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sábado, 27 de maio de 2017

Pena de Talião.













Aqui onde tudo se plantava e florescia,
na terra boa umedecido solo tão gentil
prolifera-se ervas danosas e velhacaria,
esmagam e dilapidam o querido Brasil.

Nesta terra perde-se na busca do ideal,
as pessoas brigam se matam por cores
no vermelho e verde amarelo desigual
com espaço aos infiltrados saqueadores.

Tudo que se sonhou um dia, jaz morto.
Sonhos mortos nas entranhas da nação.
ao despertar-se de sono no desconforto,
da indecente manobra da constituição.

Não temos cravos na mão da donzela,
que em Portugal enfrentara o canhão.
Políticos usurários cobertos por tutela,
a livra-los do rigor da pena de Talião.

Toninho

23/05/2017
Tem brincadeira lá:Momentos e inspirações

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A todos um bom
fim de semana.
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sábado, 20 de maio de 2017

Amanhã é tão distante.




Sabe-se que o amor um dia encerra.
Não se importe com totalizar horas,
se a tal felicidade que tanto impera,
pode ser que um dia ela vai embora.

Se se vivem além desta intensidade,
no bem querer se faz incondicional,
amam-se numa cúmplice felicidade,
mesmo em face da dor como ritual.

Nunca pensem como vai terminar,
pois se vivem atados pelos dois nós,
que prendem os corações pelo olhar,
hipnotizados estão pelo amar feroz.

Já que o amanhã seja tão distante,
para os tais corações entrelaçados,
blindam-se com desejos alucinantes,
das artes dos querubins enluarados.

Toninho

03/05/2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Chuva de moedas.

Uma inspiração para a BC_Botando a cabeça para funcionar aqui chicabrincadepoesia coisas da Chica que convido a conhecer e participar, bom movimentar os neurônios, vamos lá nesta figura.


Está vendo aquela foto na parede filho?

É uma velha goiabeira do quintal onde nasci. Eu a escalava quando criança. Aquela cova profunda que se vê, eu sempre colocava minhas moedas oriundas de pequenos serviços, que menino lá no interior podia fazer. Minha mãe sempre brigava para não subir nela com medo de queda, pois era escorregadia, mas ela sabia do meu esconderijo. Nela consegui guardar tantas moedas, que deram para comprar um par de chuteiras, para começar no time mirim do bairro em 1963, ali começou minha carreira de jogador até profissionalizar.

Mas o que quero contar é um caso cômico sobre esta arvore. Certa vez com medo das moedas caírem com algum balanço da arvore, eu coloquei um pedaço de pedra sobre as moedas, que continuava a guardar na cova, pois os serviços eram muitos.

Ocorreu que um dia, meu irmão amarrou um dos cavalos à goiabeira ao voltar do pasto, pois esta era uma atividade dele por ser mais velho, cuidar dos cavalos. Quando ele estava a preparar o cavalo para colocar arreio e sair para minha mãe, o cavalo ficou irrequieto e começou a forçar o cabresto que o amarrava, neste instante a pedra caiu sobre o lombo do cavalo, que empinou e arrebentou o cabresto balançando muito a goiabeira. Ai meu filho foi moeda caindo para todo lado. Meu irmão abestado ficou gritando de olhos arregalados, que a goiabeira estava carregada de moedas.

Minha mãe que a tudo assistia, sorria dos gritos do meu irmão, ao tempo que me chamou, para correr e catar as moedas, pois o esconderijo havia sido descoberto. Depois deste dia não pude mais esconder moedas ali. Minha mãe contava esta historia para os parentes, que morriam de rir do meu irmão, que também passou a contar a historia falando de minha traquinagem de esconder moedas dos irmãos.

Esta goiabeira com o tempo teve de ser cortada, para construção de uma nova cozinha fora da casa. Mas antes eu pedi este meu irmão, para fotografar a parte do tronco com destaque da cova das moedas. Por isso esta foto na parede do corredor, que me faz rir sempre que passo por ela.

