em mim és posse,
desvendados segredos e regozijo.

Bem que te vi vir na elegância,
na rima romântica e sedutora,
tive delírios, ardi febril, ânsia,
o beijo da mulher encantadora.

Toninho
14/07/2017

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Semana feliz
para todos.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sob um Céu de brigadeiro.



A Chica em sua BC_botando a cabeça para funcionar de hoje enviou esta imagem para livremente escrever sobre ela. Conheça e participe, eu viajei pelas coisas do sertão que meus olhos viram e gravaram e ofereço mais estra prosa. Visite e veja outras leituras chicabrincadepoesia




















Quando o Céu se veste em brigadeiro,
parece que para o tempo lá no sertão,
nem os répteis se arriscam no terreiro,
pois o sol parece, derreter aquele chão.

Debaixo da ultima arvore ele se deita,
na sua rede feita pela velha fiandeira,
mas fica sempre atento numa espreita
de ver uma nuvem negra na capoeira.

Sinal de chuva é festa para o sertanejo,
castigado pela seca vive de alucinação,
ali na rede na cabeça vive um só desejo,
da chuva que inunde o açude da região.

Assim que adormece, vive de um sonho,
um chuveiro que jorra agua milagrosa,
quando cai uma gota que o faz risonho,
livre dos pensamentos da vida dolorosa.

Da porta a mulher com carinho o espia,
e sabe que pode ser um delírio sonhador,
deste bravo sertanejo perante a carestia,
sob um céu de brigadeiro esquece a dor.

Toninho

05/09/2017

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05 de Setembro
Hoje Dia da Amazônia



domingo, 3 de setembro de 2017

Vi num cais.



Vê os barcos bem alinhados no cais,
vêm desejos de partida. Há emoção,
encontro furtivo na margem oposta
desesperança desencontros do amor.

Os movimentos das marés embalam,
barcos inertes alinhados ancorados,
na ilha da fantasia ânsia, corrosiva,
vem numa espera saudosa oxidada.

Há o olhar translúcido na distancia
a vasculhar pela silhueta feminina,
desde o sol nascente ate o por do Sol,
na espera inútil da mulher no barco.

Quando a noite enfim cobre a terra,
no peito solitário entoa uma canção,
vem lhe a imagem da bela Janaina,
sob luz do farol um barco aproxima.


Toninho
05/08/2017

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Setembro feliz
para todos.