Toninho.
15/05/2017

Em tempo desejo que todas as famílias tenham paz e harmonia e que todos os membros estejam compromissados de preserva-la e salva-la como a base de tudo que somos. Feliz dia da Família. 

domingo, 14 de maio de 2017

Lembranças maternas.




Inevitável acelerar das lembranças
daquela sempre alegre e sorridente.
Para ela a vida era pura esperança,
movida pela fé no Deus Onipotente.

Ainda a vejo cochilar numa cadeira,
olhar turvo a balbuciar seus cantos,
herança materna duma benzedeira
a aliviar as crianças dos quebrantos.

Quisera herdar a sua força estranha,
que a sustentava naquela serenidade.
Diante das adversidades com manha,
bem dizia ao Pai com toda felicidade.

Uma saudade dela não me maltrata,
nesta lembrança revestida de doçura.
que contagia na envolvência da data,
ao ver sua imagem naquela moldura.


À minha mãe estrela desde 25/03/2014
Toninho
13/05/2017

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Desejo às todas as mães um dia feliz
Um carinho ás mamães de Portugal
 Que comemorou no domingo passado.
   Pode levar uma rosa com meu carinho.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Vou pelo vento.



Às vezes somos levados pela vida,
outras somos guiados pela emoção,
mas sempre encontramos a saída,
antes de cairmos numa decepção.

As folhas caem na estação Outono,
o vento as espalha pelo caminho,
às vezes vejo sinto como abandono,
mas são belas no meio do torvelinho.

Uma folha se desgarra da ventania,
embrenha-se num canto da estrada,
parece a ovelha perdida da família,
sem o pastor sente-se abandonada.

Na vida somos estas folhas outonais,
caídas se deixam levar pelos ventos,
desafiamos muitas vezes vendavais,
a refazer toda vida dos fragmentos.

Toninho
05/05/2017



Inspiração para BC>botando a cabeça para funcionar chicabrincadepoesia vistem e vejam outras inspirações e participem vejam a regra lá.

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Um bom fim de 
semana com paz
e alegria.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

É pra lá que vou.



Ah, minhas férias tão sonhadas!
Outono com chuvas repentinas.
Viajar, desligar é o que preciso.
Mas minha pele clama pelo Sol.
É pra lá que vou.

Toninho

28/04/2017

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Para a BC#umaimagemem140caracteres. Um projeto muito bom e inteligente de toda sexta-feira das meninas: Mari e Silvana . 

                           ***************************
Um bom fim de semana 
para todos

sábado, 22 de abril de 2017

Encantadoras de palavras.





Encantam-se súditas palavras,
com o leve toque de um cajado.
São pastoras de emoções raras,
recolhem o poema desgarrado.

Cada suspiro dessas escritoras,
revestem-se numa real beleza,
que o Deus na ação criadora,
coloca as mãos em delicadeza.

Vive-se no jardim a harmonia,
Nobres poetisas e jardineiras,
Podam versos floresce poesia.

Espalham versos por cortesia,
Inspiram, rompem fronteiras.
Eternizam poesias com magia.



Toninho.
22/04/2017
Meu outro blog: momentos e inspirações.

Uma homenagem a estas iluminadas poetisas que me inspiram sempre.

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Um bom domingo 
para uma semana
Maravilhosa.

sábado, 15 de abril de 2017

O olhar que afaga.




Eram apenas dois cisnes negros naquela lagoa. Eles perceberam que os olhares se concentravam nos Cisnes brancos. Assim tristes e cabisbaixos o casal se retirou para um canto do lago e ali se consolavam até perceberam o olhar de uma criança toda encantada com o brilho de suas penas. Havia no olhar carinho e amor daquela criança.

Assim numa espécie de retribuição eles se emplumaram e começaram uma espécie de dança, que todos os olhares se voltaram para aquele canto do lago e o menino em festa, gritava para sua vovó fotografar e filmar a dança. Diante aquela algazarra da criança, todos os outros cisnes brancos do lago também entraram na dança e foram se juntar aos cisnes negros, agora felizes por não se sentirem desprezados.

Numa noite o menino revia as fotos e o filme com os cisnes e perguntou à sua vovó, quando voltariam para rever os cisnes, pois tinha medo, que eles pudessem bater asas e nunca mais aparecerem. Mas sua vovó muito sabida, explicou que os cisnes não são aves migratórias e que com certeza eles estariam no lago e agora felizes depois daquele dia, que o olhar do menino mudou a vida deles. O menino sorriu para a vó e adormeceu sonhando com os cisnes agora com seus filhotinhos.

Toninho

15/04/2017

Inspiração para a BC_botando a cabeça para funcionar projeto da Chica e Neno aqui: chicabrincadepoesia

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Uma Feliz Páscoa 
para todos.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Passarinho viajor.



Conheci o passarinho viajante,
que voa por terras brasileiras.
Honra receber nobre visitante,
Triste por saber ser passageira.

Assim voa o passarinho viajor,
Canta e encanta nosso jardim,
Já tão ressecado pelo desamor,
Com esperanças de paz enfim.

Quem o conhece sabe a nobreza,
que lhe fez viajor da esperança,
pois quis sua criadora à certeza,
que cada voo levaria a bonança.

Verdinho deixou uma saudade,
incrustada nos cantos da casa,
ali pousou, deixou uma saudade,
que vem, arde como uma brasa.

Toninho

10/04/2017

veja mais no meu outro blog um-passarinho-viajante


Nota:
Inspiração daqui: fractaisdecalu.blogspot




quinta-feira, 6 de abril de 2017

Aquele vestido branco



Quem passava pela rua via um vestido numa varanda. Pela manhã e tarde uma velha senhora a espreita-lo e acaricia-lo com mãos tremulas, como se fosse à pessoa que o vestira. Parecia ritual, quando o sol se punha surgia um som de valsa em uma vitrola e o vestido era retirado do varal abraçado como delicadeza. Desfilava com ele colado ao corpo como numa dança. Não havia tristeza na cena.

Na manhã com os primeiros raios solares ela aparecia com o vestido pelas mãos como uma mãe a embalar seu filho. Ali na varanda ela ficava momentos nesta postura, até que o pendurava em uma das cordas do varal. Lançava um ultimo olhar e desaparecia na solidão de seu casarão.

Numa tarde de Outono ela não apareceu na varanda, para retirar o vestido, o que gerou curiosidade e preocupação aos vizinhos, acostumados com a cena ao som de uma valsa com som distorcido de um “long play” arranhado de tanto uso. A velha senhora morava sozinha e às vezes se via outra senhora estranha à rua, entrar e ficar horas no casarão geralmente pela manhã após o ritual. Naquele dia ela também não aparecera e a noite cobriu o casarão, sem que o vestido fosse retirado do varal.

Ao aproximar-se da meia noite, um vizinho percebeu um facho de luz na varanda.  Assustado viu o vestido deslizar no varal de uma extremidade para outra, como se valsasse. Gritou para a mulher que medrosa se recusou. De repente os acordes de um piano ecoaram na madrugada nevoenta. Uma ventania estranha arrancou o vestido e desapareceu pela rua para horror do vizinho, que gritou loucamente na madrugada silenciosa.

Na manhã seguinte contou para a vizinhança descrente do fato, mas estranhando a falta do vestido na varanda. Próximo do meio dia um movimento na porta do casarão chamou a atenção da vizinhança. Um policial saiu da casa e disse que havia um pedido de socorro na central, mas ninguém se encontrava no casarão, apenas um piano estragado e uma vitrola velha com vários discos empoeirados de valsas, além de um encardido e surrado vestido jogado sobre o braço de uma cadeira de balanço. As pessoas se entreolharam e aquele vizinho foi internado numa clinica psiquiatra.

Toninho.
05/04/2017

Outras inspirações minhas: Momentos&inspirações

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Conto na participação da BC_botando a cabeça para funcionar que a Chica promove aqui:chicabrincadepoesia participe é livre.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Nos caminhos da solidão.



Quem vive o amor sem prazeres,
abandona seus maiores valores,
é morte em vida só pelos afazeres,
relega-se na carência dos amores.

Vida de pássaro com asas feridas,
risco com as suicidas acrobacias,
no canto lamento em despedidas,
para a partida silenciosa e fria.

Se quiser uma sintonia do querer,
professe todo o poder deste amor,
que não se permite a retroceder,
e sucumbir diante novo desamor. 

Siga sua jornada, ora esquecida
que se perdeu dentro do coração,
nem se atire às bocas desfalecidas.
É inútil saída contra a desilusão.


Toninho
Da série apenas uma inspiração


Meu outro blog: 

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Que sua semana
flua leve e alegre.
Grato.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Outone-se.




As folhas vão caindo sob as arvores nuas,
há renascimento sobre o chão umedecido.
Então pise leve, ouça o crepitar das folhas,
embriagadas pelo ultimo perfume contido.

Se entregue a um maravilhoso aconchego,
com sabor aromático de chocolate quente,
deite-se num colo a ouvir cantos de ninar,
então se entorpeça nesta ternura presente.

Olhe pela janela, veja as despidas arvores,
onde canta sonoro uma sabiá laranjeira.
Lance os olhos sobre o campo verdejante,
umedecido pela ultima chuva de março.

Há neblina sobre a serra, que se esconde,
sob um manto cinza lindo e translucido.
Esfregue as mãos geladas junto ao fogão,
onde aquece o prato de mingau de milho.

Outone-se nos olhos da bela doce amante,
aqueçam nos findos raios de sol do verão,
mergulhem-se num abraço aconchegante,
que faça acender a chama desta paixão.


Toninho
20/03/2017

Coisas interessantes no meu bloguito :toninhobira.blogspot confira.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Uma calçada do amor.



I
Fez-se repentina ventania.
Um lindo tapete lilás se viu
pela calçada toda florida.
O olhar cruzou seu caminho,
uma flecha certeira no coração.

     II
Paixão plena com romantismo,
Desejos loucos de aproximação
Um helicóptero com otimismo,
Choveu flores na cor da paixão.
O amor estava no ar.

III
Quem passa pela calçada,
das pedras ouve sussurros,
das belas flores roxeadas
jogadas por um casmurro,
no desespero da sedução.
O amor floresce.

Toninho
17/03/2017

Minha participação na BC_#umaimagemem140caracteres de toda sexta-feira com uma imagem para sua inspiração.
Confira aqui Marina e Silvana .

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Um bom fim 
de semana
para você.

  

terça-feira, 14 de março de 2017

O último trem.




Ouviu-se um apito, tremeu-se o chão.
lá vem o trem sobre linhas paralelas,
na plataforma exala-se pura emoção.
A incerteza da volta de toda partida.

Há um rio de lágrimas vãs esperanças,
vem a saudade oxidada pelas lagrimas,
que brotam nos olhares com descrença,
de ver o trem desaparecer entre serras.

O ultimo trem apitou na ultima curva,
deixou pelo ar uma frase com fumaça,
que hoje vejo mesmo com a vista turva,
o que cantava o cego profeta da praça.

Agora os trilhos adormecidos ao relento,
onde equilibravam outrora os meus pés,
de braços abertos liberdade sobre o aço,
na mente o menino feliz vem recordar.

Por instante ouve o apito na distancia,
busca algum rastro de fumaça pelo céu,
corre pelos trilhos emoção da instancia.
acorda o menino no meio de um cordel.

Toninho
14/03/2017,
Veja o que temos o outro blog: toninhobira.blogspot


sexta-feira, 10 de março de 2017

Perigosa ousadia.

Uma imagem em 140 caracteres a BC de toda sexta feira promoção de Silvana e Mari. Confira outras inspirações. Eis a imagem:


Olhar I

Discriminada com excesso de peso,
dedicou-se à reeducação alimentar,
bem sucedida desafia-se no balanço.
Ousada vai ao limite do equilíbrio.

Toninho.
10/03/2017

Olhar II

Após dieta Yoga e muito sacrifício
Desafiou-se no limite do balanço.
mas esqueceu-se da lei do equilíbrio.
Não deu outra. Caiu como uma jaca.

Toninho.
10/03/2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

Das trevas das neves.




Fez-se poesia coberta por uma nevasca,
na boca sussurrava derradeiros versos,
que suplicavam por encontro de rimas,
que enrijecidas se perderam pela neves.

Mas um tímido avassalador raio de sol,
atirou-se freneticamente sobre a rocha,
desvirginou aquela branca pedra fria,
Donde ainda suspirava minha poesia.

Criou-se na manhã o estado de poesia,
onde palavras ávidas de amor e calor,
tocavam-se em avalanche de caricias
desejos pulsantes e sedentos de amor.

E as mãos congeladas não atendiam,
delirantes apelos das palavras vitais
que aglutinadas em volta da poesia,
sentiam-se libertas, se agasalhavam.

Foi assim, que debaixo da neve densa
vi brotar uma incandescente poesia,
bela como flor de lótus e cor intensa,
assediada pela estalactite que surgia.


Toninho

15/02/2017
Outro blog: Momentos e inspirações onde brinco com palavras e imagens.


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Feliz Março de paz e renovação
de esperanças.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Janelas de minha fé.




Participação na BC da Chica botando a cabeça para funcionar aqui: chicabrincadepoesia


De minha janela posso ver janelas, que se abrem em forma de mosaicos, são uniformes, algumas se abrem, outras se fecham para o mundo. Por vezes é interessante a sincronização delas, principalmente quando uma chuva se precipita repentinamente, há um automatismo fascinante, as vezes posso ouvir os ranger de algumas e mais outras numa verdadeira sinfonia.

Digo que as janelas espiam a vida, que vai pelas ruas ou mesmo se abrem para poesia, são aquelas voltadas para o quintal ou de um jardim ou para o por do Sol. Delas podem-se ver passarinhos em cantorias nas manhãs, admirar os raios solares que brincam pelas frestas das janelas. São testemunhas das longas esperas de uma mãe para o filho que tarda e observam os seresteiros apaixonados nas madrugadas. Mas ela vê a violência, a fome desfilar pelas calçadas e bancos das ruas.

Eu já vi janelas se abrirem, para gritar pela liberdade e pela vida com dignidade e as mesmas se calaram para a violência de um policial contra um pobre gari, que apenas catava latinhas de cerveja no fim do carnaval. Ah, eu também vi janelas em protesto batendo em panelas, contra desmandos políticos e as mesmas se fecharam para os novos desmandos da politica antidemocrática.

Um dia vi pela janela um arco-íris e senti Deus mirar os olhos sobre mim a me ver emocionado diante tanta beleza da natureza. E quando a noite cobria a cidade, vibrei de encanto com a formosura da Lua Cheia em céu cheio de estrelas cintilantes. E adormeci com a imagem que tanto inspira os poetas. Eu vi da janela um Sol surgir de trás da serra ao longe, vinha como uma bola dourada num belo horizonte.

Elas são os pulmões de uma casa, que se abrem para a oxigenação do ambiente. Quando o dia amanhece, eu abro a minha janela para o mundo e busco no horizonte o olhar do Criador, que me inspira a crer num mundo melhor e me faz querer ser melhor, para irradiar o bem pelo dia, que se abre a minha frente e Ele me sorri e diz que tudo vai dar certo. Eu creio e fecho os olhos em oração.

Toninho.

25/02/2017
Meu outro blog momentos e inspirações com belas brincadeiras também.

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Um bom
domingo
de paz